O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar os débitos é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em janeiro deste ano, 31,1% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento dos débitos no próximo mês.
Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), 34,4% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 23,1% deverão pagá-lo integralmente.
Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 28,6% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, enquanto 50% disseram que vão quitá-los parcialmente. Já 14,3% não terão condições de pagar nada.
Do total de endividados inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 30,1% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 35,4% conseguirão pagar parte delas e 23,5% afirmaram que pagarão totalmente os débitos.
A pesquisa mostra que, do total dos entrevistados, 11,1% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (11,5%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (7,2%).
De modo geral, 15% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 16,4% estão pouco endividados. Em compensação, 55,1% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 53,9% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 65,3%.
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 75%* das respostas, seguido por carnês, com 18,6%, e crédito pessoal, com 14,2%.
Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo o principal tipo de dívida de 76,1% das famílias que ganham até dez salários mínimos e de 63,2% das que têm renda acima deste valor.
Já o crédito pessoal endivida mais as famílias que recebem acima de dez mínimos (15,8%) dos que as que ganham abaixo disso (14%), situação inversa que ocorre com os carnês. Este tipo de dívida é mais comum para as famílias com ganhos até dez mínimos (28,9%).
* A pesquisa permite respostas múltiplas, por isso o percentual ultrapassa os 100%.

