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Com ajuda global, cenário doméstico vai se confirmando

O cenário econômico pouco se alterou, apesar das incertezas globais. A economia americana mantém crescimento robusto, sustentado por investimentos em tecnologia e consumo resiliente, enquanto o mercado de trabalho segue se enfraquecendo e a inflação não traz preocupações.

A China segue exportando deflação para o restante dos países e o desempenho da economia europeia continua ancorado em impulsos fiscais. No entanto, os ruídos trazidos por disputas geopolíticas e comerciais e as incertezas associadas à condução da política econômica nos EUA adicionam riscos ao crescimento, inflação e à condução da política monetária ao redor do mundo.

Apesar dessas incertezas globais, as moedas e preços de ativos de países emergentes têm tido uma performance positiva. De um lado, os investimentos em tecnologia e gastos militares seguem sustentando as bolsas dos desenvolvidos, apesar da volatilidade recente. De outro, a diversificação para fora do dólar eleva preços de ativos como o ouro e demais classes em países emergentes. As incertezas, por ora, não têm sido capazes de gerar aversão ao risco na maior parte dos preços de ativos, o que apoia o crescimento e a baixa inflação globais. Incertezas globais têm tido impacto limitado em ativos de risco 30 de janeiro de 2026.

O cenário doméstico tem evoluído conforme o esperado. O crescimento vem mostrando moderação, com dinâmicas distintas entre consumo e investimentos, a inflação segue em desaceleração e a moeda seguiu bem-comportada, em um ambiente mais favorável para países emergentes. O ciclo de corte de juros se aproxima e vemos um espaço razoável para afrouxamento neste ano, ainda mantendo a Selic em um patamar restritivo.

Investimentos em desaceleração e consumo das famílias resiliente devem ditar o crescimento. Os dois principais fatores para explicar os investimentos, juros e confiança empresarial, continuam em patamares que indicam desaceleração em 2026. Por outro lado, esperamos que o consumo das famílias cresça mais do que o PIB neste ano. O mercado de trabalho é o principal fator para explicar esse resultado, mas também levamos em conta os estímulos já anunciados para 2026, como a desoneração do imposto de renda até R$ 5 mil reais e o reajuste real do salário-mínimo.

O IPCA deve encerrar 2026 em 3,8%. A trajetória de desaceleração é sustentada por desinflação importada da China, menor inércia, safra agrícola positiva e moderação do crescimento, sem contribuição adicional do câmbio no cenário base.

Mantemos nossa expectativa de redução de 3 pontos na Selic, para 12%, mantendo ainda postura restritiva, mas aliviando o aperto máximo

 

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O IPCA-15 registrou alta de 0,18% em outubro

Próximo da nossa projeção (0,17%) e abaixo do consenso de mercado (0,24%).  No acumulado de doze meses, a inflação saiu de 5,32% em setembro para 4,94%.

O preço dos alimentos consumidos no domicílio seguiu em queda, ainda que em menor velocidade do que o observado nos últimos meses.

Em 12 meses, essa categoria acumula alta de 5,5%, 1,1 p.p. menor do que no mês passado. Os bens industriais também tiveram uma leve queda em outubro (-0,02%), com redução dos bens duráveis.

Os bens industriais acumulam alta de 3,4% nos doze meses encerrados em outubro, com a variação trimestral anualizada próxima de 2%.

A apreciação cambial recente está contribuindo para a desaceleração da inflação de bens. A inflação de serviços subiu 0,37% no mês, desacelerando em relação ao resultado de setembro.

Em doze meses, os serviços acumulam alta de 6,0%, próximo do verificado em setembro. Nos últimos três meses, serviços subiram 5,4%. A média dos núcleos saiu de 5,1% em setembro para 4,9%.

O núcleo com melhor poder preditivo para a inflação acumulou alta de 4,7% em doze meses e 4,0% na variação trimestral anualizada.

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Os efeitos da política monetária começam se manifestar

Passados doze meses do início do aperto de juros, começamos a enxergar os efeitos da alta da Selic, que devem se intensificar nos próximos meses.

Com isso, estimamos que o PIB do terceiro trimestre tenha ficado praticamente estável em relação ao segundo, assim, revisamos levemente para baixo nossa projeção de crescimento do PIB em 2025, de 2,1% para 2,0%, e mantivemos a expectativa em 1,4% para 2026.

A política monetária combinada à apreciação cambial tem contribuído para reduzir a inflação.

Projetamos I PCA encerrando 2025 com alta de 4,5%, no limite superior da meta. Para 2026, a desaceleração da atividade vai contribuir para moderar a inflação de serviços e ainda devemos observar algum efeito do câmbio mais apreciado sobre os preços de bens industriais.

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O foco doméstico estará na divulgação da ata do Copom e do Relatório de Política Monetária

O mercado buscará entender os fatores que levaram à manutenção da projeção de inflação em relação à reunião anterior — informações que podem oferecer pistas relevantes sobre os próximos passos da política monetária.

Na quinta-feira, o IBGE publicará o IPCA-15 de setembro, cujo núcleo de inflação deve apresentar leve moderação, rodando pouco abaixo de 4,5% na variação trimestral anualizada.

