Redução de guidance da Cyrela não é tendência do setor, diz Barclays

Analisando a redução do guidance da Cyrela (CYRE3), o Barclays Capital classificou o fato como um fator específico da empresa, em vez de ser uma tendência para o setor imobiliário como um todo. O corte “foi largamente motivado por custos em excesso que não foram previstos, concentrados em projetos cuja construção era terceirizada, e esses excessos só se tornaram claros para a Cyrela quando os projetos de 2007/2008 foram chegando ao fim”, revela Guilherme Vilazante, em relatório.

No entanto, a falta de aviso não é uma desculpa válida para a empresa, ressalta o Barclays, já que as concorrentes Rossi Residencial (RSID3) e Gafisa (GFSA3) passaram pelo mesmo processo de ajuste em 2008 e 2009. Deste modo, as ações da Cyrela eram negociadas com um prêmio sobre seus pares, já que apontava margens mais altas e estáveis. Agora, pela demora em identificar e reconhecer os excessos, o ajuste se tornou mais concentrado e mais dramático, aponta.

A Rossi Residencial passou pela mesma situação em 2008, quando apenas um projeto pressionou as margens do primeiro semestre, enquanto a Gafisa também apresentou uma performance significativamente pior que a de seus pares desde 2008, com cortes em margens da mesma natureza da Cyrela, ressalta o relatório. No entanto, como o processo de revisão dessas empresas foi mais preciso e frequente, os efeitos foram menos intensos.

Quando a Cyrela anunciou a revisão do orçamento no segundo trimestre de 2010, os analistas do Barclays entraram em contato com todas as empresas do setor que são analisadas, e foi concluído que não há custos excessivos não reconhecidos para nenhuma empresa de modo a desviar a margem do Ebitda de seu guidance, indica o relatório. “O surpreendente corte de cinco pontos percentuais no guidance das margens do Ebitda para 2011 é o outro lado da moeda, em alguns trimestres, de projetos que levemente inflaram as margens da empresa desde 2008”, destaca o analista, que alerta para o fato de que a alta rentabilidade da companhia no passado foi provavelmente motivada por orçamentos inexatos, e não por conta das operações da empresa.

Por fim, apesar de analisar positivamente o anúncio de revisão do guidance, os analistas ressaltaram que a companhia deveria ter sido mais transparente com os investidores, indicando o tamanho do excesso comparado ao orçamento original e avisando aos investidores qual será o impacto nas margens. Além disso, os analistas sentiram falta de declaração de dividendos para os acionistas, já que a empresa acumula uma quantidade desnecessária de recebíveis. Ademais, um programa de recompra de ações seria bem recebido pelo mercado, aponta.

No entanto, apesar da decepção, a correção foi excessiva, dizem. “Atualmente, o valuation mal reflete os recebíveis líquidos da companhia”, escreve Vilazante. Aliado a isso, os erros que impactaram no passado da empresa são agora danosos ao crescimento, e não devem ser repetidos no futuro, o que leva os analistas a projetarem uma rentabilidade após o pagamento do custo de capital para os novos projetos convergindo para 15%, conforme os seus pares.

Assim, a revisão do guidance “provavelmente pressionará os resultados por diversos trimestres, e o mercado mal conseguirá separar o legado dos negócios em andamento, perpetuando o passado através do múltiplo P/E [preço sobre lucro líquido, na sigla em inglês], que poderá continuar pressionando a performance das ações em 2011”, alerta.

Shopping Plaza Macaé homenageia o Dia de Contação de História

O Shopping Plaza Macaé (RJ) homenageia o Dia de Contação de História com a peça “As Aventuras do Sítio no Reino das Águas Claras” no dia 20 de março, domingo, às 17h00. Direto das histórias de Monteiro Lobato, a Cia teatral Arte Rio vai levar ao publico o contato direto com os mais divertidos e interessantes personagens dos livros infantis como Visconde de Sabugosa, Tia Anastácia, a boneca Emilia e a malvada Cuca.

O Shopping Plaza Macaé investe em atrações infantis e incentiva a leitura nas crianças. O espetáculo vai acontecer no Espaço Alegria e é direcionado para toda a família. A entrada é gratuita e o espaço é sujeito a lotação. O Shopping Plaza Macaé fica na Av. Aluisio da Silva Gomes, 800, Granja dos Cavaleiros. Mais informações pelo telefone (22) 3311-5454 ou através do site www.plazamacae.com.br.

