Brincar de circo é o convite que o Catuaí Shopping Londrina (PR) faz às crianças até o dia 11 de março, na praça central do shopping, na atração montada em parceria pela Associação Londrinense de Circo (ALC) e companhia paulista Lona das Artes. Cama elástica, trapézio, tecido acrobático, malabares, corda bamba, pinturinha no rosto: a ideia é tirar a criança da platéia e trazer para o “picadeiro” como protagonista da brincadeira.
Em vez de público, o participante é o autor das estripulias que o circo oferece e que tão bem combinam com o ritmo da garotada. “Circo é inclusão. E não falamos apenas em crianças carentes, com necessidades especiais. Falamos em todo mundo, de todas as idades e classes sociais”, diz Sérgio Oliveira, um dos fundadores da Escola de Circo de Londrina que, como a Lona das Artes, está integrada à Rede Circo Mundial Brasil, a de projetos famosos como o Circo de Soleil.
O objetivo é difundir o conceito de “circo social”, este que propõe envolver as pessoas ativamente na prática circense. “Não necessariamente para ser artista de circo. Mas para se movimentar, vencer medos, superar desafios. Ou simplesmente se divertir”, ele diz.
Diversão é o que não falta no picadeiro do Catuaí, afirma Ana Carla Rodrigues, coordenadora do projeto. Ela conta que a sessão leva de 25 minutos a meia hora. E tem criança que pede mais. O público, grupos de menos de dez crianças por vez, inicia o “tour circense” assistindo a uma breve sessão de malabares (para os menores) ou mágica (para os maiores).
Já no clima da brincadeira, as crianças seguem para a cama elástica, uma das preferidas entre os aparelhos da “escolinha”. Depois, trapézio (com cinto-cadeirinha e trava, garantindo a segurança), tecido acrobático, “arame” (a velha conhecida corda bamba, também muito apreciada pela garotada) e os malabarismos com jabolô e aros. “Temos monitores para tudo. As crianças contam com supervisão a todo momento”, diz Ana Carla, acrescentando que alunos e professores da Associação Londrinense de Circo, com apoio do pessoal da Lona das Artes, são os instrutores.
Em cada aparelho, uma descoberta. Sérgio Oliveira, que é professor de circo com formação em Educação Física, explica que os movimentos desenvolvem várias habilidades de modo lúdico. Despertam a concentração e estimulam o corpo. “A corda bamba, por exemplo, desenvolve a lateralidade e o equilíbrio do corpo. Apesar de ser colocada à altura apenas mediana, desperta o desejo de superação”, afirma.
A cama elástica é ótima opção para o trabalho muscular. “Como tem impacto zero, os sucessivos movimentos de subir e descer mexem com todos os grupos musculares do corpo. São as molas que absorvem o impacto, mais ou menos como na natação, em que a água tem esse efeito. Não se percebe, mas o esforço é muito grande”.
Brincando e se movimentando, a criança aprende. É a proposta do circo moderno, diz Sérgio Oliveira. “Aquela ideia do circo itinerante, com animais expostos ao público, está superada. Antes, as pessoas eram convidadas a assistir. Agora, são chamadas a participar”.
O ingresso para a “Escolinha de Circo” montada na praça central do Catuaí Shopping Londrina custa R$ 10. A “pinturinha”, R$ 5.

