Revista Al Shop nº 231 - page 45

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SOLUÇÕES
HIGH LINE
Esse nicho é mantido pela Tiffany & Co., num exemplo de
parceria público-privada que possibilitou a existência do High
Line. Propriedade “da cidade”, essa paisagem urbana é mantida
pelo Departamento de Parques e Recreação da Cidade de Nova
Iorque. O órgão conta com a cooperação da “Amigos da High
Line”, uma organização sem fins lucrativos e a principal parceria
privada do órgão na manutenção do parque. A associação reúne
os moradores da comunidade na luta pela preservação do parque,
que surgiu do ideal de transformar a estrutura histórica, ameaçada
de demolição num equipamento público.
“Procuramos proteger toda a estrutura histórica, transformando
uma peça essencial do passado industrial de Nova Iorque e
inspirando novas formas de pensar a cidade, parques, espaço
público, preservação, e da comunidade”, afirma Christian
Barclay, assistente de comunicação da Amigos da High Line.
Um dos principais desafios da associação foi reverter uma lei
municipal que favorecia a demolição da linha férrea. Foram eles
também que lideraram o processo de design para a transformação
da malha viária em um parque público, por meio de um concurso
internacional. Os vencedores foram a Tiago Canto Operações
de Campo (arquitetura e paisagem); a Diller Scofidio + Renfro
(arquitetura), e Piet Oudolf (projeto de plantio).
São esses Amigos os responsáveis por levantar fundos
privados – essenciais para apoiar praticamente todo o
orçamento anual de funcionamento do parque. E ainda têm
um desafio: defender a preservação e transformação do High
Line nos pátios ferroviários, a terceira e última parte da
estrutura histórica, que corre entre as ruas 30 e 34th West.
O prolongamento reforça a sensação de que o High Line é uma
passarela, uma pista, um parque a ser percorrido de ponta a
ponta. Como se fosse o calçadão de Manhattan. Na ponta sul do
parque – onde tudo começou – a vegetação está tão viçosa que
esconde alguns edifícios e afins. As áreas “abertas” convidam à
contemplação e se transformaram em verdadeiras galerias de arte
ao ar livre. Tem até obra do artista brasileiro Kobra, que fez uma
releitura da clássica foto “o beijo” com um grafite multicolorido.
Com diversos pontos de acesso, mobiliário que convida ao
descanso e à apreciação, uma gama variada de vegetação
e flores, o High Line já figura entre as principais atrações
turísticas de Nova Iorque – e é considerada a melhor
“introdução” ao charme de Downtown para quem só
relacionava a cidade ao Central Park e ao Times Square. Uma
boa ideia de parceria e mobilização que pode – e deve! – ser
replicada em outras metrópoles do mundo.
Amigos
Expansão contínua
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