O custo de vida na capital paulista, em novembro, subiu mais para as famílias de renda mais baixa, principalmente por causa do aumento no grupo Alimentação, que também pressionou o índice geral.
O ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgado ontem (06/12), mostra que, em novembro, o grupo Alimentação subiu 1,55% no geral, ante o mês anterior. Já transporte registrou alta de 0,14% e habitação aumentou 0,10%. Para as famílias de baixa renda (estrato 1), que possuem ganho mensal na faixa de R$ 377,49, o grupo alimentação contribuiu com 0,54 ponto percentual na taxa geral do custo de vista, que ficou em 0,58%.
No estrato 3, o de renda mais elevada, cujo ganho mensal é de R$ 2.792,9, o custo de vida variou 0,47% no décimo primeiro mês do ano, com alimentação contribuindo com 0,39 ponto percentual, seguida por habitação, que contribuiu com 0,03 p.p. Já para as famílias com renda média, de R$ 934,17, inseridas no estrato 2, a alta do ICV ficou em 0,54%, com contribuição de 0,48 ponto percentual de alimentação e de 0,02 p.p. de habitação e transporte.
Segundo o Dieese, as taxas inflacionárias não afetam todas as famílias da mesma forma, já que, dependendo do estrato de renda a que pertencem, os gastos são diferenciados. Os aumentos em alimentação afetaram mais as famílias do estrato 1, que destinam maior parte do orçamento a esta despesa. Já a alta em Transporte afetou mais o estrato 3.

