Revista Al Shop nº 231 - page 43

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A cada ano, o jovem empreendedor ia agregando itens às coleções
que criava – como lingeries – aumentando a penetração e o
sucesso da sua marca. Em 1977, iniciou o licenciamento da marca
para acessórios como lenços, sapatos, cintos, óculos de sol e
lençóis. Depois, a empresa assinou licenças para cosméticos.
Em meados dos anos 70, a Calvin Klein Inc. foi uma das
primeiras a imprimir o seu “nome” no bolso detrás das calças
jeans - o que hoje é bastante comum. No final da década, uma
tentativa de criar as primeiras linhas de cosméticos e perfumes
não teve o resultado esperado e a ideia foi abandonada, sendo
retomada apenas na década de 90. Desde então, a perfumaria
tem sido um dos trunfos da grife para atrair e fidelizar clientes,
consolidando a imagem da marca. Os itens foram, inclusive,
responsáveis por evitar a falência da empresa à época,
juntamente com as coleções de underwear.
Um dos ícones da marca, a underwear masculina merece um
capítulo especial na trajetória da Calvin Klein Inc. O primeiro
garoto propaganda das “cuecas” foi o cantor pop “Marky
Mark” – hoje mais conhecido por sua carreira como ator,
Mark Wahlberg. Outra ocasião que aumentou ainda mais a
exposição da Calvin Klein Underwear foi aparecer no filme “De
Volta para o Futuro”, em 1985. Em uma das cenas do filme, o
personagem Marty McFly viaja no passado até os anos 50. Lá, é
acidentalmente atropelado pela própria mãe, Lorraine, que como
não conhecia o rapaz ainda, ao ver que ele estava usando uma
cueca Calvin Klein, deduziu que este era seu nome e começou a
chamá-lo de “Calvin” – confusão que durou até o final do filme.
O “face” atual dessa linha é o cantor pop Justin Bieber.
Os boatos sobre a venda da Calvin Klein Inc. surgiram em
vários momentos da década de 90 e quase se concretizaram em
1999, quando a LVMH e a Pinault- Printemps-Redoute fizeram
propostas de joint-venture com a marca. Mas nada foi definido.
Em 2002, a Phillips-Van Heusen Corp., então administrada
por Bruce Klatsky, desembolsou US$ 400 milhões pela marca,
mais US$ 30 milhões pelos estoques, direitos de licenciamento
e royalties vinculados à Calvin Klein Inc. pelos 15 anos
seguintes. Calvin Klein permaneceu como diretor criativo da
marca até o ano seguinte, quando se tornou “consultor”.
No Brasil, a grife conta com as divisões Calvin Klein Jeans,
Underwear, Swimwear, Kids e ck Calvin Klein incorporando
o time de grifes da PVH Corporation. Em maio de 2005, foi
inaugurada a primeira loja de Underwear no país, na Rua Oscar
Freire, em São Paulo. Em outubro do mesmo ano, a loja Calvin
Klein Jeans desembarcou no Shopping Iguatemi e de lá para cá a
marca não parou mais de crescer.
Hoje, a Calvin Klein está presente em mais de mil cidades
brasileiras com 2 mil multimarcas e 100 lojas espalhadas pelo
Brasil, sendo 34 próprias e 66 franquias. Outra novidade também
foi o lançamento da marca ck Calvin Klein, no Shopping JK,
em 2012, além da flagship Calvin Klein Jeans, no bairro dos
Jardins, com 127 m
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. Reflexo dessa aceitação da marca pelo
mercado brasileiro é o resultado das operações no país que
assume o percentual de 10% na receita global da Calvin Klein,
posicionamento de grande destaque em âmbito mundial.
A perspectiva é de atingir os 15% nos próximos cinco anos.
CALVIN KLEIN
BIG BRANDS
Perfumes, lingeries e boatos
Terras tropicais
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