Programas de renegociação tributária são alternativas para empresários

Há três anos, o débito de R$ 20 mil em tributos federais fez Victor Riccelli, 63, dono de uma empresa de informática e gestão financeira, aderir a um parcelamento. Quando a empresa estava ativa, cerca de 35% do faturamento bruto médio mensal de R$ 10 mil eram destinados aos impostos. A dificuldade de arcar com os tributos o fez procurar a Receita Federal para efetuar o pagamento da dívida, estratégia adotada por boa parte dos empreendedores endividados.

Riccelli está com as parcelas em dia, mas, há dois anos, a empresa está apenas no papel. “Estou pagando as dívidas para poder enterrá-la.” Voltou ao mercado de trabalho aos 61 anos. Hoje, 50% do salário vai para a quitação do débito, que está programada para ocorrer em 2013.

O diretor da Auditoria Brasileira, Péricles Porto, explica que fechamento do negócio após renegociação é incomum. Além do parcelamento, o empresário pode optar pela adesão a programas como Refis (Programa de Recuperação Fiscal) ou PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), segundo ele. Como os programas são abertos sem periodicidade fixa -é preciso decreto para autorizá-los, no entanto, confiar apenas nessa solução é arriscado, avalia Porto.

Permanecer com a dívida até que um deles seja aberto pode resultar em inclusão no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal), o que impede a participação em licitações, por exemplo. Para microempresários, a consequência maior é serem excluídos do Simples, explica Patrícia Nadalucci, advogada tributarista da Themis Consultoria. “Ele passa a pagar mais em tributos”, avalia. O risco também envolve a execução da dívida, acarretando perda de bens, como ocorreu com E.S.M., 67.

Com um débito de R$ 17 milhões com o estado de São Paulo, o empresário do ramo da borracha teve de ceder o imóvel da empresa em 2006 para arcar com a dívida. “O prédio era novo e só o aluguel me renderia hoje R$ 300 mil por mês. Era a minha aposentadoria, mas eu queria voltar a dormir.”

Traçar estratégias, como criar fundo de reserva, é, muitas vezes, negligenciado. Mas são essas táticas que salvam empresas em tempos difíceis. É o que faz o Grupo GR, de serviços terceirizados, segundo o diretor jurídico, Rogério Gomez, 48. “Consideramos tributos contas como quaisquer outras”, afirma.

Como diferencial, a empresa efetua o pagamento de impostos em juízo -ou seja, ainda que estejam sendo questionados na Justiça, os tributos são pagos em dia. “Se vencermos o processo, o dinheiro volta como lucro. Caso contrário, (o débito) já está quitado”, explica.

Para Vagner Jaime Rodrigues, sócio da consultoria Trevisan Outsourcing, a solução para evitar dívida é simples: planejamento. “(Os empresários) deixam de pagar por má gestão”, afirma. Reduzir os gastos é uma das formas de aumentar as reservas, orienta Rodrigues. A indicação é investigar a planilha da empresa para verificar o que pode ser suprimido. Não há, contudo, fórmula mágica para chegar a um percentual ideal de faturamento bruto a ser poupado.

Muitas vezes, entre negociar diretamente com a instituição credora e esperar programas de parcelamento, como o Refis, a segunda opção é mais vantajosa, avaliam Cláudio Carvajal, professor da Fiap, e Walther Bottaro de Castro, sócio da assessoria Castro & Hayashi. “Isso não significa que o empreendedor tenha de deixar de pagar, mas, de fato, os programas são mais vantajosos”, enfatiza Carvajal.

O último recurso deve ser contratar empréstimo bancário, explicam consultores, porque os juros cobrados podem comprometer ainda mais o caixa da empresa.

Shopping Jardim Sul prorroga Exposição Presépios do Mundo até dia 25 de dezembro

Por conta do sucesso da mostra, organizada com o intuito levar ao público uma antiga tradição natalina, o Shopping Jardim Sul, de São Paulo, vai estender até o dia 25 de dezembro a “Exposição Presépios do Mundo”, que reúne peças de países como Quênia, Zimbabwe, Peru, Vietnã, Nepal e muitos outros. Há também montagens nacionais. Entre elas, destacam-se duas de Estevão Conceição, considerado o Gaudí brasileiro, e uma do renomado estilista Celso Munhoz.

Os materiais utilizados na exposição são os mais diversos: vão desde madeira, arame e contas até latas recicladas. Todos os presépios estão à venda. A renda arrecadada será destinada a três entidades filantrópicas escolhidas pelo Jardim Sul: o Instituto Verdescola, a Associação Beneficente Santa Fé e Projeto Casulo.

Número de devedores do Simples Nacional sobe 24%

O número de endividados com tributos federais aumentou 24% entre empresas optantes pelo Simples Nacional. Em agosto de 2010, segundo a Receita Federal, 484 mil micro e pequenos negócios tinham débitos. No mesmo mês deste ano, eram 600 mil.

