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Pesquisa nacional com consumidores mostra receio por conta da pandemia do novo coronavírus: vendas devem crescer 10% em relação a julho

A poucos dias da comemoração do Dia dos Pais, a ALSHOP (Associação Brasileiras de Lojistas de Shopping) realizou uma pesquisa entre os dias  27 de julho a 03 de agosto com 5.200 consumidores para entender a expectativa para a primeira data comemorativa do ano onde o comércio está aberto, mesmo com restrições e diversas medidas de prevenção para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

 

A pesquisa nacional mostra que 81% dos entrevistados desejam ir às compras nesta semana que antecede o Dia dos Pais, enquanto 19% disseram não pretender comprar nenhum presente. Diferente da pesquisa de 2019 onde o ticket médio pretendido era de R$ 160 na data, este ano a maior parte dos consumidores, 32% disse que pretende gastar entre R$ 51 e R$ 100. Outros 14% relatam a pretensão de comprar um presente de R$ 101 a R$ 150, 14% tem a intenção de comprar algo entre R$ 151 e R$ 200 e somente 13% afirmaram que irão gastar mais do que R$ 201.

 

Força da internet

 

O levantamento mostrou a intenção de 46% dos entrevistados ainda pretendem fazer suas compras do Dia dos Pais em plataformas online como aplicativos e e-commerce, 12% devem procurar lojas de rua e 19% preferem lojas de shopping. “A pandemia do novo coronavírus acelerou o consumo online e as marcas que já se consolidaram em formato digital colheram bons frutos durante essa crise e puderam comemorar por ter dado esse passo antes da chegada desta crise. Além disso, 19% pretende comprar presente dentro do ambiente do shopping, percentual maior do que os que têm intenção de fazê-lo nas lojas de rua”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

 

Entre os produtos mais procurados segundo os consumidores estão vestuário, com 44%, seguido de 12% que deve presentear com perfumes ou cosméticos e 10% informaram a preferência por calçados. Apenas 8% deve procurar um presente eletrônico, categoria que liderou outras pesquisas desse tipo. Sobre a escolha dos meios de pagamento, 42% dos entrevistados afirmaram que vão comprar presente com cartão de crédito parcelado ou carnê da loja e 39% afirmaram que será à vista ou com cartão de débito.

 

Recuperação lenta, dizem lojistas

 

Mesmo com um aumento de intenção de compras via e-commerce, lojistas associados relatam que o fluxo de pessoas nos shoppings vem aumentando gradualmente. Parte dessa pesquisa, desta vez feita com lojistas associados, que representam 1.500 pontos de venda em todo o país, mostra que a expectativa de aumento no faturamento é de 10% em agosto na comparação com o mês de julho de 2020. “Isso nos indica que do ponto de vista do lojista a recuperação está acontecendo de forma lenta, até porque cerca de 20% dos shoppings no país estão fechados e a maioria funciona em horário reduzido, apesar dos rígidos protocolos sanitários adotados nestes empreendimentos”, diz Sahyoun.

 

Protocolos implantados com sucesso

 

Neste momento cerca de 14% dos 577 shoppings centers seguem fechados em todo o país, a maioria nos estados do Sul enquanto a abertura gradual segue principalmente no Sudeste e Nordeste.

 

“Neste processo de reabertura, em diálogo com mais de 20 entidades e 50 empresários em conjunto com a ALSHOP iniciamos o “Instituto Unidos pelo Brasil”, que é uma iniciativa de alerta para a sociedade civil para promovermos uma retomada consciente da economia para preservar a saúde, mas também o emprego e a renda neste cenário de crise”, diz Sahyoun. O Instituto Unidos Pelo Brasil já está nas redes sociais, em vídeos de conscientização e em uma ampla campanha na internet, em veículos de comunicação impressos, rádios e até na televisão aberta. “Vamos engajar a sociedade nesta iniciativa de retomada consciente da economia pois se trata de um ciclo e não podemos deixar o choque de demanda resultar em mais prejuízos, desemprego e queda de arrecadação que nos impediria de sair desta dura crise!”, finaliza.

