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Elevação do risco externo e efeitos mais visíveis da política monetária

A divulgação do PIB do segundo trimestre confirmou o que os dados mensais já sugeriam: uma desaceleração mais intensa da economia, mesmo em um período em que diversos estímulos estão em vigor.

Os dados do início do terceiro trimestre indicam que essa tendência de moderação continua e são poucos os vetores de crescimento para o próximo ano. Assim, revisamos o PIB de 1,9% para 1,7% neste ano e de 1,3% para 1,0% em 2027.

A inflação está desacelerando após os choques relevantes do começo do ano e deve encerrar 2026 em 4,9%. No começo do ano, choques pontuais em alguns alimentos e nos derivados de petróleo trouxeram pressão relevante para a inflação corrente, que após essa incorporação tem mostrado a dissipação dos choques.

Em 12 meses, o IPCA voltou a ficar levemente abaixo do teto da meta de inflação, mas deve voltar a superá-lo nos próximos meses, quando os efeitos do El Niño e do recrudescimento da guerra voltarem a pressionar o índice.

O câmbio continua oscilando entre R$/US$ 5,00 e R$/US$ 5,20 nas últimas semanas. Em relação aos nossos pares, a moeda mostrou leve fortalecimento desde o começo de agosto, mas segue próxima aos níveis médios do ano.

Por ora, não mudamos nosso cenário de câmbio, mas reconhecemos que o quadro está mais incerto, com juros longos pressionados nos EUA e início de um ciclo de ajuste de juros no Fed, cuja relação histórica sugere fortalecimento do dólar.