Os trabalhadores aplicaram mais de R$ 423,7 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em ações no processo de capitalização da Petrobras, revelaram dados divulgados nesta segunda-feira (27/09) pela CEF (Caixa Econômica Federal).
De acordo com os dados, 25.544 trabalhadores optaram por aplicar dinheiro de 31.273 contas do fundo na aquisição de ações na nova oferta da empresa, que tem como objetivo captar recursos para a exploração do petróleo da camada do pré-sal. O processo envolveu 25 administradores e 46 fundos mútuos de privatização.
Somente cotistas do FMP (Fundo Mútuo de Privatização), que adquiriram ações da Petrobras em 2000 com o dinheiro do FGTS, puderam comprar novos papéis da companhia. Mais de 312 mil cotistas do FGTS aderiram à primeira operação de pulverização do mercado acionário. Porém, apenas cerca de 92 mil mantiveram seus papéis e puderam adquirir novos ativos na oferta pública de ações para a capitalização. Menos de um terço (27,7%) o fez.
De acordo com o superintendente nacional da CEF para assuntos de FGTS, José Maria Leão, a quantia investida observou o limite de 30% do saldo do FGTS ou o direito de prioridade, proporção do que o cotista tinha de investimento em 2000 e precisa aplicar agora para manter o nível de participação, sempre o menor dos dois. “Foram pedidos R$ 563,3 milhões e liberados somente R$ 423,7 milhões, em razão da aplicação desses limitadores”, explica Leão.
No momento, os valores aplicados estão retidos e serão repassados à Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) somente na próxima quarta-feira (29/09), data de liquidação da oferta. Depois disso, o trabalhador deverá respeitar o período de carência de um ano para poder retirar o investimento e retorná-lo à conta do FGTS.

