Revista Al Shop nº 231 - page 84

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EXCLUSIVE
Outra tendência impactante é a mudança da função dos
shopping centers. Nos anos 50, os shoppings eram construídos
nos EUA com a intenção de juntar diversas lojas e criar
conveniência para o consumidor, mas essa função está sendo
transformada. De acordo com Kercheval, “hoje nós vemos os
shoppings como o ‘terceiro lugar’. Se nós não estamos em casa
ou no trabalho, a meta é que estaremos nos shoppings.
A questão não gira mais em torno da compra por si.
Atualmente, os shoppings são lugares de interação social onde
as pessoas devem passar seus domingos”.
Quando se trata da América Latina, a região é considerada uma
das mais desejadas para o investimento de varejistas do mundo
todo. Segundo a empresa de consultoria de gestão global, A. T.
Kearny, que apresenta índices de desenvolvimento global, Brasil,
Chile e Uruguai estão no topo da lista de melhores mercados de
varejo do mundo. Investidores estão observando a classe média
em ascensão, a estabilidade econômica, a moderação da inflação
e o crescimento dos governos democráticos. Uma das tendências
que está acontecendo na America Latina é o desenvolvimento do
varejo em regiões secundárias.
No caso do Brasil, por exemplo, a grande maioria dos shoppings
era construída em cidades grandes, porém, recentemente, a
expansão do varejo tem acontecido no interior dessas cidades
ou em áreas mais afastadas dos centros. Essa tendência está
acontecendo, até certo ponto, na Ásia, onde o foco é investir
no mercado do varejo através de fundos e investidores
institucionais, o que vem providenciando uma mudança
dramática em onde o capital será investido globalmente nos
próximos cinco anos. Hong Kong, por exemplo, foi considerado
o maior mercado de varejo do mundo, em 2014.
Investidores e varejistas estão começando a tomar
conhecimento do mercado do Oriente Médio e da África
devido ao esperado crescimento econômico na África
subsaariana, Oriente Médio e partes da África do Norte.
Kercheval afirmou que “será construído o maior shopping
center do mundo em Dubai e existem grandes investimentos
vindos do oeste, na Tunísia.” Em sua análise sobre a Austrália,
Kercheval apontou que o país possui um mercado considerado
relativamente pequeno, porém shoppings continuam a ser
construídos, as vendas cresceram 5% e a taxa de emprego
cresceu 11% no ano passado. No caso da Nova Zelândia, o país
sempre teve um mercado isolado e recentemente surpreendeu
investidores quando marcas de luxo como a Dior, Prada, Gucci
e Louis Vuitton entraram no mercado do país, mostrando que
existem oportunidades de investimento.
Kercheval encerrou sua palestra dizendo que, em lugares como
a Austrália, os EUA e o Oeste Europeu, a taxa de emprego
do setor do varejo representa por volta de 12% de todos os
empregos, gerando novas oportunidades de trabalho para nossas
economias. Em tom otimista, o presidente do ICSC assegurou
que a indústria de shopping centers é, acima de tudo, próspera e
caminha na direção certa para continuar o seu desenvolvimento.
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