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Economia brasileira avançou em fevereiro, antes do agravamento da pandemia e aperto das restrições à mobilidade

Economia brasileira avançou em fevereiro, antes do agravamento da
pandemia e aperto das restrições à mobilidade. O IBC-Br, proxy mensal do PIB, avançou 1,7% na passagem de janeiro para fevereiro, conforme divulgado ontem pelo Banco Central. Essa alta, a décima consecutiva, ficou acima do esperado. O Banco Central não divulga as aberturas do indicador, mas as pesquisas do IBGE apontam para contribuição positiva do comércio varejista e do setor de serviços, ao passo que a produção industrial recuou no período. Prospectivamente, o indicador deve apresentar desempenho negativo nas leituras de março e abril. Contudo, o avanço na imunização e a redução da
sobrecarga sobre o sistema de saúde, garantida pela contenção em curso da pandemia, deverão permitir um relaxamento gradual das restrições, levando à expansão da atividade no terceiro e quarto trimestres.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Inflação no atacado e ao consumidor registra desaceleração no início deste mês.

Inflação no atacado e ao consumidor registra desaceleração no início
deste mês. A segunda prévia do IGP-M de abril registrou elevação de 1,17%, perdendo força em relação ao mesmo período do mês passado (2,98%). Para esse resultado, a desaceleração do índice ao produtor foi a principal influência baixista, em função das deflações de minério de ferro, farelo de soja e suínos. Ao mesmo tempo, houve moderação no IPC e no INCC, sob efeito do decréscimo da inflação de transportes e mão de obra, respectivamente. Já para o consumidor na cidade de São Paulo, a inflação apurada pelo IPC-FIPE foi de 0,65% na segunda semana do mês. Similarmente, a desaceleração em relação à semana anterior (0,71%) foi explicada pela moderação da alta dos preços de transportes, principalmente combustíveis.

Fonte: Bradesco – DEPEC.

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Setor de serviços teve desempenho positivo em fevereiro

Setor de serviços teve desempenho positivo em fevereiro, mas dados de março e abril deverão refletir impactos do recrudescimento da pandemia. O volume de serviços avançou 3,7% na passagem de janeiro para fevereiro, conforme divulgado ontem pelo IBGE. Essa alta, a nona consecutiva, ficou bem acima do esperado pelo mercado (1,3%), refletindo o desempenho positivo de todas as aberturas. O destaque ficou por conta de serviços prestados às famílias e de transportes. Para março e abril, o recrudescimento da pandemia e as consequentes medidas de restrição à mobilidade deverão impactar negativamente a atividade econômica, especialmente o setor de serviços, mais dependente de aglomerações. Contudo, o crescimento deve ser retomado nos meses subsequentes, à medida que houver avanços na vacinação e flexibilização das medidas de distanciamento social.

Fonte: Bradesco-DEPEC

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Inflação no atacado segue desacelerando, levando à moderação do IGP

O IGP-10 de abril avançou 1,58%, após ter subido 2,99% em março. Apesar disso, o resultado ficou acima do esperado (1,38%). Essa desaceleração no mês foi explicada pelos preços no atacado, em grande parte, em função da moderação do IPA-Industrial. Nesse grupo, a principal influência baixista veio da queda de preços do minério de ferro, seguida pela atenuação da inflação de derivados do petróleo. No IPA-Agropecuário, a redução foi motivada pelos preços de pecuária e lavouras permanentes. O indicador da construção também perdeu força neste mês, por conta do recuo da inflação de materiais. Já os preços ao consumidor, por outro lado, ficaram mais pressionados devido aos combustíveis.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Vendas do varejo tiveram desempenho positivo em fevereiro

Vendas do varejo tiveram desempenho positivo em fevereiro, período
anterior ao de recrudescimento da pandemia. As vendas do comércio varejista cresceram 0,6% na passagem de janeiro para fevereiro, conforme divulgado ontem pelo IBGE. O resultado, que ficou abaixo do esperado (1,3%), equivale a uma queda de 2,1% na comparação interanual. Dentre as aberturas, destaque positivo para o desempenho das vendas de móveis e eletrodomésticos, após queda acentuada em janeiro. Avaliamos que os impactos negativos da piora da pandemia e dos consequentes fechamentos deverão se refletir nas leituras de
março e abril, conforme indicadores antecedentes sugerem. Contudo, o
crescimento deve ser retomado nos meses seguintes, condicionado a progressos na vacinação e aumento da mobilidade.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Mercado de trabalho seguiu em recuperação em janeiro, mas tende a perder tração

Mercado de trabalho seguiu em recuperação em janeiro, mas tende a
perder tração com intensificação das restrições de distanciamento social. Em janeiro, a taxa de desemprego atingiu 14,2%, em linha com o esperado. Na série dessazonalizada, a taxa oscilou de 14,6% para 14,5%, refletindo o aumento da população ocupada em magnitude maior do que o avanço da população economicamente ativa. Dentre as categorias, destaque positivo para o emprego por conta própria, que foi impulsionado pelo maior grau de abertura da economia no período. Para os próximos meses, esperamos que a taxa de desemprego siga em patamares elevados, com março e abril refletindo o agravamento da pandemia. Ao longo do ano, no entanto, acreditamos que as reaberturas impulsionarão o mercado de trabalho, principalmente o informal, mais dependente de aglomerações. Cabe registrar que outras pesquisas, como o Caged, continuam revelando dados fortes de geração de vagas formais de emprego.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Mercado de trabalho formal seguia em recuperação no início deste ano,

Mercado de trabalho formal seguia em recuperação no início deste ano,
mas devemos observar uma perda de tração no curto prazo, com a piora da pandemia. Segundo os dados do Caged, houve geração líquida de 402 mil vagas de emprego formal em fevereiro, acima das expectativas. Todos os setores contribuíram positivamente para o resultado, com destaque para serviços. Na série dessazonalizada, foram geradas 332 mil vagas, levando a média móvel trimestral de 336 mil para 324 mil vagas criadas. Para março e abril, o agravamento da pandemia e as consequentes medidas de restrição à atividade
econômica, conforme sugerido pelos indicadores de confiança e mobilidade, devem se traduzir em um menor ritmo de geração de vagas.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Prévia da inflação de março foi pressionada por preços administrados, enquanto núcleos desaceleraram

O IPCA-15 de março subiu 0,93%, ligeiramente abaixo da expectativa mediana de 0,96%, mas acelerando em relação a fevereiro (0,48%). O acréscimo deste mês foi explicado pelo incremento da inflação de Transportes, principalmente combustíveis, além de Habitação, em função da alta dos preços do gás de cozinha. Por outro lado, houve queda dos preços de Alimentação no Domicílio, motivada por in natura. Houve deflação também em Educação, refletindo descontos em mensalidades escolares, levando
à desaceleração da inflação de serviços. A média dos núcleos de inflação, dessa forma, apresentou moderação, recuando de 0,47% para 0,41% entre fevereiro e março.

Fonte: Bradesco – DEPEC