CVC compra agências de turismo do Carrefour

A operadora de turismo CVC assinou ontem (07/12) a aquisição das agências de turismo do Carrefour. Na próxima semana, as 14 agências da rede varejista francesa passam a atuar com a bandeira da CVC. A marca só passará a existir no site do Carrefour, mas a operadora será a CVC. Segundo foi apurado, trata-se de um negócio de R$ 10 milhões.

O valor é modesto, mas o negócio é simbólico para os dois grupos. O Carrefour vive um momento tumultuado no Brasil, após confirmar um rombo contábil de, pelo menos, R$ 1,2 biçhão em suas contas.

A CVC, por outro lado, experimenta um crescimento acelerado. Essa é a primeira aquisição da operadora fundada por Guilherme Paulus e vendida no começo do ano para o fundo de investimento americano Carlyle. A compra das agências do Carrefour faz parte de um plano ambicioso da companhia, comandada pelo executivo Valter Patriani, de chegar a 2014 com mil lojas. É quase o dobro do número atual.

Até o fim deste ano, a rede deve contabilizar 610 agências exclusivas e 8 mil agências de viagens multimarcas independentes. Em 2000, a CVC tinha apenas 36 unidades. Cinco anos depois eram 154.

Sorocaba ganha novas salas de cinema

Dia 10 de dezembro será inaugurado o multiplex Cinespaço Villaggio. O novo cinema, que seguirá o mesmo padrão do recém-inaugurado em Novo Hamburgo, é na cidade de Sorocaba, no interior paulista, e exibirá programação diversificada. Ele operará com um mix de programação com filmes para todas as idades, dos comerciais aos cults.

O cinema também terá em breve projetos especiais para escolas (Escola no Cinema), professores (Clube do professor), além de programações especiais para jovens cinéfilos. A programação do cinema será feita por Adhemar Oliveira, também responsável pelos cinemas Unibanco Arteplex e Espaço Unibanco, pelas salas do Circuito Cinearte e Circuito Espaço de Cinema.

O multiplex CinEspaço Villaggio Sorocaba está localizado no Villaggio Shopping, no bairro Santa Rosália, região que não possuía shoppings nem cinemas. São quatro salas em formato stadium, ar-condicionado, bilheteria informatizada, projetores de última geração, som digital e uma sala 3D Dolby Digital.

Os próximos complexos já estão agendados: em 2010 será inaugurado o Cinespaço João Pessoa, no Mag Shopping. E em 2011, cinemas em Florianópolis; São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro; na Granja Vianna, região da Grande São Paulo; e Porto Alegre.

Procon de Maringá vai fiscalizar vitrines de lojas sobre regras de etiquetas de preços

O Procon de Maringá (PR) vai fiscalizar o comércio e verificar se os produtos expostos nas vitrines têm etiquetas com os preços. Os fiscais começam a percorrer as lojas centrais a partir da semana que vem. Um decreto federal obriga os comerciantes a fixar etiquetas com os preços das mercadores expostas nas vitrines.

Segundo a norma, cinco itens são obrigatórios na exposição dos produtos: preço à vista, valor a prazo, número e valor das prestações e taxa de juros. “Mas o preço tem que estar bem visível ao consumidor. Não adianta colocar uma etiqueta pequena que não dá nem pra ler”, avisa o coordenador do Procon, Dorival Dias. O lojista que descumpre a regra é punido e o valor mínimo da multa é de R$ 500. A norma vale para todos os itens da vitrine e para aqueles que o consumidor tem acesso sem a interferência do vendedor. A exceção fica para os produtos que estão atrás do balcão.

Os fiscais do Procon percorreram o comércio no mês passado alertando os lojistas sobre a regra. A partir da semana que vem não haverá mais desculpa. Os estabelecimentos que já foram alertados em novembro, mas que forem encontradas irregularidades na próxima visita, serão multados. Se o local ainda não foi notificado, o Procon dará prazo de 24 horas para que o preço esteja na vitrine.

Empresário e membro do Conselho Superior da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Ali Saadeddine, diz que a associação orienta para que os comerciantes obedeçam a regra e incluam os preços dos itens em exposição nas vitrines. “Todos os lojistas deveriam aderir porque a norma é muito boa e ao respeitá-la ele vai ganhar a simpatia da clientela”, comenta.