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Boletim Economico

O Mercado continuou revisando projeções para PIB e IPCA deste ano.
Segundo o Relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, o mercado espera contração de 5,66% para o PIB deste ano (ante -5,77% na leitura anterior) e crescimento de 3,5% no próximo ano. Em relação ao IPCA, a mediana das projeções para 2020 oscilou de 1,67% para 1,63% e ficou estável em 3,0% para 2021. As medianas das expectativas para a taxa de câmbio não foram alteradas, seguindo em R$/US$ 5,20 no final deste ano e em R$/US$ 5,00 no final do ano que vem. Por fim, as medianas das projeções para a taxa Selic permaneceram em 2,0% e 3,0% para o final de 2020 e de 2021, respectivamente.

 

Fonte: DEPEC Bradesco

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Surpresa positiva com os dados de mercado

Surpresa positiva com os dados de mercado de trabalho refletiu a
retomada da atividade econômica e os efeitos de proteção ao emprego.

Houve destruição líquida de 11 mil postos formais de trabalho em junho, conforme apontado ontem na divulgação do Caged. O dado reportado foi muito melhor do que o esperado por nós (-160 mil) e pelo mercado (-220 mil), com surpresas positivas generalizadas dentre as atividades econômicas. Descontados os efeitos sazonais, houve fechamento líquido de 28,5 mil vagas no período, o que levou a média móvel trimestral de -487 mil para -427 mil. O mercado de trabalho continua desafiador nos próximos meses, mas com sinais mais favoráveis que o esperado no curto prazo. Os indicadores antecedentes de julho sugerem continuidade da melhora no período.

o Sondagem da Indústria aponta para continuidade da recuperação do setor no começo deste trimestre. O Índice de Confiança da Indústria, divulgado hoje pela FGV, subiu 12,2 pontos em julho, para 89,8 pontos. Esse avanço, ligeiramente menor que o reportado na prévia, foi puxado pelos dois componentes, o de situação atual e o de expectativas. O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) do setor avançou de 66,6% para 72,3%, maior patamar desde março.

Fonte: DEPEC – Bradesco

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Cenário vai se desenhando “menos negativo” que o esperado

 

o    Os dados de atividade seguem surpreendendo positivamente, sugerindo um recuo menos intenso do PIB neste ano. Além da melhora em diversos indicadores, há sinais de alguma estabilização no ritmo de disseminação da doença, reduzindo os temores de uma segunda onda.

 

o    Revisamos nossa estimativa do PIB deste ano de -5,9% para -4,5% e esperamos crescimento de 3,5% em 2021. A produção industrial e as vendas do varejo têm confirmado o movimento mais forte de melhora dos índices de confiança.

 

o    O ajuste nas contas externas deve ser mais moderado daqui para frente. A confirmação de um cenário doméstico mais positivo e redução da aversão ao risco abrem espaço para que a taxa de câmbio fique em R$/US$ 5,10 ao final deste e do próximo ano.

 

o    O IPCA deve encerrar 2020 em 1,9%, chegando a 3,1% em 2021. Esse processo de aceleração da inflação é esperado após um período atípico de deflação durante a pandemia, ocorrendo, portanto, uma gradual normalização em direção ao centro da meta.

 

o    Dessa forma, esperamos que a Selic permaneça em 2,25% até o final deste ano e que encerre 2021 em 3,00%. O balanço de riscos continua sugerindo cautela para este ano. Em 2021, com uma aceleração mais forte do crescimento no Brasil e no mundo, diminuição da incerteza (e com ganho de importância ao longo do ano das projeções de 2022 para o cenário prospectivo do BC) esperamos o início da normalização da política monetária na direção do juro neutro.

 

Fonte: DEPEC – Bradesco

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Como o varejo quer recuperar seu poder de atração física

Por Roseani Rocha e Thaís Monteiro

Durante as medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, o comércio eletrônico, há tempos introduzido ao consumidor, deu uma guinada. Somente entre 17 de março e 27 de abril deste ano, o e-commerce teve um aumento de 48,3% de faturamento em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Ebit, empresa da Nielsen. Com a reabertura gradual instituídas em vários estados do País, agora as marcas têm o desafio de atrair o público de volta para os pontos de venda físicos.

