SP adotará padrão mais rígido para qualidade do ar

O Estado de São Paulo adotará uma classificação mais rígida para a qualidade de seu ar, adequando-se aos padrões definidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2005.

Pelos parâmetros mais frouxos de hoje, que foram estabelecidos em 1990, o ar é frequentemente tido como “regular” (prejudicial a doentes crônicos e crianças), quando deveria ser “inadequado” (nocivo a todos). Com a revisão do padrão atual, pessoas com doenças cardíacas e respiratórias serão mais bem alertadas do risco a que estão expostas e poderão se preparar para um dia crítico de poluição, informa reportagem de Eduardo Geraque e Cristina Moreno de Castro para a Folha.

Um grupo de estudo liderado pelo governo já definiu como ficará a nova classificação e, para que ela seja colocada em prática, falta a ratificação de órgãos do próprio governo, que tiveram representantes nas reuniões. Grupos de interesses privados, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), também participaram.

Hoje (27/01), o relatório deverá ser votado pelo Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente), órgão estadual. Depois de o relatório ser aprovado, faltará ainda ao Poder Executivo determinar a implementação de todas as mudanças, que deve ser feita de forma gradual. Ainda não há prazos.