Maioria dos brasileiros pagaria mais por produtos ecologicamente corretos

Durante a Conferência do Clima, COP-16, que ocorre em Cancún, no México, são discutidos dia e noite o aquecimento global e as mudanças climáticas. Para todos aqui, a preocupação é grande, mas e para o grande público? A maioria dos brasileiros diz que aceitaria pagar mais por produtos ecologicamente coretos, mas apenas um em cada dez dá preferência a estes produtos na hora da compra. É o que indica pesquisa feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelo Ibope, com mais de 3 mil pessoas em 191 cidades. Além disso, 90% dos brasileiros acreditam que o aquecimento global é grave ou muito grave. Este é o terceiro tema ambiental que mais preocupa, após o desmatamento e a poluição da água.

Quanto aos principais setores causadores das emissões dos gases do efeito estufa, o brasileiro se mostrou confuso. Para 20%, o maior responsável seria o lixo e o esgoto produzido nas residências. Para 19%, a fumaça e emissão de gases dos veículos automotores; para 18%, a indústria; e para 16%, o desmatamento. Apesar de quase 1 em cada cinco brasileiros culpar a indústria, 47% acreditam que crescimento econômico e proteção ambiental são conciliáveis.

Heloisa Menezes, diretora de relações institucionais da CNI, afirma que apenas 4% do total das emissões no Brasil vêm da indústria. “Se você contar com todo o ciclo de vida chega a no máximo 10%. Mas mesmo assim temos que buscar eficiência energética e inovação tecnológica para diminuir cada dia mais este número”.

Entretanto, os entrevistados não sabiam muito bem o que fazer para preservar o meio ambiente. As maiores contribuições são evitar o desperdício de água (71%), não jogar lixo nas ruas (63%), economizar energia elétrica (57%) e reciclagem (37%). Apenas 6% disseram ter carro, mas procurar usar outros meios de transporte para diminuir a poluição.

Governo estuda regular conteúdo de rádio e televisão

A primeira versão do projeto do governo para o setor de telecomunicação e radiodifusão prevê a criação de um novo órgão, a ANC (Agência Nacional de Comunicação), para regular o conteúdo de rádio e TV. A Folha teve acesso à minuta da proposta, batizada de Lei Geral da Comunicação Social. O texto tem cerca de 40 páginas e vem sendo mantido em sigilo. É resultado do grupo de trabalho criado há seis meses e coordenado pelo ministro Franklin Martins para discutir um novo marco regulatório para o setor.

A nova agência para regular conteúdo substituiria a Ancine (Agência Nacional do Cinema) e teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário. O presidente da Ancine, Manoel Rangel, disse à Folha que não tem “opinião formada” sobre a mudança. O texto prevê ainda a proibição que políticos com mandato sejam donos ou controlem rádio e TV. A atual legislação proíbe apenas que eles ocupem cargos de direção nas empresas. Não está claro no anteprojeto se a vedação atingiria quem já tem concessões.

Levantamento da ONG Transparência Brasil aponta que 160 parlamentares têm concessões de rádio e TV. O ministro já afirmou que o governo Lula não vai encaminhar o projeto ao Congresso, e sim entregá-lo a Dilma Rousseff como sugestão. Caso Dilma decida enviar a proposta ao Congresso, o texto pode sofrer alterações e passar por consulta pública. Se a lei for aprovada, o funcionamento da agência será detalhado em decreto.

Na semana passada, Lula disse, em entrevista, que Dilma fará a regulação. O processo de outorga de novos canais ou renovação também passará pela nova agência, além do circuito Ministério das Comunicações-Congresso, e se tornaria mais transparente, com o passo a passo publicado na internet.

A Folha apurou ainda que a proposta incorpora vários pontos do PL 116, que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura e de conteúdo audiovisual, mas não trata de regras para cumprimento do limite de participação de capital estrangeiro nos meios de comunicação. Será mantida a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que cuida de questões mais técnicas, como a elaboração de planos e distribuição de canais.

Para o governo, a agência não significa censura, porque o conteúdo será analisado depois de veiculado. Representantes do setor, porém, avaliam que a proposta abre brechas para cercear jornalismo e dramaturgia. Além disso, dizem, a Constituição já prevê punição para os abusos. A criação da agência para regular conteúdo tem apoio de entidades que defendem o “controle social da mídia”.

Shopping Prado promove concurso cultural de Natal

Neste final de ano, o Papai Noel não está preocupado somente com o presente das crianças. O bom velhinho quer tornar o mundo cada vez mais sustentável. Por isso, pergunta a todos que o visitam no Shopping Prado, em Campinas, no interior paulista: “o que você pode fazer para que as futuras gerações tenham um natal feliz?”. As três melhores respostas vão começar 2011 ainda melhor. Serão prêmios em dinheiro de R$ 1,2 mil, R$ 500 e R$ 300 para primeiro, segundo e terceiro colocados respectivamente.