Até o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings, os verdadeiros templos do varejo físico, reconhece a necessidade da digitalização. Nabil Sahyoun afirma que principalmente os pequenos empresários precisam começar a se preocupar em estar no e-commerce e no ambiente digital. Os shoppings começaram a ter suas próprias plataformas, antes mesmo do crescimento do e-commerce motivado pela pandemia, ou seja, alguns há cerca de dois anos. “Tem uma parte (dos lojistas) que aderiu, outra não, porque depende de questões de produtos, de não acerto de comissionamento com a plataforma do empreendimento. Mas esse processo é irreversível, diria que é fundamental, principalmente agora na pandemia, em que os volumes de e-commerce estão crescendo bastante”, pontua o executivo.

Alta do e-commerce e volta ao físico

Na percepção de executivos como Eduardo Javarotto, diretor de varejo do Grupo Boticário, o período restrito de fato fez crescer o interesse por inovações e novos formatos de consumo que já eram vistos anteriormente mas foram reforçados por um público que resistia fazer compras digitalmente e não viu outras opções durante a pandemia. “Grande parte das pessoas tinha receio, seja por desconhecimento ou fricções de como operar nesse universo, seja por insegurança de compartilhar dados pessoais, ou pela conveniência de ter sempre. uma de nossas lojas bem pertinho de sua casa”, conta.

Toda a estratégia de um evento ou espaço físico tem relação com a experiência agregada do consumidor. Com base nessa perspectiva, Chilli Beans acredita que o público tem uma demanda reprimida pelo contato físico e experiências únicas que são geradas pelo PDV, o que faz com que a volta seja forte. “Os consumidores vão buscar esse contato de forma ávida e vai se destacar quem tiver boas histórias e valor agregado. Se olharmos para outros países que estão retomando a atividade econômica, é possível ver o consumidor voltando ávido ao ponto de venda e essa demanda, que antes estava reprimida, tem se refletido em números”, afirma Caito Maia, CEO da Chilli Beans.

As marcas podem dar sua força, segundo o presidente da Alshop, incentivando que o consumidor esteja presente nas lojas por meio de descontos e vantagens especiais. Cada uma deve, segundo ele, analisar a ficha de seus clientes, ver se no passado determinada pessoa era um consumidor mensal, semanal ou até um dia sim, dia não, no sentido de oferecer vantagens corretas.

Riachuelo: físico e digital em contato, mesmo antes da pandemia (Crédito: Divulgação)

Demetrio Teodorov, Head de Pesquisa e Desenvolvimento da Riachuelo, destaca que a pandemia realmente mudou a forma como os consumidores da marca compram e interagem com os espaços físicos, mas, afirma, a Riachuelo sempre teve a inovação e tecnologia presentes na rotina das lojas, unindo os ambientes on e offline dentro da experiência do cliente. “Isso está sendo ainda mais acelerado nesse momento. Estamos em constante evolução, ressignificar e buscar novas soluções é o que nos mantém próximos das pessoas e na vanguarda do setor”, diz.

Medidas de segurança

Levando em consideração que muitos consumidores ainda estão receosos com a transmissão do vírus e seguindo as recomendações das organizações de saúde, as empresas estabeleceram novos protocolos para os ambientes das lojas.

Sahyoun, da Alshop, pontua, neste aspecto, que é função das grandes lojas, as chamadas âncoras, principalmente, transmitir tranquilidade – a um consumidor que ainda está angustiado – em relação à questão da segurança. “É preciso mostrar que esses empreendimentos, e as lojas principalmente, têm uma segurança diferente do que acontece hoje no comércio de rua, nas feiras livres, em qualquer órgão público”, diz.

O Boticário definiu que os consultores têm um papel importante na manutenção do local. As embalagens e aplicadores descartáveis estão sendo manipulados e entregues ao consumidor apenas pelos vendedores e descartados na sequência. Embalagens reutilizáveis devem ser higienizadas com álcool após o uso. Já as maquiagens, que envolvem mais contato com as mucosas do rosto, são testadas com um espelho virtual para simulação do produto.

Na Chilli Beans, foi adotado um protocolo que inclui a distribuição de totens com álcool em gel pelos espaços do ponto de venda, uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) pelos vendedores, distanciamento social durante o atendimento e higienização dos óculos expostos a cada uma hora.

