Anúncio casado com internet é 60% mais eficaz, aponta pesquisa

Os anúncios nos veículos de comunicação nacionais se tornam mais eficazes quando são usados em conjunto com peças publicitárias no site do mesmo veículo. A conclusão é de um estudo sobre cruzamento de mídias da agência de propaganda Euro RSCG com 53 veículos e que teve duração de cinco meses. A agência fez 416 entrevistas sobre hábitos de consumo de mídia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Segundo o vice-presidente de Mídia da agência, Luiz Padilha, uma campanha combinada entre on-line e off-line pode incrementar em até 60% a frequência -o número de vezes em que o público visualiza o anúncio- de um plano de mídia.

A pesquisa mostrou um aumento de 1.000% na audiência do endereço virtual de um programa de televisão aberta durante o momento de sua transmissão. Nos jornais e rádios, a oscilação é menor, porém de maior duração. Os picos são registrados durante a semana: os acessos sobem até 229% nos jornais e até 210% nas rádios. O salto na audiência para as revistas é registrado na segunda-feira, quando os acessos avançam até 150%. “São informações muito importantes para o mercado publicitário porque jogam luz na questão da internet”, afirma Padilha.

Ele diz acreditar que os dados devem ajudar a fomentar campanhas casadas e aumentar a participação da mídia digital no mercado brasileiro.

Aumenta concentração de redes do varejo no Brasil

As cinco maiores empresas do varejo do país aumentaram em 12,5% seu faturamento real na comparação do ano passado com o anterior. No mesmo período, o varejo teve expansão de 7% (descontada a inflação).

Juntos, esses cinco grupos faturaram R$ 94,5 bilhões em 2009 -o que correspondeu a 57% do faturamento total de 80 empresas que fazem parte do primeiro ranking do varejo do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo), lançado oficialmente hoje em São Paulo. Em 1994, as cinco maiores redes de varejo detinham pouco mais de 45% do total de vendas do setor.

O Ibevar é formado por 30 executivos de companhias de varejo de 17 segmentos e por diretores do Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA, a quem o instituto é ligado. “A maior concentração no setor é resultado da necessidade de buscar economia de escala para reduzir custos operacionais. A tendência é que esse movimento se intensifique”, afirma o professor Claudio Felisoni, coordenador do Provar e presidente do novo instituto.

Os dados do ranking do Ibevar já levam em consideração informações do varejo após as recentes fusões e aquisições que ocorreram no setor. Caso da criação da Máquina de Vendas, formada por Ricardo Eletro e Insinuante, em março deste ano, e da expansão do Magazine Luiza, ao comprar há cinco meses a rede paraibana de eletrodomésticos Lojas Maia.

A concentração no setor fica ainda mais evidente, segundo os especialistas, quando se considera a produtividade por funcionário das dez maiores empresas e das dez menores do ranking do Ibevar. “A produtividade dos dez maiores é, na média, quase 60% maior do que a das menores. Isso é reflexo do uso de tecnologias mais eficientes e dos investimentos em logística feitos pelos maiores”, diz Nuno Fouto, diretor de estudos e pesquisas do Provar. A internacionalização do setor também é uma das tendências que devem se acentuar no Brasil, segundo ressaltam os especialistas.

Há cerca de 15 anos, das cinco maiores redes somente uma tinha capital estrangeiro. Hoje, as cinco primeiras do ranking ou têm capital estrangeiro ou são extensões de operações internacionais. “Com o crescimento modesto do PIB da Europa e dos EUA, com a perspectiva de crescimento da economia brasileira nos próximos anos e com o ingresso de 30 milhões de brasileiros no mercado de consumo (entre 2004 e 2005), cada vez mais os estrangeiros devem agilizar a vinda ao Brasil”, diz Felisoni.

Itajaí Shopping recebe formatura da Combemi

Nesta terça-feira (14/12) o Centro de Eventos do Itajaí Shopping (SC) vai receber a formatura da Combemi. Haverá a entrega dos certificados de conclusão para os alunos dos cursos de Informática, Rotinas Administrativas em Gestão Portuária, Turismo e Hospitalidade, e para as primeiras turmas formadas do Projeto Jovem Empreendedor, curso de Assistente Administrativo e Empreendedorismo. O evento começa às 19h00 e vai contar com apresentações artísticas e a presença de autoridades da região.

Com 38 anos de existência, a COMBEMI – Comissão do Bem Estar do Menor de Itajaí é uma instituição de Utilidade Pública sem fins lucrativos. Entre os objetivos da entidade estão a proteção da criança e do adolescente e o estimula a formação da cidadania. Mais informações: www.combemi.com.br ou no telefone (47) 3349-8146.

Mercado de seguros deve crescer 12% em 2011

O mercado segurador deve crescer 12% em 2011, quando atingirá a cifra de R$ 201 bilhões em receita. Os dados são da CNSeg (Confederação Nacional de Seguros), que prevê para o próximo ano uma expansão de acesso ao setor de seguros para as classes C e D, bem como a expansão do seguro popular, entre eles, o microsseguro.

