PIB deverá crescer apenas 3% em 2012, segundo projeção da CNI

O PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer apenas 3% em 2012, segundo a projeção da Sondagem Especial: Cenário Econômico Mundial, divulgada ontem (14/12) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). O estudo mostra que novamente a indústria irá crescer menos. “A projeção da CNI para a expansão do PIB industrial deve passar de 1,8% em 2011 para 2,3% em 2012”, informou o estudo.

A maior contribuição ao crescimento ainda virá do consumo doméstico, que deverá expandir 4% e contribuir com 2,6 pontos percentuais para a elevação do PIB. Esse é o resultado da combinação do aumento do salário mínimo, do relaxamento dos controles monetários e da expansão nos gastos públicos. Em sentido oposto, no entanto, espera-se retração do mercado de crédito internacional e perda de dinamismo no mercado de trabalho. O investimento também se manterá contido, com aumento de apenas 5% no ano e pouco contribuindo à expansão do PIB.

Quanto a taxa básica de juros, a CNI espera dois cortes adicionais na Selic no início do ano, encerrando o encerre 2012 em 10,00% a.a., com taxa de juros real média de 4,4%. Por fim, o relatório acredita que a queda diminuirá o diferencial entre os juros domésticos e externos, reduzindo o inventivo à entrada de capitais externos. “Assim, estimamos que a taxa de câmbio deva fechar 2012 com média anual de R$ 1,80/US$, porém com oscilações ao longo do ano”, aponta o estudo.

Já as exportações devem continuar se sustentando nos produtos básicos, fechando 2012 em menor ritmo de crescimento, alcançando US$ 275,4 bilhões, segundo a CNI. As importações também devem desacelerar em 2012, em função da fraca atividade econômica. Mas as compras externas devem crescer em um ritmo mais forte do que as exportações, fechando o ano em US$ 254,6 bilhões. “A CNI estima que o saldo comercial deva encerrar o ano em US$ 20,8 bilhões”, espera.

Por fim, o déficit em conta corrente deve ficar próximo do observado em 2011, segundo a pesquisa, apesar da expectativa de redução dos investimentos estrangeiros diretos no país para o próximo ano em função do cenário externo conturbado. “Esperamos um déficit de US$ 56 bilhões para 2012, o que corresponde a 2,1% do PIB”, conclui a confederação.