Pesquisa aponta que 38% dos brasileiros pretendem comprar computadores em 2011

O que antes era uma conquista familiar passa a ser uma tendência individual. Os computadores, que eram equipamentos de uso conjunto em uma residência, assim como a televisão, passam a ser cada vez mais individuais, como o telefone celular. Segundo aponta pesquisa da Ipsos, encomendada pela Intel do Brasil, 38% dos brasileiros pretendem comprar um computador no próximo ano. Os sulistas são os mais propensos a investir representando 44% das intenções de compra, seguidos dos 32% do Norte, 31% do Nordeste e 31% do Sudeste.

O Brasil ocupa atualmente o quarto lugar no mercado de PCs no mundo e tem potencial para alcançar o terceiro posto muito em breve, segundo o diretor de marketing da Intel Brasil Cássio Tietê. “O mercado de PC crescerá 26% em 2010. Haverá mais pessoas comprando e trocando os PCs”, diz. A pesquisa aponta, ainda, que a cada dez novos computadores, quatro serão adquiridos pela nova classe média. O varejo é responsável por 96% das vendas de computadores no Brasil.

Dentre os BRICs, (Brasil, Índia e China, países emergentes em ascensão) o Brasil está à frente na quantidade de PCs por domicílio, com 0,5 em 2009. A projeção é que essa quantidade triplique nos próximos três anos. O DF lidera com 65% de penetração, e ainda com 35,6% de uso individualizado do PC. Já no Rio Grande do Sul, 91,7% compartilham o equipamento.

Tietê diz que o Brasil já possui padrão de consumo de primeiro mundo e os computadores chegam a disputar em vendas com as televisões, embora essas ainda atinjam 97% dos lares brasileiros. “Fatores chave que impulsionaram a demanda: condições de crédito e renda. Isso estimula cada vez mais a personalização de notebooks e quem sai ganhando é o consumidor brasileiro de informática”, afirma.

Outro público que abriu as portas para o aumento no consumo de computadores foram as PMEs. Segundo o diretor de marketing, a estabilização da economia favoreceu que essas empresas possam renovar seu parque de máquinas. “Hoje temos inflação sob controle, aumento da renda, diminuição da pobreza. Há 150 milhões de pessoas ávidas ao consumo”, diz.

Segundo Tietê, os desktops ainda figurarão fortemente compras com 15,2%, mas já começam a ver seu espaço invadido pelos notebooks que tem 14,3% das intenções de compra. O mercado corporativo ainda terá grande representatividade na compra de desktops.

A pesquisa mostrou ainda que com menos horas de trabalho, o brasileiro pode adquirir um computador. As vinte semanas que eram necessárias há dez anos foram reduzidas a seis ou sete. Os fatores que justificam esse fenômeno são os preços mais acessíveis dos dispositivos e a renda do brasileiro, que também aumentou nesse período.

Hoje há 70 milhões de pessoas com acesso à internet, sendo que 86% delas utilizam redes sociais. O Orkut é oficialmente brasileiro, abrigando 46 milhões de contas. O You Tube também tem grande representatividade com seus 16 milhões de usuários, assim como os 22 milhões do MSN Messenger.

As compras também estão migrando para a internet, onde já há 19 milhões de e-shoppers. Tietê apontou também que 120 milhões de brasileiros foram tocados de alguma forma por ações ou produtos da Intel. A soma inclui, além dos usuários dos produtos Intel, as urnas eletrônicas utilizadas nas últimas eleições, computadores em salas de aula e serviços governamentais como imposto de renda. A pesquisa foi realizada com 2,5 mil pessoas entre agosto e outubro de 2010. Usuários de computadores das classes A,B,C e D foram ouvidos em 16 cidades brasileiras.