O espanhol Banco de Santander e o Banco de Construção da China (CCB, na sigla em inglês) estabelecerão uma sociedade conjunta na China com um investimento de 3,5 bilhões (US$ 530 milhões) para operar em uma centena de filiais de zonas rurais do gigante asiático. Assim o anunciou o CCB, segunda maior entidade bancária da China por valor de mercado, em seu relatório anual de resultados à Bolsa de Hong Kong, detalhando que eles controlarão 80,1% da sociedade conjunta e o Santander 19,9% restantes (máximo permitido para entidades estrangeiras no setor financeiro chinês). Além disso, no segundo ano de operações se projeta investir 2,5 bilhões de iuanes (US$ 380 milhões) na sociedade conjunta.
O acordo, que marcará as primeiras operações diretas do Santander no setor bancário chinês, embora há anos que o banco espanhol conta com escritório de representação, está ainda pendente de aprovação por parte das autoridades reguladoras chinesas. Pelo acordo, CCB (de propriedade estatal) e Santander devem abrir uma centena de filiais bancárias em zonas rurais da China, nas quais atualmente domina outra entidade do Estado chinês, o Banco Agrícola da China, e onde há um enorme potencial de mercado (mais de 700 milhões de habitantes).

