A arte pop tem que estar nas ruas, acessível e interessante para atrair as massas que não possuem relação com este universo. A declaração é do artista potiguar Thiago Cóstackz, autor de vários projetos de inclusão social por meio de arte e cultura, que aos 26 anos já começa a fazer história, inclusive no circuito internacional.
Não por acaso, o artista elegeu um local de grande movimento, o Shopping Center 3, no coração da Avenida Paulista, em São Paulo, para apresentar sua nova exposição “Tsunami vs Terremoto”, com a intenção de impactar o maior número de pessoas de diferentes perfis e provocar questionamentos de temas polêmicos, entre política, meio ambiente, direitos humanos, astrobiologia e referências históricas, com muito humor e irreverência.
Em sua arte pop surrealista, além de muita ironia, Cóstackz privilegia as cores fluorescentes, puras, os contornos milimetricamente marcados, o uso exclusivo de madeira certificada, tinta não poluente a base de água, tecidos ecológicos e reciclados. O artista é criador do Museu de Arte Contemporânea Sustentável do Brasil, o primeiro do gênero no mundo, a ser inaugurado em Natal (RN) em 2011, com o apoio de artistas de mais de 30 países.
Em uma área de mais de 300 m², totalmente projetada com materiais sustentáveis do piso ao teto, o roteiro expositivo é conduzido por diversidades de formas. Esculturas, pinturas, instalações, manifestos ambientais, body arts, vídeos, entre outros elementos, se intercalam em módulos que reproduzem espaços palacianos do século XVII ou áreas futuristas com paredes “optical” do século XXI.
O que rainhas, tsunamis, maçãs, Buda, cientistas, gosmas rosas e alienígenas têm em comum? É com esta pergunta que o artista abre a mostra para instigar o visitante não a uma, mas a múltiplas respostas sobre o que significa ser um habitante no planeta terra em 2010 ou, numa linguagem metafórica, descobrir quem ou quais seriam os verdadeiros “tsunamis sociais”. “Charles Darwin, Lady Gaga, Stephen Hawking, um Santo ET, a tecnologia ou uma savanização da Amazônia – abalo muito maior do que um Tsunami vs Terremoto?” indaga Cóstackz.
Entre outras curiosidades que compõem a mostra, o módulo denominado “Golden Queens” retrata 11 rainhas verdadeiras e míticas de diferentes épocas, na visão do artista mulheres muito à frente de seu tempo e nem sempre reconhecidas em seus verdadeiros legados. “Da ex-prostituta e imperatriz Teodora de Bizâncio, que nos anos 500 d.C lutou por liberdades religiosas e por direitos humanos, a uma Drag Queen, nesta ala passado e presente se unem de forma divertida, para questionar valores e exemplificar rupturas, viradas sociais, choques culturais, provocações, feminismo, lutas contra todo o tipo de preconceito e por direitos humanos”, explica. Após a exposição, a escultura feita em homenagem à rainha Teodora será leiloada em prol da campanha do câncer de mama, integrante do movimento mundial Outubro Rosa.
Com uma irreverência que não dispensa o luxo, Cóstackz vem atraindo em seus projetos no Brasil ou no exterior apoios de peso, marcas nacionais e internacionais como Revestimentos Eliane, Donna Karan, MAC e Puma, entre outras.

