Regiões do Brasil têm ritmos de crescimento desiguais, aponta boletim do BC

A economia brasileira apresenta sinais de moderação em seu crescimento, mas com diferentes ritmos entre as regiões do Brasil. Essa avaliação consta no Boletim Regional, divulgado ontem (22/11) pelo Banco Central, que acredita que o desempenho da atividade econômica nacional deve seguir favorecido pela demanda interna, pelo vigor do mercado de trabalho e pela expansão do crédito.

Por outro lado, o BC pondera que devem ser consideradas as influências contracionistas devido à deterioração do cenário internacional e da piora das expectativas dos empresários e consumidores. Além disso, as retrações nos fluxos de comércio exterior e nos investimentos também levam à desaceleração econômica nacional, afirmou.

O maior dinamismo da indústria foram pontos em comum para o crescimento do IBCR (Índice de Atividade Econômica Regional) nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul. As regiões tiveram aumentos respectivos de 1,6%, 2,2% e 2,1% do índice no trimestre encerrado em agosto em relação ao período de março a maio desse ano.

Segundo relatório divulgado pelo BC, o crescimento na Região Norte refletiu, além do maior dinamismo da indústria, o bom desempenho das vendas no varejo e nas exportações de produtos básicos. Já no Centro-Oeste, a expansão foi sustentada pela maior vitalidade do setor industrial químico, destacando também o setor de construção civil em Goiás. Enquanto isso, no Sul, a maior atividade industrial e varejista levou a um aquecimento do mercado de trabalho, refletindo o forte crescimento do índice.

O índice do Nordeste apresentou ritmo de crescimento bem menor que o da região Norte, com crescimento de apenas 0,3% entre junho e agosto em comparação ao trimestre anterior. Segundo relatório do BC, a atividade econômica no Nordeste teve moderação nos meses recentes, refletindo em outros indicadores como a dinâmica de vendas do varejo e na criação de empregos formais, além de indicadores da indústria.

Já o Sudeste foi a região com menor crescimento na comparação trimestral, com aumento de 0,1%. Segundo o boletim do BC, a retração na produção industrial e a desaceleração das vendas varejistas são evidenciadas pelo fraco ritmo da atividade econômica na região.