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Vendas do varejo tiveram desempenho positivo em fevereiro

Vendas do varejo tiveram desempenho positivo em fevereiro, período
anterior ao de recrudescimento da pandemia. As vendas do comércio varejista cresceram 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro, conforme divulgado ontem pelo IBGE. O resultado, que ficou abaixo do esperado (1,3%), equivale a uma queda de 2,1% na comparação interanual. Dentre as aberturas, destaque positivo para o desempenho das vendas de móveis e eletrodomésticos, após queda acentuada em janeiro. Avaliamos que os impactos negativos da piora da pandemia e dos consequentes fechamentos deverão se refletir nas leituras de
março e abril, conforme indicadores antecedentes sugerem. Contudo, o
crescimento deve ser retomado nos meses seguintes, condicionado a progressos na vacinação e aumento da mobilidade.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Mercado de trabalho seguiu em recuperação em janeiro, mas tende a perder tração

Mercado de trabalho seguiu em recuperação em janeiro, mas tende a
perder tração com intensificação das restrições de distanciamento social. Em janeiro, a taxa de desemprego atingiu 14,2%, em linha com o esperado. Na série dessazonalizada, a taxa oscilou de 14,6% para 14,5%, refletindo o aumento da população ocupada em magnitude maior do que o avanço da população economicamente ativa. Dentre as categorias, destaque positivo para o emprego por conta própria, que foi impulsionado pelo maior grau de abertura da economia no período. Para os próximos meses, esperamos que a taxa de desemprego siga em patamares elevados, com março e abril refletindo o agravamento da pandemia. Ao longo do ano, no entanto, acreditamos que as reaberturas impulsionarão o mercado de trabalho, principalmente o informal, mais dependente de aglomerações. Cabe registrar que outras pesquisas, como o Caged, continuam revelando dados fortes de geração de vagas formais de emprego.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Mercado de trabalho formal seguia em recuperação no início deste ano,

Mercado de trabalho formal seguia em recuperação no início deste ano,
mas devemos observar uma perda de tração no curto prazo, com a piora da pandemia. Segundo os dados do Caged, houve geração líquida de 402 mil vagas de emprego formal em fevereiro, acima das expectativas. Todos os setores contribuíram positivamente para o resultado, com destaque para serviços. Na série dessazonalizada, foram geradas 332 mil vagas, levando a média móvel trimestral de 336 mil para 324 mil vagas criadas. Para março e abril, o agravamento da pandemia e as consequentes medidas de restrição à atividade
econômica, conforme sugerido pelos indicadores de confiança e mobilidade, devem se traduzir em um menor ritmo de geração de vagas.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Prévia da inflação de março foi pressionada por preços administrados, enquanto núcleos desaceleraram

O IPCA-15 de março subiu 0,93%, ligeiramente abaixo da expectativa mediana de 0,96%, mas acelerando em relação a fevereiro (0,48%). O acréscimo deste mês foi explicado pelo incremento da inflação de Transportes, principalmente combustíveis, além de Habitação, em função da alta dos preços do gás de cozinha. Por outro lado, houve queda dos preços de Alimentação no Domicílio, motivada por in natura. Houve deflação também em Educação, refletindo descontos em mensalidades escolares, levando
à desaceleração da inflação de serviços. A média dos núcleos de inflação, dessa forma, apresentou moderação, recuando de 0,47% para 0,41% entre fevereiro e março.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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ALSHOP participa de debate com o Santander comentando sobre a crise econômica e o fechamento do setor

O presidente da ALSHOP, Nabil Sahyoun, participou ontem de um DEBATE VIRTUAL realizado pelo SANTANDER e respondeu questões relacionadas ao segmento, além de sanar as dúvidas dos participantes. No debate, o presidente da associação foi questionado sobre a saúde financeira dos varejistas de shoppings centers, iniciativas de omnicanalidade, aluguéis e as formas de cobrança, e ainda comentou sobre sua expectativa em relação à retomada da economia com a aceleração das reformas.

“No Brasil temos 601 shoppings e 110 mil lojistas que compõem esse universo. Com a crise econômica causada pelo COVID-19 tivemos o fechamento do comércio e as restrições que causaram inúmeras perdas como a queda de 30% do fluxo de circulação de pessoas em todos os empreendimentos e a queda de 32% no faturamento. E quem mais sofreu foram os pequenos lojistas que desempregaram muito.”, comentou Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

O presidente ainda ressalta que, em 2020 quando os shoppings reabriram depois de 100 dias de fechamento, a movimentação de clientes dentro das pequenas lojas era de 40%, 60% para médias e de 75% a 80% para as lojas âncoras, e somente lojas que trabalhavam com os e-commerces conseguiram respirar.

“Nossa economia é muito forte, mas precisamos de condições para se reerguer e o Governo não está ajudando muito com os impostos, mas estamos em diálogo constante com as autoridades públicas para tentar mudar isso e trazer um respiro para o lojista afetado.”, ressalta.

Além do diálogo constante que a ALSHOP tem com as autoridades públicas para discutir novas medidas que ajudem o setor, essa parceria também existe com a ABRASCE (Associação Brasileira de Shoppings Centers). Um assunto que repercutiu bastante no debate foi a questão dos aluguéis e a forma que os empreendimentos estão dialogando com os lojistas.

“Está havendo diálogo e negociação, mas tenho observado que em shoppings ainda não consolidados é mais frequente essa negociação, de abrir mão do aluguel neste momento e tentar negociar mais para frente. Por outro lado, nos shoppings consolidados também existe uma negociação, mas eles acabam olhando mais para o lado do negócio do que para os lojistas.”

