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Dados de curto prazo consolidam melhora conjuntural das contas públicas no ano passado

A arrecadação federal somou R$ 193,9 bilhões em dezembro, acima do esperado pelo mercado (R$ 192 bilhões). Com isso, a arrecadação encerrou o ano passado com uma alta real acumulada de 17,4%,
atingindo recordes históricos.

É importante destacar o aspecto conjuntural dessa melhora: as receitas em 2021 foram muito influenciadas por uma inflação mais alta, termos de troca favoráveis e um aumento substancial de receitas extraordinárias.

É pouco provável que esses elementos se mantenham
na mesma magnitude neste ano, de forma que projetamos um crescimento mais modesto das receitas e aumento do déficit do governo central em 2022.

Fonte: Bradesco DEPEC

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Após 2 quedas seguidas, setor de serviços cresce 2,4% em novembro

Com resultado, setor elimina perdas de setembro e outubro, e agora está 4,5% acima do patamar pré-pandemia. Recuperação, porém, é desigual: 3 das 5 grandes atividades ainda não recuperaram nível de fevereiro de 2020.

Após dois meses seguidos de queda, o volume de serviços prestados no Brasil cresceu 2,4% em novembro, na comparação com outubro, se recuperando da perda acumulada de 2,2%, mostram os dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com novembro de 2020, o volume de serviços avançou 10%, a nona taxa positiva consecutiva.

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Riscos de curto prazo para inflação seguem no radar

A piora da pandemia no mundo, por conta da variante Ômicron, traz dúvidas sobre o ritmo de regularização das cadeias produtivas. Até o momento, não há sinais de impactos na produção industrial de matérias-primas, mas essa questão deve ser monitorada.

Se houver interrupção no fornecimento de componentes, a
desinflação de bens pode ser mais gradual. Além disso, o clima adverso aqui no Brasil das últimas semanas provocou a quebra de safra de alguns produtos em algumas regiões, o que pode limitar o alívio esperado para os preços de alimentos neste ano.

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Prévia do PIB apresentou desaceleração da atividade em outubro

O IBC-Br, divulgado pelo Banco Central incorporando revisões na série histórica, recuou 0,4% em outubro ante setembro, o que equivale a uma queda de 1,5% na variação interanual.

O indicador veio em linha com outros dados de atividade que registraram desaceleração em outubro, como a produção industrial, os serviços e as vendas no varejo.

Fonte: Bradesco – DEPEC

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Moderação das vendas do varejo em outubro refletiu alta da inflação e migração gradual do consumo de bens para serviços

O volume real das vendas do comércio varejista recuou 0,1% na passagem de setembro para outubro, abaixo do esperado pelo mercado (+0,6%).

Na comparação interanual, as vendas do varejo caíram 4,0%. Quase todos os segmentos apresentaram desempenho negativo na margem no período, especialmente a abertura de supermercados e
hipermercados.

Dentre as exceções, destaque positivo para as vendas de roupas, calçados e acessórios, cujo crescimento refletiu a reabertura da
economia em curso. Ao incluir as vendas de veículos e materiais de
construção, o comércio varejista recuou 0,9% no período.

Fonte: DEPEC Bradesco

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Copom deve seguir com aperto monetário em sua última reunião do ano

O Banco Central deve elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para
9,25% ao ano, conforme sinalizado anteriormente. A nosso ver, a evolução dos dados desde a última decisão justifica a manutenção do ritmo de ajuste.

A inflação ao consumidor seguiu pressionada e difundida dentre os bens e serviços. Além disso, a taxa de câmbio e as expectativas para 2022 e 2023 sofreram piora adicional. No entanto, cresceram os riscos baixistas para a inflação futura, diante da desaceleração da atividade econômica e do arrefecimento dos preços internacionais de commodities, que já se refletiu nos preços do atacado.

Fonte: DEPEC Bradesco

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Expansão do crédito deve seguir apoiando retomada da atividade econômica nos próximos meses

O saldo das operações de crédito do SFN registrou crescimento interanual de 16,0% em outubro, conforme divulgado
pelo Banco Central na última semana.

O resultado refletiu a aceleração do crescimento da carteira de pessoas físicas, que mais do que compensou a desaceleração da carteira de pessoas jurídicas.

As concessões avançaram 1,7% na margem, em termos nominais e dessazonalizados, impulsionadas pelo aumento do crédito com recursos livres (1,8%), sobretudo no segmento de pessoa
jurídica (0,8%).

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Confiança do consumidor reverte melhora e volta a recuar em novembro

Conforme divulgado pela FGV, o Índice de Confiança do Consumidor
recuou 1,4 ponto na passagem de outubro para novembro, para 74,9. O resultado refletiu principalmente a queda do componente de situação atual (-2,1 pontos), mas também o recuo de 1,0 ponto do indicador de expectativas.

A despeito da pandemia do Covid-19 ter continuado a recuar, a conjuntura atual – com a inflação elevada e a alta de juros – vêm influenciando tanto as percepções com relação à situação atual quanto o componente de expectativas.

Fonte: DEPEC Bradesco

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Boletim Focus – Mercado Financeiro elevou estimativa para inflação

O mercado financeiro elevou novamente a estimativa para inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2021 e em 2022. Os economistas também passaram a prever uma alta maior dos juros e um crescimento menor da economia no próximo ano.

As previsões constam do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa do mercado para este ano subiu de 9,17% para 9,33%. Foi a trigésima primeira semana seguida de aumento.

O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do mercado já está acima do dobro da meta central de inflação (7,5%).

Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,55% para 4,63% a estimativa de inflação. Foi a 16ª alta seguida. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Com isso, a estimativa se aproxima mais do teto do sistema de metas.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.