Transação ultrarrápida na Bolsa chega ao varejo

O mundo das transações eletrônicas ultrarrápidas na Bolsa, comandadas pelos robôs pré-programados para identificar oportunidades de ganho de centavos na terceira casa decimal, chegou finalmente ao investidor pessoa física do varejo. Corretoras e provedores de tecnologia oferecem, a partir de R$ 250 mensais, a possibilidade de qualquer mortal colocar sua inteligência para criar algoritmos (sequência de passos para tomar uma decisão como comprar ou vender uma ação) e programar os robôs para tomar decisões com muito mais agilidade do que o clique do “enter” do “homebroker” de um computador caseiro.

Completamente automatizadas, essas transações são detonadas por supercomputadores que fecham negócios em 50 milissegundos (20ª parte de um segundo), tempo mais do que suficiente para comprar soja no Brasil e vendê-la no mercado de Chicago, nos Estados Unidos, se houver diferença de preço. Enquanto o “homebroker” fecha, na melhor das hipóteses, uma só transação, os supercomputadores podem fazer 20 negócios diferentes nesse mesmo intervalo de tempo.

Os supercomputadores ficam fisicamente no prédio da BM&FBovespa, que aluga o espaço para corretoras e provedoras de tecnologia, como Robotrader, CMA e SunGard, colocarem seus computadores na porta de entrada dos servidores da Bolsa que executam as transações.