Perguntado sobre as linhas digitais e como os lojistas estão lidando com as plataformas de compras online, o presidente da ALSHOP comenta que os pequenos lojistas aceleraram esse processo e muitos com o apoio dos empreendimentos, mas ressalta que jamais o e-commerce vai substituir as lojas físicas, e que ambos precisam andar juntos. “A realidade está cada vez mais presente, e a pandemia acelerou esse processo da tecnologia. Ou você participa do digital ou não vai conseguir sobreviver, neste momento de comércio fechado essa será a válvula de escape principalmente para os pequenos.” comenta, Sahyoun.

Para Nabil, a retomada das compras será de forma moderada, mas a expectativa é ter um movimento de razoável para bom neste primeiro momento, de acordo com uma pesquisa de amostragem que a associação fez no último mês. “Sou otimista e sei que vamos recuperar o tempo perdido e o consumo vai voltar a acontecer. Acredito que com a retomada da economia e a aceleração das reformas, as coisas vão mudando e podemos retomar a economia nos próximos meses.” finaliza Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

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Copom deve iniciar hoje ciclo de normalização de juros, com alta da Selic de 0,50 ponto percentual

Com as surpresas altistas e a rápida elevação das expectativas de inflação para este ano, o Banco Central deve agir na reunião de hoje. A nosso ver, essa decisão deverá ocorrer com base na leitura de uma desaceleração temporária da atividade econômica, por conta
do agravamento da pandemia, mas de retomada mais evidente à frente. As atenções estarão voltadas não somente à decisão, mas também ao comunicado que será divulgado, diante de possíveis sinais sobre a magnitude desse ciclo de alta de juros.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Pressões inflacionárias deverão levar o Banco Central a iniciar a normalização da política monetária na próxima semana.

 O IPCA subiu 0,86% em fevereiro, acima das expectativas (0,71%) e acelerando em relação a janeiro (0,25%), conforme divulgado ontem pelo IBGE. A alta reportada foi explicada pela aceleração dos preços de combustíveis e bens industriais (também as principais surpresas altistas), além do aumento sazonal de educação. Por outro lado, a inflação dos serviços subjacentes e dos alimentos no domicílio
seguiu perdendo ímpeto. Os núcleos de inflação, por sua vez, continuaram ganhando força em função da dinâmica dos bens industriais, que refletem as pressões dos preços no atacado.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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REDE INVESTIRÁ EM MAIS DE 10 LOJAS E ESPERA VENDER 7 MILHÕES DE LIVROS

Desde 2019, a Livraria Leitura se consolidou como a maior rede de livrarias do país. No ano passado, mesmo com a chegada da crise sanitária, o plano de expansão foi seguido e ampliado, o investimento foi em torno de R$ 14 milhões.

“Há uma procura muito grande pelos shoppings. Fomos para muitas cidades do interior que tinham uma maior carência em livrarias. O shopping é um espaço de experiência e lazer e as livrarias estão entre as preferências do cliente”, conta o sócio presidente da Livraria Leitura, Marcus Teles. Segundo ele, há uma série de vantagens ao se operar em um shopping, como estacionamento, segurança, ambiente climatizado, variedade de mix, entre outros.

Também destacou os protocolos adotados pelos empreendimentos na retomada: “São lugares seguros, com acesso controlado. As medidas adotadas foram muito importantes para a recuperação e os empreendimentos seguem todos os protocolos impostos para a retomada segura.

VENDAS EM 2020

A queda de 32% na venda de livros da Leitura foi muito semelhante ao índice de -33,2% de setor de shopping centers, conforme os dados divulgados do Censo. “No ano passado, ficou abaixo de 5 milhões de cópias. O maior impacto se deve aos fechamentos e restrições de horários de funcionamento. Para 2021, esperamos chegar aos 7 milhões já que pretendemos atingir 91 operações, um saldo de 11 lojas em relação a 2020”, conta.

OS LIVROS DIGITAIS

Os e-books seguem no patamar de 4% no Brasil e a tendência mundial é que fiquem entre 10% e 20% do mercado nos próximos anos. “Diferentemente de uma notícia, que você lê rápido, não é muito confortável ler em uma tela um livro de 300 ou 500 páginas.” Segundo Teles, 30% das pessoas que compram um e-book adquirem o impresso também, e complementa: “Pegar um livro é muito mais prazeroso. O ser humano precisa de convivência e experimentação. A livraria física é muito mais agradável”.

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Queda de 4,1% do PIB em 2020 refletiu os impactos da pandemia, com o resultado positivo do último trimestre

Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, o PIB avançou 3,2%, acima do esperado pelo Depec (2,5%) e pelo mercado (2,8%). Esse resultado veio após a alta de 7,7% registrada na leitura anterior. O destaque positivo ficou por conta da expansão de serviços (2,7%). Pelo lado da demanda, investimentos e consumo das famílias avançaram em ritmo robusto (20% e 3,4%, nessa ordem). A queda interanual de 1,1% no último trimestre foi menor do que a esperada, levando o PIB a acumular contração de 4,1% no ano. Em 2020, o setor de serviços foi o mais afetado pela crise sanitária, com queda acumulada de 4,5%, refletindo os impactos de medidas de restrição à mobilidade. Neste começo de 2021, a dinâmica da pandemia traz cautela em relação à atividade econômica de curto prazo, mas, até o momento, esses efeitos nos parecem temporários, não afetando, portanto, os fundamentos de crescimento do ano. Por ora, projetamos expansão de 3,6% do PIB em 2021.

Fonte: Bradesco – DEPEC