Terremoto no Japão deverá ter impactos limitados no Brasil, diz BofA Merrill Lynch

Os terremotos e o tsunami que atingiram o Japão continuam tendo consequências drásticas, principalmente por conta dos riscos de vazamento nuclear na usina de Fukushima Daiichi. A devastação desses eventos naturais levanta dúvidas sobre qual será o seu verdadeiro impacto no âmbito de investimentos e relações comerciais do Japão com outros países, sem contar dos choques que podem ocorrer no fluxo global de capitais.

Se para muitos países ainda há dúvidas sobre como será a relação com os japoneses daqui pra frente, para o Brasil as coisas parecem mais claras, seja no campo de investimentos provenientes daquele país ou então no aspecto comercial, já que não são esperados impactos muito significativos, de acordo com a avaliação feita por Virgílio Castro Cunha e David Beker, analistas do Bank of America Merrill Lynch.

Olhando primeiramente para o fluxo no mercado de capitais, a dupla do banco escreve em relatório que é muito improvável que as aplicações dos fundos japoneses deixem o Brasil após as recentes tragédias, citando como um dos motivos justamente a taxação de 6% em IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investimentos estrangeiros no mercado brasileiro, exceto ações, cobrança que foi elevada em outubro de 2010 pelo governo brasileiro justamente para arrefecer o fluxo de capital especulativo.

Segundo Cunha e Beker, a tarifa mais alta do IOF acaba fazendo com que os investidores japoneses mantenham suas aplicações no mercado brasileiro. Outro ponto destacado por eles que também tem influência no menor fluxo de resgate é que a maior parte dos investimentos desses portfólios é proveniente de investidores de varejo.

Ainda sobre investimentos, mas agora partindo para o campo econômico, os dois analistas do BofA Merrill Lynch ressaltam que nos últimos 10 anos o fluxo de capital japonês para o Brasil somou cerca de US$ 13 bilhões em IED (Investimento Estrangeiro Direto), o que representa apenas 5% do total destinado para cá no período (cerca de US$ 255 bilhões). Além disso, eles comentam que o Brasil pode acabar funcionando como válvula de escape para a capacidade produtiva japonesa, o que deverá manter o fluxo atual de investimentos. “Não acreditamos que esse fluxo seja significativamente afetado, tendo em vista que parte das plantas de produção japonesa, especialmente do setor automotivo, possa ser desviado para o Brasil no curto prazo”, afirmam Cunha e Beker.

A participação japonesa tanto nas importações quanto nas exportações brasileiras também caíram sensivelmente na última década. De 2010 para 2010, as exportações do Brasil para o país asiático passaram de 4,5% para 3,5%, enquanto as importações brasileiras vindas daquele país recuou 1,5 ponto percentual, para 3,8%. Isso também acaba minimizando possíveis impactos na balança comercial do País.

Mantendo o foco no campo comercial, os analistas do Bank of America dão ênfase às exportações de minério de ferro do Brasil para o Japão, que representam 45,8% do total vendido para lá. Embora o efeito avassalador dos terremotos e do tsunami deva impactar a produção siderúrgica japonesa e, consequentemente, a demanda por minério, a reconstrução do país provavelmente impulsionará essa demanda nos próximos trimestres.

Para dar sustentação a essa opinião, a dupla do banco relembra o terremoto de Kobe que atingiu o Japão em 1995, citando que naquele ano as exportações brasileiras cresceram 20% na comparação com o ano anterior. “Então , excluindo o cenário pouco provável de que o terremoto funcione como um catalisador negativo para os preços das commodities (tendo em vista a menor demanda vinda do Japão), o impacto nas exportações brasileiras provavelmente será limitado”, acreditam Cunha e Beker.

Por outro lado, nas importações, o banco de investimentos destaca que o segmento que engloba veículos e autopeças, responsável pela maior participação nas compras brasileiras vindas do Japão (12,1% do total), deverá sentir efeitos negativos nos próximos meses.

Monet Plaza Shopping anuncia nova gerência geral

A LGR Gestão de Shopping Centers, responsável pela administração do Monet Plaza Shopping, em Santa Maria (RS), anuncia a chegada de sua nova gerente geral, Heloisa Damasceno. Atuando há 27 anos na área de varejo, realizou trabalhos nessa área no Rio Grande do Sul,na cidade de São Leopoldo, e já iniciou suas atividades em Santa Maria.

Japão corre contra o relógio para resfriar reatores; radiação cai

O Japão “corre contra o relógio” para resfriar os reatores da usina de Fukushima, disse nesta sexta-feira Yukiya Amano, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas que monitora as atividades com energia nuclear ao redor do mundo. Vários caminhões-pipa voltaram a lançar água no edifício que abriga o reator número 3 da usina nuclear de Fukushima, muito danificado após o terremoto do dia 11. Outros sete caminhões das Forças de Autodefesa (Exército) do Japão foram mobilizados para esta nova operação de lançamento de água sobre a unidade 3. Uma equipe do Departamento de Bombeiros de Tóquio viajou para Fukushima com 30 caminhões-pipa para colaborar nos esforços para controlar os seis reatores da usina.