Além disso, a entidade prevê a formação de uma câmara técnica da cadeia produtiva da saúde suplementar para discutir a sustentabilidade do setor e o uso de recursos de planos previdenciários para pagamento de despesas com saúde. A CNSeg ainda espera de 2011 a regulamentação da blindagem dos planos de caráter previdenciário, a viabilidade econômica do seguro de automóveis antigos e a ampliação do seguro garantia, principalmente para realização das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

O seguro de pessoas é o que deve apresentar maior crescimento em 2011, de 14,76%, para R$ 58,6 bilhões. Em seguida, está a saúde suplementar, que deve crescer 11,7% para R$ 78,8 bilhões, bem como a capitalização, que deve apresentar um avanço de 11%, para US$ 11,9 bilhões. Os seguros gerais devem crescer 10,63%, para R$ 41,3 bilhões, enquanto a Previdência Privada será a modalidade que crescerá menos: 7,5%, para R$ 10,2 bilhões.

São José do Rio Preto avança para ser “capital da moda”

O grupo All Shopping Center Atacadista quer transformar São José do Rio Preto, no interior paulista, em capital da moda, em termos de indústrias de confecções e centros de compras atacadistas.

A primeira etapa desse processo é o anúncio oficial da construção do terceiro centro local de compras, que será realizado nesta terça-feira (14/12), às 08h00, no Hotel Michelangelo, em Rio Preto. O projeto e valor dos espaços-lojas serão apresentados para os empresários do setor atacadista, autoridades e imprensa. “O investimento será em torno de R$ 50 a 60 milhões”, afirma a gerente comercial do grupo All Shopping Center Atacadista, Andréia Castaldeli. De acordo com a gerente comercial, a segunda etapa é aumentar o número de indústrias de confecções, em Rio Preto. “Queremos que a moda rio-pretense seja usada em todo o país”, diz Andréia.

Rio Preto se caracteriza como o segundo polo de confecções do interior do estado de São Paulo. “São 300 indústrias rio-pretenses de confecções e 900 na região”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e Negócios de Turismo de Rio Preto, Carlos de Arnaldo Silva Filho. O secretário afirma ainda que, além da geração de empregos, o novo empreendimento vai contribuir com o aumento da arrecadação do ICMS e do ISS.

O novo shopping vem somar com os dois shoppings que atuam no setor: o Fashion Center, localizado na avenida Murchi de Homsi (62 lojas) e o Clube da Moda, na avenida Waldemar Buchala (107 lojas). A média é de 10 mil clientes por mês nos centros de compras, em Rio Preto. Desses, 4 mil no Fashion Center e 6 mil no Clube da Moda.

Para a comerciante Zenaide Rovate Bogas da Silva, 51 anos, de Populina, a inauguração de um novo empreendimento irá aumentar as opções no setor atacadista. “Isso gera uma competição saudável entre as lojas dos shopping”, diz Zenaide. A comerciante há 17 anos faz suas compras no Fashion Center, em Rio Preto. “Não troco o atendimento e a facilidade de pagamentos dos shopping atacadistas de Rio Preto, nem mesmo pelos de São Paulo e de Curitiba”, afirma Zenaide.

O grupo All Shopping Center Atacadista adquiriu para construção do All Shopping São José do Rio Preto uma área de 80 mil m² (oito hectares). O empreendimento ficará às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), no lado oposto à sede de campo do Automóvel Clube. “A inauguração do shopping está prevista para o segundo semestre de 2011”, afirma a gerente comercial.

Serão construídos 200 espaços-lojas e um hotel de luxo com 300 quartos. “Como pretendemos trazer 80 ônibus de excursões por dia, mesmo com a construção do hotel será necessário a locação de quartos em outros hotéis da cidade”, afirma Andréia. Segundo a gerente comercial, o público alvo, além dos clientes de Rio Preto e região, é comerciantes que devem deslocar-se da região Norte e Centro-Oeste para Rio Preto.

O shopping atacadista vai gerar cerca de 500 empregos diretos e 150 indiretos. Andréia diz que a escolha de Rio Preto para instalar o quinto shopping do grupo ocorreu por causa da logística. “Outro fator relevante para escolha é que a cidade têm várias universidades e, consequentemente, há uma profissionalização da mão-de-obra e fluxo de pessoas”, afirma.

Os empresários Cleberson Cristiano Poloto Ferreira (Pérolo/PR) e Delamar Zucco (Brusque/SC) são os proprietários do grupo All Shopping Atacadista. O grupo existe há cinco anos e é proprietário do All Cia Norte (PR), All Shopping Brusque (SC), All Gaspar Shopping (SC) e All Dallas Shopping (PR).