No dia 27 de novembro, a chegada do Papai Noel foi marcada pela animada gincana dos quatro elementos da natureza (água, terra, fogo e ar) e a distribuição de sementes para as crianças que o esperavam. “Enquanto todos falam em sustentabilidade, optamos por uma atividade prática. Acreditamos que é importante estimular essas atitudes desde cedo”, afirma Margarete Wolf, gerente do Shopping Prado.

Os cupons para participar do Concurso Cultural de Natal estão nas lojas do shopping até 24 de dezembro e devem ser depositados na urna que está localizada no balcão da recepção. Os ganhadores serão conhecidos no dia 13 de janeiro de 2011. O regulamento está disponível no site www.shoppingprado.com.br .

Brasil cresceu 33 pontos na década, mas ainda está “bem abaixo” da média dos países desenvolvidos

Se considerado histórico das médias das notas brasileiras no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), o Brasil teve o terceiro melhor crescimento na década. Houve crescimento de 33 pontos da nota geral, o que dá ao país o terceiro lugar no ranking. Luxemburgo cresceu 38 pontos e o Chile, 37. Os resultados do Pisa 2009 foram divulgados nesta terça-feira (07/12) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O maior avanço foi em matemática com 52 pontos, foi de 334 (2000) para 386 (2009). Em leitura, o patamar de 2009 ficou em 412, em 2000 era 396, um aumento de 16 pontos. Na área de ciências, que passou a ser avaliada em 2006, o país saiu de 390 para 405. Para se ter uma ideia, os países top da lista ficaram com 539 em leitura (Coreia), 546 em matemática (Coreia) e 554 em ciências (Finlândia).

Mesmo com resultados considerados bons, pela própria OCDE que organiza a avaliação, o país ainda está no nível 2 nas disciplinas, numa escala que vai de um a seis. Se for feito um ranking com as notas dos países participantes do estudo, integrantes do mundo desenvolvidos mais participantes, o Brasil fica em 53ª posição em leitura, superando Aregentina e Colômbia entre os latino-americanos, 53ª posição entre 65 países em ciências e 57º lugar em matemática.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, é preciso ponderar que estamos competindo com países mais ricos e desenvolvidos quando elaboramos essas listas. “Temos um século de atraso (para recuperar)”, afirma. O MEC qualifica a evolução brasileira, um dos destaques do relatório de 2009, como “considerável. Em linhas gerais, a OCDE credita as melhorias ao aumento de investimento e à criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação). “(A criação do Ideb) mexeu na educação do Brasil”, afirmou Haddad. Segundo ele quando o Inep divulgou os resultados por escola em 2006, mudou o foco do trabalho. “Colocamos um elemento que estava faltando, o aprendizado”, disse.

As notas brasileiras ainda se encontram “bem abaixo” da média dos países desenvolvidos. No entanto, Haddad comenta que o crescimento dos integrantes da OCDE cresceram muito muito na última década, enquanto o Brasil aumentou em 33 pontos sua média geral. “Estamos em ritmo”, afirmou. “Aquela história de que estaremos distantes do restante do mundo não está se confirmando.” O PDE (Programa de Desenvolvimento das Escolas) estabelece metas de 417 em 2012, 438 (2015), 455 (2018) e 473 (2021). O objetivo de 2021 é atingir a média dos países da OCDE. A “história” a que se refere o ministro é uma crítica às metas de que em 2021 atingiríamos a média do mundo desenvolvido com atraso de 20 anos.

De acordo com a OCDE, na última década, o Brasil “parece ter sido capaz de produzir melhorias mensuráveis no sucesso dos alunos por meio de diferentes áreas de avaliação”. A OCDE cita como exemplo o aumento da relação PIB (Produto Interno Bruto) e investimento em educação, que saiu de 4% em 2000 para “5,2% em 2009” com mais recursos para o pagamento de professores. No começo do mês, o Ministério da Educação divulgou que esse índice era de 5%.

Além do investimento, o órgão diz que repasse direto de dinheiro, via Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), para os “estados mais pobres” “dá a escolas nesses locais recursos comparáveis às dos estados mais ricos”. Segundo a OCDE, educadores do país também citam o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) como peça-chave na melhoria de resultados.