Canais: tudo junto e misturado

O desequilíbrio entre as fontes de receita do PDV e do digital e indefinição sobre o comportamento do consumidor nessa retomada gradual da economia e reabertura de espaços físicos, incluindo comércio de rua e shoppings centers, reforça uma transformação que já estava em curso antes da pandemia: a estratégia cada vez mais omnichannel. As empresas e franquias têm buscado forma de integrar a venda física com o processamento digital e assim trazer um ganho para ambos os ambientes. “Sempre entendi que a solução multicanal é a melhor para o mercado, principalmente para as marcas consolidadas”, pontua Nabil Sahyoun, da Alshop, ainda que avalie que essa solução de estar no físico e no digital é essencial hoje inclusive para médias e pequenas marcas.

Além dos protocolos rígidos e higiene e segurança, a Riachuelo, implementou alternativas para facilitar o atendimento, como a venda por WhatsApp e Drive-Thru. Na reabertura, além desses novos canais, reforçou o recurso de pick-up de compras online nas lojas físicas, os lockers e o pagamento mobile. “Já vínhamos em um processo forte de união do ambiente digital e o físico e seguimos construindo novas soluções junto com parceiros e startups através de eventos como o Demodays, fomentando o ecossistema de microempresas no Brasil, e parcerias com instituições de ensino, como a UFPE, em que estamos desenvolvendo projetos sobre estratégia omnichannel junto à empresa júnior da universidade”, revela Demetrio Teodorov.

A Chilli Beans também criou algumas soluções no período. Entre elas, o atendimento pelo WhatsApp e venda por telemarketing no serviço denominado Tele Chilli, em que os vendedores entram em contato com clientes do bando de dados da empresa. Além disso, como forma de complementar o físico e o digital, a Chilli Beans enviou maletas higienizada com produtos para a casa dos clientes. Dessa forma, ele escolhia qual comprar entrando em contato com os modelos.

“Esse movimento do consumidor ver o físico comprar no online, e vice versa, é essencial para a saúde do negócio. Mas também estamos nos planejando para trazer ainda mais inovação às nossas lojas nesse momento e no pós-pandemia. A Chilli sempre foi uma marca que tem histórico em criar experiências para o consumidor e acredito que esse tipo de atitude vai ganhar ainda mais destaque num futuro próximo.”, explica Maia.

De acordo com Javarotto, as lojas físicas de O Boticário já estavam vivendo um processo de ressignificação da experiência e jornada dos consumidores de forma omnichannel. Algumas soluções já estavam começando a ser usadas no PDV. Todo esse processo ajudou a mitigar o impacto da restrição física e deve acelerar agora na reabertura.

“Continuamos acreditando nesse papel forte de experiência e curadoria que entregamos aos nossos clientes em nossas lojas e, é claro, cada vez mais incorporando novas tecnologias e canais nessa jornada integrada do consumidor com as nossas marcas e produtos”, diz. “Ao mesmo tempo, nada tira o prazer de ir a uma loja, sentir o cheiro do produto, a textura de um creme, as cores vivas de uma maquiagem. No fim, os dois ambientes vão continuar se completando, atendendo a perfis de diferentes consumidores, seja aquele que faz questão de estar num ambiente físico, seja o que prefere receber o produto em casa”, complementa o executivo.

Também para Teodorov, da Riachuelo, o caminho – percorrido agora de maneira mais acelerada – é a evolução entre físico e digital, ou experiência e conveniência: “O físico não vai acabar, mas as pessoas estarão mais habituadas ao uso do digital e, com isso, os ambientes físicos e online serão complementares, coexistindo em harmonia”.

**Crédito da imagem no topo: Qualcomm Snapdragon/Pexels

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Riachuelo transforma 40 mil funcionários em vendedores virtuais

