- Em janeiro foram gerados 112 mil novos postos de trabalho formais no Brasil. O resultado ficou um pouco abaixo do registrado nos últimos anos, mas ainda um pouco acima do que era esperado (+84 mil vagas). Na série livre de influência sazonal, o saldo entre admitidos e demitidos subiu de -3 mil em dezembro para 82 mil.
- Na série dessazonalizada, todos os grandes setores contrataram liquidamente. Os serviços foram o destaque positivo com aumento de 51 mil novos postos de trabalho, após demitir liquidamente 2 mil funcionários em dezembro. A indústria de transformação, que no primeiro semestre de 2025 contratou cerca de 20 mil novos trabalhadores por mês, adicionou 5 mil em janeiro deste ano. O comércio também teve um saldo entre admitidos e demitidos inferior ao observado no começo do ano passado. Por fim, a construção adicionou à folha de pagamentos 19 mil trabalhadores, que é um nível relativamente elevado para o padrão recente da série.
- Após subir 2% no último trimestre de 2025, o salário de admissão teve uma leve queda (0,4%) em janeiro. Na variação interanual os salários subiram 2,1%, menor do que a taxa de dezembro de 2025 (2,7%).
Nossa avaliação: O resultado do Caged de janeiro, acelerando em relação ao nível do final do ano passado, não altera o fundamento de uma economia crescendo num ritmo mais lento. A média de três meses era 40 mil vagas em dezembro, acelerando para 50 mil em janeiro, nível ainda abaixo do necessário para manter a taxa de desemprego estável. O número é compatível com uma moderação gradual do mercado de trabalho.