Inauguração e desfile agitam o Cascavel JL Shopping nesta terça

A Chilli Beans do Cascavel JL Shopping (PR) inaugura a sua loja nesta terça-feira (07/12), às 19h00, no piso L1. Aproveite e vá conferir o lançamento da linha VISTA! da Chilli Beans.

E ainda hoje (07/12) no shopping, as lojas Via Vai, Maria Chic e Lângaro Calçados realizam o último desfile do ano, às 18h30. As convidadas que estiverem presente no desfile concorrem ao sorteio de R$ 5 mil. O ingresso é uma lata de leite em pó e um pacote de fraldas, em benefício ao Provopar.

China diz que cortou 1,5 bilhão de toneladas de CO2 em cinco anos

A China esforçou-se para mostrar que está realmente empenhada em combater o aquecimento global, já que é a maior emissora de gases do efeito estufa na atualidade, durante a COP-16, Conferência do Clima, que ocorre em Cancún, no México. Segundo o negociador Xie Zhenhua, em cinco anos a economia chinesa cresceu anualmente de 9 a 10%, enquanto reduziu as emissões de CO2 em 1,5 bilhão de toneladas. Ainda de acordo com o negociador, mais de U$ 300 milhões foram investidos em energias renováveis no país. Apesar disto, dados Projeto Global de Carbono indicam que as emissões de CO2 por combustíveis fósseis na China dispararam nos últimos anos, de 5,1 bilhões de toneladas em 2005 para cerca de 7,34 bilhões de toneladas em 2009.

Entretanto, é fato que a China é um dos países que mais investe em energia verde. No último ranking da Ernst & Young, de novembro, o país era o primeiro em atratividade para projetos de energia renovável, passando os EUA, principalmente com grande potencialidade em energia eólica. A China ofereceu, no Acordo de Copenhague, como meta voluntária, reduzir sua intensidade de carbono, ou seja, a quantidade de gás lançado por dólar produzido pela economia.

A promessa é de cortar de 40% a 45% das emissões até 2020, em relação aos níveis de 2005. Como a tendência da economia chinesa é crescer mais nos próximos anos, esta meta não reduziria os lançamentos em números absolutos. O país ainda tem o objetivo de gerar 15% de sua eletricidade por fontes renováveis em dez anos. “As metas de redução são parte de um esforço que a China está fazendo. Reduzimos o consumo per capita em 20%. Esta é uma atitude voluntária, usando os próprios recursos, e, uma vez firmada, é um compromisso que deve ser honrado”, diz Zhenhua.

Segundo especialistas, a China está mesmo investindo pesado em energias renováveis, primeiro para não depender de outros países e, depois, para ser ela a detentora da tecnologia que só ganha valor no mercado com a crescente necessidade de fontes de energia que não poluem o meio ambiente.

Carlos Nobre, pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) explica que a China quer ser potência na área de tecnologia verde e que hoje compete com os EUA. “A China não aceita mais comprar tecnologia de outros países, ela produz muito, mas ainda assim importa tecnologia”.

A principal fonte de energia chinesa é o carvão, que emite muito CO2 na atmosfera. Como a industrialização é crescente, as emissões também são. “Mas o país está se tornando pioneiro em energia eólica e também está desenvolvendo painéis solares”, conta Tércio Ambrizzi, diretor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP.

Assim, a briga pela posse da tecnologia verde só tende a crescer. “Os países desenvolvidos querem vender a tecnologia, já os países em desenvolvidos querem que ela seja transferida. É uma grande fonte de dinheiro. Se você notar, os países ricos preferem dar dinheiros a fundos à transferir tecnologia. Aí eles repassam bilhões, mas ganham trilhões com a venda da tecnologia”, ressalta o diretor. E claro, a China também quer abocanhar um pedaço desse mercado.

Embora deixe claro seu esforço em reduzir as emissões, o chinês ressalta a necessidade de continuar com um segundo período do Protocolo de Kyoto. “Devemos trabalhar todo juntos para combater o problema da mudança climática que é global. Mas é importante lembrar que a China tem o centésimo PIB per capita do mundo e são mais de 150 milhões de pessoas vivendo abaixo do nível de pobreza. No desenvolvimento, enfrentamos tarefas difíceis, como melhorar as condições de vida, erradicar pobreza e ao mesmo tempo proteger o ambiente e reduzir a emissão dos gases”.

Por fim, Zhenhua lembra que é importante aprender com os erros dos países desenvolvidos na busca por um crescimento sustentável e que acordos bilaterais estão sendo construídos para reduzir as emissões.