Com uma receita anual de R$ 7,8 bilhões, a Riachuelo, uma das maiores redes de moda do país, deixou de faturar algo perto de R$ 2 bilhões com as 320 lojas fechadas por cem dias.
Com horários restritos, mais de 60% delas já reabriram em todo o país, e, para surpresa da cúpula da empresa, com despenho acima do previsto.
Lojas em Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA), por exemplo, registram faturamento maior do que em igual período do ano passado.
“Sentimos, em alguns Estados do Brasil, que a vida está voltando ao normal”, diz Flávio Rocha, presidente do conselho de administração do grupo Guararapes, que inclui a Riachuelo.
“A retomada está vindo melhor do que se esperava”, afirma.
Para ele, é possível que esteja havendo o tal ‘consumo da vingança’, depois de o consumidor ficar um período em confinamento. A conferir.
O fato é que a pandemia do novo coronavírus provocou um salto no processo de digitalização da Riachuelo, que já possuía e-commerce.
Projetos para serem executados pela rede em dois anos foram deslanchados em duas semanas, assim que foi determinado o isolamento social.
Um deles, o chamado ‘Riachulovers’, transformou os 40 mil funcionários em vendedores digitais de artigos da empresa.
“Alguns colaboradores chegaram a vender de casa 20 vezes mais do que na loja”, diz Rocha.
Essa forma de vendas por Instagram, WhatsApp e Facebook, de acordo com ele, já representa 20% da venda digital da Riachuelo, valor que ele prefere não revelar.
Outro projeto antecipado é o que converte as 320 lojas da rede também em mini-centros de distribuição, as chamadas ‘dark stores’, que deverá estar concluído até setembro.
A Riachuelo possui três grandes centros de distribuição, em São Paulo, Manaus e Natal. Os mini-centros, diz, vão possibilitar agilidade nas entregas com custos menores.
A companhia pretende rapidamente multiplicar por oito a dez vezes a atuação no mundo digital e se colocar na liderança entre os concorrentes mais diretos.
A Riachuelo se prepara para lançar um marketplace para reunir outras marcas ligadas à moda e estilo de vida. “Queremos ter o maior aplicativo de moda do país.”
E o que ajuda a rede a conquistar este objetivo, diz ele, é o fato de ter um negócio integrado, que vai desde a produção do fio até o pagamento da última prestação do cliente.
Não faz mais sentido, de acordo com ele, uma calça jeans ser produzida na China, para ser colocada à venda em um shopping brasileiro.
“Temos o controle de todos os vagões da cadeia produtiva. A pandemia da covid-19 ensinou que quanto mais próxima estiver a cadeia, mais ágil será o atendimento.”
Um banco de dados com informações de 32 milhões de clientes com o cartão da financeira do grupo, a Midway, diz, também contribui para a Riachuelo trabalhar próxima dos consumidores e entender as suas demandas.
Rocha diz que o fato de a empresa ter planos para crescer – e muito – no mundo digital, não significa que o mundo físico vai encolher.
“No nosso setor, é muito importante a loja física. Não temos planos para fechamento de lojas e, sim, para novas aberturas.”
A percepção do valor de uma peça de roupa, na sua avaliação, não pode prescindir do contato físico. Por isso, é importante que o cliente possa comprar pela internet e, se precisar, trocar na loja física.
Numa cidade onde a rede tem loja física, de acordo com Rocha, a venda digital é três a quatro vezes maior. “A loja física é sinergia, não canibaliza.”
A Riachuelo, diz ele, sofreu muito menos do que as empresas menores, no caso de shoppings centers, as chamadas lojas satélites, que ficaram descapitalizadas com a pandemia.
A rede conseguiu direcionar a produção e as vendas para os setores de moda, casa e infantil, mais demandados com o isolamento social.
A logística pré-alocada, aquela em que a loja compra os produtos três, quatro ou até seis meses antes de vender, não permite lidar com mudança de cenário, de acordo com Rocha.
“No nosso modelo de negócio, o que puxa a produção é a loja física, não é a fábrica que empurra os produtos para as lojas, como ainda acontece no caso de outras companhias.”
O grupo Guararapes é responsável por aproximadamente 50% de tudo o que a Riachuelo vende. A empresa tem uma operação em Xangai, na China, e também compra de terceiros.

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APÓS REABERTURA, 41% DAS LOJAS TIVERAM FATURAMENTO ATÉ 80% MENOR EM RELAÇÃO AO PERÍODO PRÉ-PANDEMIA

Retomada do comércio é lenta nos shoppings após primeira quinzena de reabertura, mostra levantamento feito pela ALSHOP

 

Depois de quase três meses de comércio fechado, a retomada nos últimos 15 dias ficou abaixo das expectativas dos profissionais do setor. Uma pesquisa realizada pela ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), entre os dias 24 e 26 de junho com associados que representam 4.000 pontos de venda em todo o Brasil mostra informações gerais sobre as vendas.