O volume é o maior já apurado pelo órgão, segundo João Paulo Fachada, coordenador-geral de arrecadação e cobrança da Receita. Parte da alta, segundo ele, está ligada às adesões ao Simples, que cresceram 11% entre 2010 e 2011, passaram de 1,12 milhão para 1,24 milhão. Hoje, há 5,8 milhões de empresas enquadradas nesse sistema de tributação. Outra razão é que o órgão não excluiu devedoras do Simples neste ano. Em 2010, 30 mil passaram para outra forma de tributação, que pode ser mais onerosa. Entre grandes companhias, Fachada afirma desconhecer quantas são inadimplentes, mas calcula que o número tenha caído. A Receita, que cobrava débitos por lote, passou a exigi-los mensalmente neste ano, explica.

Para Bianca Xavier, professora de direito tributário da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas), a alta está ligada ao refinamento da fiscalização. Ela diz que as expectativas de aprovação das mudanças no Simples, que reduziu alíquotas de impostos e possibilitou o parcelamento de débitos a partir de 2012, aumentaram a insegurança e podem ter feito as “pequenas empresas esperarem (para pagar)”.

O gerente de políticas públicas do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Bruno Quick, acrescenta que dever é forma de sobreviver. “O empresário financia o negócio atrasando com fornecedor ou não pagando imposto.”

Foi o que fez Marcos Alexandre dos Reis Cardillo, 36, dono da gráfica Alfa Print há dez anos: deixou de lado os tributos para fugir dos juros dos empréstimos bancários. Com dívida acumulada de cerca de R$ 50 mil, ele aderiu ao Refis (Programa de Recuperação Fiscal) em 2000. Esse foi o primeiro. Cardillo ainda aderiu a outros dois programas de parcelamento -um deles já foi quitado.

As dívidas tributárias apuradas no Simples poderão ser parceladas em até 60 meses, com correção pela Selic (11% ao ano) e valor mínimo de R$ 500. A parcela mínima para empreendedor individual será analisada. A Receita (www.receita.fazenda.gov.br) disponibilizará formulário do pedido pela web em 2 de janeiro.

DICIONÁRIO TRIBUTÁRIO
Imposto
Alíquota cobrada sobre bens, riquezas ou renda. Os valores arrecadados vão para cofre único e não têm destino predefinido, podendo ser aplicados em obras e serviços à população, entre outros

Contribuição
Valor cobrado por União, Estados e/ou municípios para aplicação em área específica, como a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), que está vinculada à seguridade social

Taxa
Cobrada quando há prestação de serviço público, como o valor pago por estabelecimentos ao Estado em caso de vistoria

Tributo
É o montante arrecadado pelos três níveis de governo: estadual, municipal e federal. Impostos, taxas e contribuições, de maneira geral, são considerados tributos

Shopping VillaLobos inaugura restaurante The Fifties

O Shopping VillaLobos, de São Paulo, inaugurou na última quinta-feira (15/12) mais uma opção de hamburgueria para seus clientes. É a nova unidade do restaurante The Fifties, num espaço que combina traços modernos com referências à cultura jovem americana dos anos 1950.

Com uma área total de 191 m² e capacidade para 112 lugares, a nova unidade é a 20ª do país. Essa é a última inauguração da rede em 2011, que encerra o ano com 20 novas unidades. Os primeiros 250 clientes que estiveram na loja, ganharam brindes de boas-vindas.

Tennis One ganha novas lojas

A Tennis One, com 68 lojas físicas e uma virtual – http://www.t1.com.br/loja/, ganha dois novos endereços: no Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, já em funcionamento, e outra no Shopping La Plage, no Guarujá, litoral paulista, a inaugurar. Com isso a Tennis One aumenta o seu alcance e reforça o seu apelo junto ao público jovem formador de opinião.

O sucesso da marca vem da sólida parceria com as melhores marcas de tênis. Nike, Mizuno, Adidas, Reebok, Asics, Puma ente outras estão presentes nas lojas da rede.

Governo Federal quer impedir nova alta do real

O Governo Federal “não vai permitir” que o real volte a se valorizar nos níveis máximos registrados entre janeiro e agosto, que deixaram a indústria em alerta, afirmou no último sábado (17/12) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Todos os países estão desesperados para exportar mais. E usam todas as armas que têm. E arma cambial é a principal. É por isso que nós tomamos várias medidas no campo cambial e continuaremos tomando”, disse Mantega em entrevista ao grupo Estado. Mantega, principal responsável da política econômica do governo, indicou que a cotação atual (R$1,85) é “mais propícia” para a indústria do que a dos meses anteriores.

Desde agosto de 2010, a moeda brasileira se valorizou constantemente até chegar em julho a uma cotação de R$ 1,53, um nível que teve forte impacto na balança comercial do país, sobretudo no setor industrial.

Na ocasião o governo brasileiro tomou uma série de medidas para reduzir a rentabilidade das operações no mercado futuro de divisas que, ao lado da crise europeia, contribuíram para voltar a reduzir paulatinamente o valor do real frente ao dólar. Na entrevista, o ministro também considerou que o risco de inflação “está muito mais moderado”, o que vai permitir reduzir a taxa de juros, atualmente em 11%.

