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Economia deve crescer moderadamente nos próximos meses, diz Bradesco

Análise do banco brasileiro aponta para crescimento razoável em 2019

6/02/2019
Por: ALSHOP Marketing
Fonte: Bradesco


Economia deve crescer moderadamente nos próximos meses, diz Bradesco

Os indicadores de atividade divulgados nesta segunda-feira (4) trouxeram sinais mistos acerca do desempenho da economia no final do ano passado, fortalecendo nossa expectativa de crescimento ainda moderado nos próximos meses.

Por um lado, a produção industrial subiu 0,2% em dezembro, acima da nossa projeção e das expectativas do mercado. Apesar disso, a ligeira melhora do setor no último mês de 2018 foi insuficiente para que o crescimento da atividade industrial no ano passado (1,1%) superasse a alta observada em 2017.

Além disso, a recuperação do mercado de trabalho tem se mostrado bastante gradual, conforme apontado pela Pnad Contínua. A despeito da melhora do emprego formal, ilustrada pelos dados do Caged, a taxa de desemprego apresentou ligeira alta, ao passar de 12,1% para 12,2% entre novembro e dezembro, em termos dessazonalizados.

Por outro lado, a melhora da confiança industrial e o desempenho positivo do mercado de crédito sugerem retomada da economia um pouco mais intensa. A leitura final da Sondagem da Indústria mostrou avanço da confiança mais forte, impulsionada pela alta do componente de expectativas, que deverá se traduzir em crescimento à frente. Ademais, a carteira de crédito registrou expansão de 5,5% em 2018, com importante aceleração nos últimos dois meses do ano, acompanhada de menores taxas de inadimplência.

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Os dados referentes ao setor externo seguiram favoráveis, enquanto as contas públicas registraram menor déficit em comparação a 2017. Anteriormente, em dezembro, o déficit externo permaneceu em patamar confortável e o Investimento Direto no País (IDP) continuou bastante positivo. O saldo em conta corrente foi negativo em US$ 14,5 bilhões em 2018 (o equivalente a 0,77% do PIB), mais do que compensado pelo IDP, que registrou entradas de US$ 88 bilhões no período. O resultado primário do Governo Central, por sua vez, foi deficitário em R$ 120,3 bilhões no ano passado, ficando abaixo da meta estipulada e do observado em 2017. O dado refletiu, em grande medida, o cumprimento do teto de gastos e a arrecadação de receitas extraordinárias. No mesmo sentido, o setor público todo apresentou déficit de R$ 108,3 bilhões em 2018, fazendo com que a relação dívida bruta/PIB chegasse a 76,7% no final do ano passado.

Fed sinalizou para possível interrupção do ciclo de normalização monetária. A taxa de juros norte-americana permaneceu inalterada no intervalo de 2,25% e 2,50% ao ano. A autoridade monetária reconheceu alívio no cenário de inflação e aumento da incerteza com cenário global, apesar de ainda avaliar que o ritmo de crescimento da atividade do país tem se mostrado sólido. Também foi discutida a possibilidade de alteração da velocidade de redução de seu balanço patrimonial. Além disso, o mercado de trabalho norte-americano manteve-se aquecido em janeiro, com gradual elevação dos salários. O cenário externo de manutenção de liquidez ampla traz algum alívio às economias emergentes, diante dos riscos de desaceleração do comércio e da atividade globais.

Desaceleração do PIB no Euro

Os resultados do PIB da Área do Euro e do índice PMI da indústria de transformação reforçaram a percepção de desaceleração da atividade do bloco. A economia da região cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018, mesmo ritmo observado no trimestre anterior, enquanto a leitura final do índice PMI industrial de janeiro sugere moderação da atividade do setor no período. No Reino Unido, a votação do novo plano para o Brexitreduziu a probabilidade de uma saída desordenada da União Europeia. Ademais, o índice PMI industrial chinês registrou ligeiro avanço entre dezembro e o mês passado, embora permaneça abaixo do nível neutro de 50 pontos.

Perspectiva semanal

Decisão de política monetária e resultado do IPCA de janeiro serão os destaques da agenda doméstica.

Esperamos manutenção da taxa Selic em 6,50%, diante do cenário de inflação bastante comportada. Essa avaliação deverá ser confirmada pelo resultado do IPCA de janeiro, para o qual projetamos alta de 0,33%. Logo, é provável que o Banco Central reavalie o balanço de riscos para inflação prospectiva, considerando-o equilibrado.

No exterior, os resultados finais dos índices PMI composto de janeiro e a possível divulgação dos dados de balança comercial e atividade dos EUA estarão no radar.

Os indicadores antecedentes deverão confirmar a desaceleração da economia global, ao passo que as informações acerca da economia norte-americana, não divulgadas anteriormente por conta da paralisação do governo, poderão ser conhecidas ao longo da semana.

Veja o histórico do PIB brasileiro:


fonte: tradingeconomics.com

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