 

No caso específico dos shoppings que seguem a um protocolo sanitário mais rígido determinado com associações do setor e validado pelo poder público, o fato das praças de alimentação seguirem fechadas em boa parte dos empreendimentos é o motivo para o faturamento reduzido. Os resultados representam sobretudo a primeira quinzena de comércio aberto parcialmente na capital paulista e uma retomada tímida da atividade comercial em outros centros de compra no país.

 

Em São Paulo

 

Segundo a pesquisa, em São Paulo, 32% dos lojistas relataram que o faturamento caiu 90% em relação ao período pré-pandemia. Para 41% dos lojistas o faturamento ficou reduzido em até 80% e 24% dos empresários registraram queda até 70%. No caso da capital, os dados já refletem o prejuízo do Dia dos Namorados onde o comércio teve apenas um dia de vendas nos centros de compra que estão abertos durante quatro horas por dia.

 

“A queda foi vertiginosa nas vendas, o que mostra o quanto o setor do comércio foi comprometido com a pandemia. Os prejuízos estimados estão em 35 bilhões de reais e só na grande São Paulo 10% das lojas não vão mais reabrir por falta de condições o que irá aumentar o desemprego, além da queda da arrecadação. Os lojistas de shopping seguem protocolos rígidos e mesmo assim estão sujeitos a restrições que não valem para todos os setores”, diz Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

 

Em todo o estado há cerca de 180 shoppings que empregam milhares de pessoas, além dos empregos indiretos gerados pela atividade econômica dos empreendimentos. “Agora em São Paulo avançamos para a fase amarela mas os restaurantes, o que incluem as praças de alimentação que tanto movimentam os shoppings ainda não podem reabrir. Foram três meses de fechamento total e mesmo com a baixa ocupação das UTIs na capital paulista os lojistas e colaboradores terão que esperar mais uma semana”, disse Sahyoun.

 

Fora do estado de São Paulo

 

Para as lojas situadas fora da cidade de São Paulo, as mesmas informações foram analisadas e 35% dos associados informaram uma queda de até 80% no faturamento, seguido de 29% que registraram queda de até 70% nas vendas. Em relação a taxa de conversão de clientes, ou seja, o número de pessoas que realmente concluem a compra os dados foram ainda mais negativos.

 

Dos lojistas entrevistados, 59% informaram que a taxa de conversão é muito inferior ao mesmo período antes da pandemia fruto dos consumidores cautelosos ou sem renda. “A população ainda quer evitar aglomerações e como as lojas funcionam em horários muito restritos, os consumidores que têm condições de fazer compras, pensam duas vezes antes de saírem de casa. Mas é importante ressaltar que os shoppings estão com mais de 20 protocolos aplicados internacionalmente e validados aqui por instituições renomadas como o hospital Sírio Libanês e validadas pela Vigilância Sanitária em diversos estados.”, afirma o presidente da ALSHOP.

 

A modalidade de venda online passa a contribuir com o faturamento mensal dos lojistas, mesmo que 41% dos associados afirmam que esse tipo de venda ainda não seja relevante. Por outro lado, 26,5% contam que as vendas online movimentam até 10% do faturamento, 23,5% mostram que a modalidade representa mais do que 20%, e 9% afirmam que representa até 20% do faturamento.

 

Para aquecer as vendas nestas primeiras semanas da retomada, 71% dos lojistas afirmam aplicar descontos em produtos para estimular a compra, mas 29% diz não ter condições de promover ações específicas nesse momento de retomada. “Os lojistas estão cada vez mais criando oportunidades para seus clientes aproveitarem os artigos com excelentes descontos e promoções. Pensando em um lojista do setor de vestuário, com o estoque cheio de peças não teria condições de renovar o estoque para o inverno que acabou de chegar. Então, vemos os descontos como uma forma de ajudar a todos, clientes e lojistas.”, comenta, Nabil.

 

Demora na reabertura

 

A ALSHOP considera que a reabertura gradual após 15 dias onde foram observados a queda na ocupação de leitos disponíveis e até o anúncio de fechamento de um hospital de campanha eram compromissos para que as autoridades ampliassem a retomada da economia, o que não ocorreu. “Lembramos que o transporte, origem das maiores fontes de aglomeração, não passaram por protocolos tão rígidos de limpeza e desinfecção e dele dependem milhões de paulistanos olhando o exemplo de São Paulo, enquanto os pequenos lojistas que são a maioria dos nossos associados aplicaram com os donos de shopping um extremo cuidado e não conseguem alavancar sua atividade comercial. Isso vai aumentar ainda mais o desemprego em pouco tempo.”, finaliza, Sahyoun.

