O atual mercado de eleição da Sonae Sierra é o Brasil. A empresa especializada na promoção e gestão de centros comerciais tem atualmente dois novos shoppings em construção no mercado brasileiro e admite que outros projetos podem surgir. Apesar da multinacional portuguesa admitir que o acesso a financiamentos no Brasil é hoje muito mais fácil do que há poucos anos, a expansão no Brasil está dependente da entrada na bolsa de São Paulo, já solicitada, mas ainda sem data para se concretizar. “Acreditamos que o mercado brasileiro vai continuar a crescer”, defendeu na última segunda-feira (20/09) Fernando Guedes, presidente da Sonae Sierra, durante um almoço com jornalistas. A Sonae Sierra, do grupo Sonae (proprietário do PÚBLICO), já detém e gere dez centros comerciais no Brasil, que passarão a 12, com os dois que estão em fase de construção.
Depois da aposta no Continente europeu, a Sonae Sierra volta-se agora para outras geografias, como a Colômbia, onde juntamente com um parceiro local estão a ser identificadas oportunidades de negócio, mas também para a Ásia, especialmente a China. “A China pode ser interessante, vamos estudar todas as oportunidades”, afirmou Fernando Guedes.
A crise internacional “obrigou” a Sonae Sierra a tirar o pé do acelerador, em termos de promoção de projetos de raiz e apostar mais na prestação de serviços, ao nível da gestão de outros centros e na prestação e na prestação de serviços a outros promotores, designadamente em Marrocos, Síria e Chipre. Esta estratégia também têm servido para conhecer melhor os mercados e identificar novas oportunidades de negócio. Entre os novos negócios que se perspectivam, essencialmente na Europa, está a reconversão e expansão dos shoppings já existentes. Fernando Guedes referiu que só na Alemanha, cerca de metade dos centros comerciais precisam de intervenção.
Depois de uma descida ao “inferno”, com apresentação de resultados negativos, gerados pela quebra na avaliação dos imóveis, em consequência da crise financeira e imobiliária, os números da Sonae Sierra voltaram a terreno positivo. As contas do primeiro semestre revelaram um resultado líquido de 648 mil euros, valor que seria muito superior, entre 14 e 15 milhões de euros, se não fosse o aumento da taxa de IRC, que obrigou à contabilização de impostos diferidos.