Segundo Mantega, a redução dos juros e a taxa de câmbio mais propícia, unidas a uma política de investimentos públicos em infraestrutura, vão contribuir para recuperar a economia brasileira em 2012. “O Brasil é um país que continua com dinamismo, crescendo mais de 3%, um nível bastante favorável em um ano de crise internacional. Tenho dados que mostram que, em novembro e dezembro, a economia já voltou a crescer”, afirmou.

A economia brasileira se estagnou no terceiro trimestre e entre janeiro e setembro acumula um avanço de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a 2012, Mantega manteve sua previsão de crescimento de entre 4% e 5%, taxa que está acima dos cálculos do mercado, que situam o PIB brasileiro em 3,4%.

Ação promocional do Plaza Shopping Itu entra na última semana com milhares de participantes

Desde o último dia 1º de dezembro, os clientes do Plaza Shopping Itu, no interior paulista, podem participar da ação promocional “Compre e Ganhe de Natal”, que premiará uma pessoa com um Citroën C3 0km. A promoção já registrou milhares de participantes e entra em sua última semana, encerrando no dia 24 de dezembro, às 18h00.

A cada R$ 300 em compras nas lojas participantes, os clientes do empreendimento ituano podem trocar seus cupons fiscais por um lance para levar o Citroën C3 0km, em exposição no espaço da promoção. O ganhador do carro será o autor do menor lance único registrado no sistema da promoção.

Para participar, o público deve comparecer ao Posto de Troca da ação, localizado no corredor de expansão, em frente à loja Multicoisas, apresentar as notas fiscais e informar os dados para cadastro. O regulamento da ação promocional está à disposição em folhetos, nos displays espalhados pelos corredores do Shopping e no site: www.plazashoppingitu.com.br.

Até dia 26, crianças e adultos poderão se encantar com a decoração de Natal do Shopping, cujo tema é a história do “Pinóquio”, boneco de madeira eternizado pela Disney, que ganhou vida no Plaza. E o Papai Noel estará em sua poltrona, todos os dias, das 14h00 às 20h00, até o dia 24 de dezembro, às 18h00.

Acompanhe as dicas exclusivas de presentes e promoções de Natal pelas mídias sociais do Plaza Shopping Itu.

Lojas organizam amigo secreto para promover marcas

Redes de lojas encontraram uma nova forma de divulgar a marca e manter um canal de relacionamento com os consumidores. Empresas como Hering, Cacau Show e Havaianas criaram neste ano páginas personalizadas na internet ou no Facebook para os clientes organizarem o amigo secreto.

A ferramenta funciona da mesma forma que a dos sites já tradicionais na área: é possível convidar amigos pela rede, trocar mensagens e realizar o sorteio, sem o risco de tirar o próprio nome. A diferença é que os participantes podem incluir na “lista de desejos” produtos da marca e comprar on-line, sem a obrigatoriedade de adquirir o presente na loja. “É uma campanha voltada para a promoção da marca. Devemos ter um aumento nas vendas como consequência, mas esse não é o foco, queremos fazer relacionamento”, diz Marcos Ribeiro Gomes, diretor de marketing da Hering. Ainda assim, deverá haver impacto nos números do final de ano. Segundo Gomes, a estimativa é que entre 60% e 70% dos 5.930 usuários cadastrados comprem presentes na loja.

A rede de chocolates Cacau Show também diz que busca a aproximação. “Mais do que aumentar as vendas, a ferramenta foi criada com o objetivo de oferecer mais um canal de contato”, afirma Monica Ogawa, gerente de comunicação da Cacau Show.

Já a rede de móveis e utensílios Tok&Stok oferece o amigo secreto virtual, desde o ano passado, por meio do Facebook. “Esse aplicativo faz parte de um contexto de comunicação com os clientes. Ele veio como um plus ao conteúdo que disponibilizamos para eles”, diz Flávia Lucena, gerente de comunicação e marketing de relacionamento da empresa. De acordo com a gerente, a ferramenta teve uma aceitação positiva em 2010.

Outro aplicativo no Facebook é o das sandálias Havaianas. Nele, os usuários da rede social podem escolher entre mais de 80 modelos da nova coleção e comprar diretamente pela loja on-line.

Collins chega ao Catuaí Shopping Maringá

Tem novidade em moda feminina no Catuaí Shopping Maringá (PR). A Collins acaba de se instalar no shopping com uma loja repleta de peças hipercoloridas, tendência das passarelas no mundo todo. Como diferencial, a marca traz hits das estações, coleções bem cuidadas e preços competitivos, além da linha Work, com peças desenvolvidas especialmente para o trabalho.

A supervisora da Collins em Maringá, Jane Metta, observa que a grife tem crescido muito no Sul do País, conquistando uma clientela muito exigente em matéria de moda. Maringá se enquadra nesse mercado que aprecia e consome o que há de mais moderno em confecção, ela afirma. “O Catuaí Shopping tem um ambiente e perfil de cliente que atendem perfeitamente as expectativas da Collins. Por isso escolhemos o local para nossa nova loja”, diz.

A Collins Catuaí trouxe para Maringá também a Collins Kids, a coleção infanto-juvenil da marca que faz a cabeça das meninas antenadas às últimas tendências do mundo fashion.