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Mercado fez revisões baixistas para a taxa Selic neste ano.

Conforme o Relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, a mediana das projeções do mercado para a taxa Selic em 2020 passou de 2,25% para 2,00%, mantendo-se em 3,00% para o ano que vem. Para o IPCA, a mediana das projeções passou de uma alta de 1,61% para outra de 1,63% para 2020 e permaneceu em 3,00% para 2021. Em relação ao PIB, o mercado espera contração de 6,54% neste ano (ante 6,50% na edição anterior) e avanço de 3,50% no próximo ano. Por fim, as medianas das projeções para a taxa de câmbio permaneceram inalteradas para os finais de 2020 e de 2021, respectivamente, em R$/US$ 5,20 e R$/US$ 5,00.

Aceleração da confiança da indústria aponta para retomada da atividade econômica nos próximos meses. 

Divulgada hoje pela FGV, o dado final do Índice de Confiança da Indústria subiu 16,2 pontos em junho, chegando a 77,6 pontos. Essa alta, superior à verificada na prévia, foi influenciada pri ncipalme nte pelo componente de expectativas. O nível de utilização da capacidade instalada, por sua vez, subiu de 60,3% para 66,6% no período.

Fonte: Depec Bradesco

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74% das lojas tiveram queda de faturamento superior a 90% entre abril e maio

Desemprego chegou a 120 mil trabalhadores do varejo em levantamento feito antes do início da reabertura gradual

Depois de quase três meses de comércio fechado, a ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) realizou uma pesquisa entre os dias 1 e 10 de junho, junto a 116 associados, que representam 4.500 pontos de venda em todo o Brasil a respeito dos principais impactos causados no varejo por conta da pandemia de COVID-19. A queda superior a 90% no faturamento se refere a comparação entre os mesmos meses de 2019, onde o comércio funcionava normalmente.

A pesquisa aponta que 50% dos entrevistados afirmam que a recuperação dos prejuízos levará de 12 a 18 meses, seguida por 31% que enxerga essa recuperação em um período maior: até 24 meses. “Foram 83 dias com as portas fechadas em quase todo o país, que resultaram em um prejuízo em torno de R$ 27 bilhões sendo que 10% dos Lojistas não devem mais reabrir as portas. O varejo do Brasil precisa de atenção e medidas que possam ajudar o setor a se recuperar nos próximos meses sob prejuízo de maior desemprego e crise financeira.”, afirma Nabil Sahyoun, presidente da ALSHOP.

Ainda de acordo com a pesquisa 83% dos entrevistados disseram ter optado por fazer acordo de redução de redução de salários ou suspensão de contratos de trabalho temporariamente. Somente 10% afirmaram não ter optado por essa alternativa. “Somente no Estado de São Paulo, cerca de 30 mil empregos foram perdidos e precisamos lembrar que o período de quarentena não era para evitar a disseminação do vírus mas sim tempo para elevarmos a capacidade do serviço de saúde e elevar a testagem o que invariavelmente não foi feito. ”, comenta Nabil.

Neste período a ALSHOP e outras entidades do setor de comércio e serviço buscaram medidas de alívio para a crise econômica “tivemos um bom canal de diálogo com o poder público para apresentarmos rígidos protocolos de segurança e o shopping conta com medidas rígidas de higiene que esperamos ser adotada no transporte público e também nas lojas de rua sujeitas a maior aglomeração.”, comenta.

Vendas online ainda enfrentam dificuldades

Para 48% dos entrevistados, a implementação dos e-commerces e plataformas de venda online não foram o suficiente para reduzir os prejuízos. Cerca de 29% dos empresários afirmaram não terem adotado novos formatos de venda. Por outro lado, 16% dos entrevistados afirmaram que outras plataformas de vendas contribuíram no momento para equilibrar o faturamento das empresas.

“As vendas online sem dúvida vão aumentar a partir de agora, mas lojistas que começaram em plataformas online há pouco tempo estão enfrentando uma dificuldade maior até entenderem a dinâmica do trabalho. Por outro lado, as lojas físicas, deverão investir cada vez mais em experiência do consumidor para melhorarem suas vendas.”, ressalta Nabil.