Venda de carros cai 1,84% em setembro, mas ainda sobe no ano

As vendas do segmento de veículos novos no País em setembro mostraram leve retração na comparação com agosto, e em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, o setor continua otimista com as vendas para o ano que vem, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículo Automotores (Fenabrave). Os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões novos no Brasil em setembro totalizaram 307.043 unidades, queda de 1,84% ante agosto.

Para o presidente da entidade, Sérgio Reze, a variação aconteceu em função dos dias úteis do mês. “É uma alteração normal, visto que este mês tivemos um dia de trabalho a menos do que em agosto, isso não significa queda efetivamente, nem desaceleração”, disse.

Na comparação com setembro de 2009, quando houve um pico de vendas por conta da expectativa de que o governo não renovaria o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a queda foi menor, de 0,54%. “Isso é um claro demonstrativo de que não houve interferência negativa no mercado com a retirada do benefício. Isso significa que a economia reagiu, que está em andamento”, afirmou Reze, que destacou o segmento de motocicletas, que apresentou crescimento com interesse maior dos bancos em conceder crédito para o segmento.

“Confiantes na economia, os bancos voltaram a dar créditos para compra de motos, é claro que ainda há preferência entre uma ou outra fabricante, mas de maneira geral, significa confiança na economia brasileira”, disse. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas somam 2,50 milhões de veículos novos, o que representa expansão de 8,69% contra igual intervalo do ano passado.

A Fenabrave também alterou levemente suas projeções para 2010. De acordo com a entidade, as vendas totais devem crescer 8,05% no ano, para 5.132.302 unidades. A projeção anterior previa alta de 7,82%, para 5.121.540, alteração normal, de acordo com Reze. “Esse pequeno ajuste já era esperado para o último trimestre, quando os números ficam mais perto de se consolidar”, afirmou.

Para 2011, Reze não quis adiantar números, mas afirmou que as mudanças presidenciais irão movimentar o segmento.