Refeição corporativa salta a R$ 12,5 bilhões

A aceleração do crescimento empresarial brasileiro desde o ano passado impulsionou o ramo da alimentação corporativa (restaurantes aos funcionários dentro de empresas) e este ano deve crescer 15,7%, ao movimentar cerca de R$ 12,5 bilhões, como projeta a Associação Brasileira de Refeições Coletivas (Aberc).

Uma das líderes no mercado, a empresa GRSA , que atua no segmento com a solução ATTA , prevê um incremento de 15% nos cerca de R$ 1,6 bilhão movimentados ano passado, período marcante para a diretoria da empresa, pela conquista de 250 novos contratos. Hoje, a ATTA é 30% do faturamento da área de Empresas da companhia, e 90% dos serviços estão em terras paulistas, mas a demanda cresce no Paraná. “Temos tido crescimento no interior do Estado de São Paulo e um nicho que vem se destacando é Curitiba, onde montadoras têm se instalado”, disse a diretora regional de Empresas da GRSA, Márcia Chilio. No Brasil, mais de 1.800 operações são mantidas pela empresa.

Para Daniel Mendez, presidente da concorrente Gran Sapore, forte na área latino-americana de restaurantes corporativos, é preciso realizar investimentos constantes para manter a posição de liderança no mercado. Com mais de mil restaurantes no País, a companhia atende a mais de 850 mil refeições servidas diariamente e trabalha com mais de 15 mil colaboradores. Em 2010, o faturamento foi superior a R$ 900 milhões.

Outra no segmento, de porte um pouco menor, mas com operações em expansão no norte e nordeste é a Nutrin, que espera ganhar este ano 42,4% a mais do que em 2010, o que poderá resultar num total de R$ 282 milhões. Neste mês, a companhia passou a ser a acionista majoritária das ações da rede Bom Gosto, do mesmo segmento, que atua em Espírito Santo. “Vemos na fusão da Nutrin com a Bom Gosto um potencial extremamente interessante para ambos os lados”, declarou o diretor-geral da empresa, Aderbal Nogueira. Hoje, a Nutrin serve 210 mil refeições ao dia.

Fora as indústrias de refeições coletivas, a área de franquia de fast-food também dispara, tanto que a rede de alimentos Spoletto, do grupo Umbria, prevê abrir 35 unidades apenas neste ano.