Os esforços aparentemente estão surtindo efeito para reduzir o nível de radiação, que caiu para 265 microsieverts por hora às 11h00 (horário local), em contrapartida ao nível de 292,2 microsieverts por hora registrado no início da manhã. De acordo com o porta-voz do Governo, Yukio Edano, ainda não há “informação definitiva”, mas é possível afirmar que a água lançada pelos caminhões-pipa sobre o reator 3 alcançou a piscina com as varetas de combustível.

De qualquer forma, a radiação ainda está muito acima do nível normal de 0,035 microsievert por hora. Os caminhões se aproximam do reator por turnos, em intervalos de cinco a dez minutos, e despejam água durante vários segundos, antes de se afastarem para dar passagem à leva seguinte. Com isso, a Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente em Fukushima. O índice da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, pela sigla em inglês) varia entre 0 e 7. O nível 5 se refere a acidentes nucleares “com consequências de maior alcance”, enquanto o grau 4, no qual os incidentes eram avaliados até agora, define acidentes “com consequências de alcance local”.

Hoje, os especialistas ainda tentarão reativar a energia elétrica com cabos externos para ajudar no processo de resfriamento. Se tudo correr como o planejado, os reatores 1 e 2 serão os primeiros a terem a energia restabelecida, ainda nesta sexta. Já os reatores 3 e 4 deverão ter a energia religada no domingo.

O reator número 3 enfrenta problemas com a piscina de armazenamento de combustível, diante da queda do nível de água que o cobre para impedir seu superaquecimento. Embora as operações de quinta-feira tenham conseguido injetar líquido na piscina, o nível ainda é muito baixo e existe a possibilidade de a temperatura subir.

O diretor da AIEA, Yukiya Amano, se encontrou nesta sexta-feira com o primeiro-ministro Naoto Kan para discutir o acesso às informações sobre a crise nuclear no país. O governo do Japão está sendo bastante criticado por ter supostamente omitido informações cruciais sobre a usina.

Após o encontro, Kan prometeu fornecer “todas as informações possíveis” sobre a atual crise nuclear para a comunidade internacional. Amano, por sua vez, disse que uma equipe com quatro especialistas da agência será enviada “em alguns dias” para monitorar os níveis de radiação na usina nuclear de Fukushima. Primeiro, a equipe vai avaliar a radiação em Tóquio e depois seguirá para Fukushima.

Amando disse que ele espera que a equipe possa produzir informações que serão úteis para a comunidade internacional, observando que os acidentes nos reatores nucleares de Fukushima são um assunto muito sério e que o mundo inteiro está prestando atenção nos desenvolvimentos.

Mesmo com todos os esforços, as autoridades japonesas levarão semanas para resfriar completamente os reatores de Fukushima. A avaliação é do chefe da Comissão Reguladora Nuclear americana (NRC), Gregory Jaczko. “Essa situação levará algum tempo para ser solucionada, possivelmente semanas. Primeiro, é preciso reduzir o calor dos reatores e então remover as varetas de combustíveis”, disse Jaczko, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

Confederação da Indústria pede realização da reforma tributária ainda em 2011

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) quer que o governo realize a reforma tributária ainda neste ano. O presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, considera até a ideia de dividir as ações.”A sociedade deseja uma reforma completa, mas entendemos que essa discussão é muito longa e complexa. Uma reforma, mesmo que seja feita por partes, já seria adequada para o País”, explicou Andrade.

Andrade esteve reunido com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) ontem (17/03). Na reunião, foi exposto que, entre as medidas aguardadas, a desoneração dos investimentos e das exportações são inadiáveis. “No mundo inteiro, os investimentos não são tributados. O que é tributado é a produção e o consumo”, destacou Andrade.

Entre os assuntos abordados, está o lançamento da Agenda Legislativa da Indústria, que elenca os projetos de lei considerados pela indústria como fundamentais para o desenvolvimento do País. O documento será lançado no dia 29 de março, em Brasília.Segundo Andrade, a agenda foi elaborada após discussão com representantes de 27 federações estaduais de indústrias e 53 associações nacionais de setores.

O presidente da CNI explicou que questões tributárias, trabalhistas, ambientais e de desenvolvimento da infraestrutura do País estão incluídas no documento. “São cerca de 110 projetos, dos quais destacamos 20 prioritários, que são fundamentais para serem aprovados ainda este ano e trazer resultados ao País”, acrescentou.

