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Michael Kercheval
Em entrevista exclusiva para a Alshop, o presidente e CEO do International
Council Of Shopping Centers (ICSC) declarou que a oportunidade de lucro
está no investimento do mercado do Varejo em regiões secundárias
Por Juliana Leandra
ENTREVISTA
Na palestra que o senhor concedeu
à delegação da Alshop, durante
a semana do Retail’s Big Show, foi
comentado que o Brasil tem um
lugar especial no mercado do
varejo internacional. Existe alguma
razão especial que tenha feito o país
obter essa posição?
MICHAEL KERCHEVAL:
A mensagem que os produtos
brasileiros passam ao redor do mundo é sempre alegre, otimista
e sexy. Essa é a marca deixada pelos brasileiros e eu acho que
isso tem quer ser o branding usado por trás de seus negócios.
Infelizmente, não parece que os brasileiros perceberam o
tamanho do potencial da marca que eles deixam, não só nos
EUA, mas também na Europa, e é por isso que nós tentamos
incentivar mais programas de apoio ao comércio exterior.
Quais seriamos exemplos de incentivo
para diminuir as barreiras impostas
nas relações do comércio exterior?
MICHAEL KERCHEVAL:
Algumas das ideias que estão
no Brasil são muito adaptáveis em outros mercados como,
por exemplo, o da África do Sul e do Sudeste da Ásia, porque
o nível de desenvolvimento da classe média nessas regiões é
bem parecido com o do Brasil. Pelo fato do Brasil ser mais
desenvolvido que essas regiões, o ICSC realizou missões que
encaminharam empreendedores e varejistas brasileiros para
fazer cursos e também uma espécie de intercâmbio na China,
na África do Sul e no Oriente Médio. Lá, eles falaram sobre
como lidar com problemas de criminalidade e de segurança,
dando o exemplo da implementação de estacionamentos
pagos nos shopping centers. Os estacionamentos não são
pagos nessas regiões e os brasileiros mostraram uma das