Qualidade de crédito das empresas encerrou 2011 com estabilidade, revela Serasa

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo, quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência, encerrou o ano de 2011 em 95,7, patamar que vem predominando desde o último trimestre de 2010.

Se por um lado houve diminuição do custo financeiro para as empresas no quarto trimestre de 2011, por causa das reduções da taxa Selic, por outro, presenciou-se mais um trimestre de estagnação da atividade econômica. Assim, tais forças antagônicas concorreram para manter estável a qualidade de crédito das empresas no último trimestre de 2011, afirmam os economistas da Serasa Experian.

Na segmentação por porte do Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, houve melhora na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas, passando de 95,6 (3º trimestre/11) para 95,7 (4º trimestre/11).

As reduções das taxas básicas de juros, o direcionamento da atividade das micro e pequenas empresas ao mercado doméstico e a baixa dependência em relação ao cenário internacional estão entre os fatores que proporcionaram melhora na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas no último trimestre de 2011.

Entretanto, quando comparamos a qualidade de crédito das empresas por porte, notamos que as micro e pequenas empresas, que pelas suas próprias características não conseguem financiamentos com taxas atrativas, assim como têm dificuldade em oferecer garantias, continuam exibindo maior risco de inadimplência comparativamente às empresas de maior porte.

A qualidade de crédito das empresas não exibiu melhora significativa em nenhum dos setores econômicos pesquisados (comércio, indústria e serviços). Vale notar que o setor de serviços, comparativamente aos demais setores, ainda continua na liderança com o menor risco de crédito empresarial.

No quarto trimestre de 2011, as regiões Sudeste e Centro Oeste exibiram melhora na qualidade de crédito se suas empresas: Centro Oeste passando de 94,5 (terceiro trimestre/11) para 94,6 (quarto trimestre/11) e o Sudeste passando de 96,0 (terceiro trimestre/11) para 96,1 (quarto trimestre/11). Contudo, as regiões de renda per capita mais elevada continuam à frente em termos de qualidade de crédito de suas empresas.