Cantinho da Música do Jaú Shopping

Visite o espaço do Conservatório Jauense de Música, na praça de eventos do Jaú Shopping, no interior paulista.

No local, você curte som de piano digital e obtém informações gerais sobre a escola e os cursos oferecidos. Confira ainda exposição de instrumentos musicais infantis. Horário: das 10h00 às 22h00.

Shopping Garanhuns recebe licença da Prefeitura para início de construção

Após reunião realizada na última terça-feira (15/03) com o prefeito Luiz Carlos de Oliveira para apresentação das modificações estruturais, que foram incorporadas ao projeto inicial, a comitiva empresarial do Shopping Garanhuns oficializou o Pprojeto junto ao município. O evento aconteceu na manhã de quarta-feira (16/03).

De acordo com o implantador e sócio no empreendimento, Sergio Manzalli, da Sacs Consult, o projeto passou por algumas alterações nos últimos dias devido a entrada de novas lojas, algumas delas âncoras. “Como demos entrada no Alvará de Construção já poderemos em um prazo de 20 dias colocar tapumes na área a ser construída e montar o nosso estande de venda. Deve ser iniciada na ocasião a parte de drenagem”, registra Manzalli.

No total, o empreendimento contará com 160 lojas, estacionamento com 1,5 mil vagas rotativas e uma área de expansão para os próximos cinco anos. Jânio Almeida, sócio local do Shopping Garanhuns, integrante da empresa Almeida e Irmãos Empreendimentos, tendo como sócios Jaime e Jaimilson Almeida além de Claudemir Brasil, explica que existe um compromisso dos empresários, do Governo do Estado e da Prefeitura de Garanhuns para que toda a mão de obra para a construção do shopping seja do município, bem como para que o empreendimento também possa absorver a mão de obra da cidade quando começar o funcionamento das lojas. “A nossa expectativa é muito grande. Assim como a população estamos todos ansiosos para vermos este grande empreendimento operando em Garanhuns”, registra.

Já no próximo mês de abril, a comitiva de empresários terá audiência com o governador Eduardo Campos. Em pauta, mudanças na entrada da cidade, com a implantação de uma rotatória ou um viaduto na BR 423, que também dará acesso ao Shopping Garanhuns.

“Presente dos sonhos” fica mais perto da classe C em gôndola de supermercados

Dar de presente um passeio de balão, um jantar especial ou um dia num spa. Apostando no aumento do poder aquisitivo da população brasileira, empresas oferecem presentes diferentes. São pacotes que podem ser comprados e ofertados a alguém. A novidade é que essas empresas agora estão mirando também a popularização das ofertas, atingindo a classe c.

Clientes realizam sonho com jantar de luxo e salto de paraquedasCom opções que vão de R$ 49 até R$ 50 mil, a empresa “O melhor da vida” teve faturamento de R$ 5,6 milhões em 2010 e, agora, vai correr atrás desse novo consumidor em shoppings e supermercados. “Nós percebemos que essa nova classe C tem dinheiro para gastar e quer aproveitar a vida. Por isso que o interesse pelo nosso tipo de produto tem aumentado cada vez mais. Colocaremos a partir do meio do ano nossos pacotes em gôndolas de supermercado e, também, estaremos abrindo quiosques em shoppings”, disse um dos sócios, Jorge Nahas.

Outro foco da empresa para popularizar o mercado são os sites de compras coletivas. “Fazemos algumas promoções e acabamos atraindo um público novo para o nosso mercado. Em quatro anos, queremos estar presentes em 15 países e faturar R$ 450 milhões”, afirma Nahas.

A empresa francesa Smartbox cresceu cerca de 100% ao ano, nos últimos três anos, segundo seus próprios dados. Em 2009, o faturamento mundial foi de R$ 1 bilhão. Apesar de ainda focar os públicos A e B, a empresa também registra o crescimento nas classes mais populares. “A gente percebe esse crescimento. Com a popularização do negócio no país iremos atrair ainda mais esse novo consumidor. Nos outros países em que atuamos, a empresa tem um foco mais popular. E isso deve acontecer no Brasil também”, declarou o diretor geral da empresa no Brasil, João Vianna.

Apostando no varejo, a empresa possui mais de mil atividades no Brasil. E a promessa é de que nos próximos anos o aumento do poder aquisitivo do brasileiro irá mudar a estratégia do setor. “Vamos focar em preço e distribuição. Com o tempo, as pessoas irão se acostumar a dar um presente diferenciado” disse Vianna.