Após semanas mais movimentadas, a agenda internacional será mais tranquila.

Nos Estados Unidos, haverá a divulgação final do PIB do segundo trimestre, além dos dados do PCE e da prévia da balança comercial de agosto.

Também serão conhecidos os números preliminares dos PMIs, que tendem a ter maior relevância para o Reino Unido e a Zona do Euro do que para a economia americana.

 

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Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15,00% ao ano.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15,00% ao ano, em linha com as expectativas.

O comunicado teve poucas alterações. O Copom avalia que o cenário externo permanece adverso, o que demanda maior cautela por parte dos bancos centrais de economias emergentes.

No âmbito doméstico, a atividade continua se comportando conforme projetado, com moderação no crescimento, embora o mercado de trabalho siga apresentando dinamismo.

A projeção de inflação foi mantida em 3,4% no horizonte relevante para a política monetária (1T27) e o balanço de riscos permaneceu inalterado.

Desde a última reunião do Banco Central, houve queda nas expectativas de inflação, no preço do petróleo e na taxa de câmbio — fatores que tenderiam a reduzir a projeção do modelo.

Isso sugere que o BC pode ter ajustado parâmetros como o hiato do produto ou a taxa neutra de juros.

Essas eventuais mudanças de parâmetros podem ser detalhadas no Relatório de Política Monetária, previsto para divulgação na próxima semana.

O balanço de riscos foi mantido inalterado, refletindo um ambiente ainda mais incerto que o usual, com riscos relevantes em ambas as direções.

 

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Receita Federal arrecada bilhões com cobrança amigável

A Receita Federal conseguiu arrecadar até julho deste ano R$ 87,5 bilhões com medidas de “cobrança amigável”.

Elas buscam estimular a conformidade tributária sem gerar autuações fiscais ou litígio para empresas ou pessoas físicas.

Trata-se de uma forma de evitar a inscrição na dívida ativa dos contribuintes e, ao mesmo tempo, de antecipar a arrecadação para a União.

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O estoque total de crédito registrou avanço de 10,7% em termos interanuais

O estoque total de crédito registrou avanço de 10,7% em termos interanuais, no final de 2024 essa taxa era de 11,5%.

O crédito direcionado segue crescendo a uma taxa mais acelerada do que o crédito livre: 12,5% contra 9,5%.

As novas concessões de crédito livre para as famílias caíram em relação a junho.

A queda foi relativamente generalizada. Destaca-se a queda de cartão de crédito à vista e de linhas emergenciais, como o cheque especial.

Também recuaram o financiamento automotivo e o crédito pessoal não consignado. Por outro lado, o crédito consignado cresceu no mês, com elevações do consignado para aposentados e pensionistas e para trabalhadores do setor privado. Por fim, o financiamento imobiliário e crédito rural apresentaram queda na variação mensal.

No caso das empresas, os novos empréstimos recuaram em julho, com destaque negativo para capital de giro e cartão de crédito.

O crédito direcionado para pessoas jurídicas recuou em todas as aberturas, com exceção das operações com recursos do BNDES, que alcançou o maior nível desde a primeira metade de 2016.

As taxas de juros do crédito livre PF e PJ caminharam em direções opostas em junho

 

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O Banco Central publicou a ata da reunião do Copom

O Banco Central publicou a ata da reunião do Copom da semana passada, quando manteve a taxa básica inalterada em 15,00% por unanimidade, interrompendo um ciclo de sete altas consecutivas que durou de setembro de 2024 a junho de 2025.

O Comitê reforça que a taxa deve permanecer em patamar “significativamente contracionista por período bastante prolongado” e “não hesitará em retomar o ciclo”  se julgar apropriado.

A política comercial americana segue sendo fruto de incerteza para o cenário, em especial para o Brasil.

Para o Copom, o aumento das tarifas de importação sobre produtos brasileiros deve ter “impactos setoriais relevantes”, no entanto, o efeito agregado ainda é incerto.

A atividade econômica dá sinais de moderação. Na avaliação do BC, o mercado de crédito dá sinais mais evidentes de desaceleração. Em contrapartida, o mercado de trabalho ainda tem desempenho robusto.

O Copom nota que esse descompasso entre setores e indicadores é usual em momentos de “inflexão do ciclo econômico”. E que o cenário está caminhando conforme o esperado e é compatível com o nível atual de juros.

 

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Arrecadação de impostos e contribuições

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 234,594 bilhões em junho de 2025, uma alta real (descontada a inflação) de 6,62% na comparação com o resultado de junho de 2024, quando o recolhimento de tributos havia somado R$ 220,019 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

Em relação a maio deste ano, quando o montante foi de R$ 230,704 bilhões, a arrecadação subiu 1,69% em termos reais.

De acordo com a Receita, este é o melhor desempenho arrecadatório para o mês de junho desde 2000.

O Fisco destacou que o resultado de junho de 2025, comparado com o mesmo período do ano passado, foi influenciado pelo comportamento dos indicadores macroeconômicos que afetam a arrecadação e pela postergação no pagamento de tributos por contribuintes do Rio Grande do Sul, em decorrência das enchentes que afetaram “significativamente” a base arrecadatória de 2024.