Natal injetará R$ 2,2 bilhões no comércio online este ano

Shoppings lotados, estacionamentos sem vagas e falta de tempo são alguns dos aspectos que justificam o aumento no número de compras realizadas pela internet. De acordo com a e-bit, especializada em e-commerce, o comércio eletrônico brasileiro deve crescer 40% no Natal deste ano, se comparado ao mesmo período de 2009. A data comemorativa contribuirá com R$ 2,2 bilhões de faturamento para o varejo on-line no período entre 15 de novembro e 24 de dezembro. “O crescimento das vendas se deve a diversos aspectos: comodidade, ascensão da classe C, que agora tem acesso ao crédito, condições de pagamento e parcelamento oferecidas e preços mais competitivos e abaixo dos que se encontram nas lojas físicas”, justifica o diretor de Marketing da consultoria e-bit, Alexandre Umberti.

Segundo Francisco Medeiros, consultor de e-commerce e professor da Universidade São Judas, atualmente, temos um tíquete médio na casa dos R$ 300 nas vendas on-line, e de R$ 90 em lojas físicas, número este que atrai amplamente diferentes investidores. “O e-commerce é uma realidade em franca expansão, e empreendedores já notam a força do segmento”, diz.

Um dos fenômenos que representam bem a importância do setor e suas diferentes possibilidades é o surgimento de endereços eletrônicos para compras coletivas. O aumento de vendas on-line registrado pelos sites de compras desta modalidade, segundo números divulgados pela Ibope Nielsen Online, atingiram 5,6 milhões de usuários em um único mês. Este movimento, ainda novo no País, foi puxado por jovens internautas de 25 a 34 anos, que representam 38,3% deste mercado, avalia José Calazans, analista do Ibope Nielsen Online.

Um dos sites mais tradicionais nesta modalidade, o Peixe Urbano, que foi o primeiro a trazer para o Brasil o conceito norte-americano de compras coletivas, acompanhou o crescimento divulgado pela pesquisa. Segundo Júlio Vasconcellos, sócio diretor da empresa, “o ritmo de crescimento e os números expressivos do mercado de compras coletivas no Brasil demonstram o potencial desta ferramenta de promover o e-commerce brasileiro, trazendo benefícios tanto para os prestadores de serviços locais quanto para os consumidores.”

O sucesso do Peixe Urbano é parecido com o estouro do Group On, o maior site de vendas coletivas americano. Hoje, o GroupOn está presente em 26 países e tem expectativa de faturamento anual de cerca de US$ 500 milhões em 2010. “Mapeamos o perfil do cliente para encontrar produtos e serviços interessantes e trabalhar em conjunto com o parceiro para veicular a marca GroupOn. Em um dia, trazemos mais de 600 novos clientes para uma pequena empresa, por isso a ferramenta funciona tão bem e está crescendo”, diz Daniel Funis, sócio diretor do GroupOn no Brasil.

Todo este crescimento também representa uma oportunidade de ampliar os negócios ou apostar em uma nova forma de venda. Para Dailton Fellipini, especialista em e-commerce, os números mostram o potencial comercial que o mercado tem. De acordo com ele, o varejo virtual representa uma nova forma de ganhar dinheiro. “Essa modalidade de venda é viável ao empreendedor”, afirma.

Ele explica que para apostar na ferramenta virtual é preciso adotar alguns critérios. “Vale usar sua bagagem cultural, procurar áreas de atuação que tenha intimidade e, ao navegar pela internet, perceberá que é possível encontrar todas as ferramentas necessárias para estruturar seu próprio negócio. Às vezes um hobby pode se transformar em uma atividade comercial. O consumidor está dizendo para o mercado que gosta de comprar pela internet”, alerta.

O fato é que as ferramentas estão disponíveis mesmo. A Maxihost nada mais é que um data center que conta com uma plataforma de comércio eletrônico totalmente estruturada. E a demanda é grande. A empresa, que em 2009 contava com cerca de 4 mil clientes, cresceu 40% este ano e trabalha com uma perspectiva positiva para os próximos quatro anos.

Taubaté Shopping promove cantata de Natal inédita no Vale do Paraíba

Inspirados em uma apresentação que ocorreu no exterior em meio à praça de alimentação de um shopping, a companhia A.M.A (Antioquia Ministrando Arte) terá a participação de atores, bailarinos e cantores, que irão se vestir e transitar como se fossem clientes do Taubaté Shopping, profissionais de limpeza e até seguranças, e que, de repente, começarão a apresentação. A ideia é que uma pessoa se levante e comece a cantar e, no decorrer da cantata, cerca de 40 pessoas que compõem o grupo, surgem de vários pontos diferentes e dão início ao espetáculo, que terá duração média de 4 minutos.

Nesta quarta-feira (15/12), às 20h00, na praça de alimentação, o Taubaté Shopping irá realizar a apresentação exclusiva do coral inusitado. O grupo, diferente das tradicionais cantatas de Natal, é dinâmico e tem como objetivo a união entre as pessoas.

O flash mob, como é conhecido, é um tipo de encenação que se destaca por ser apresentado de uma forma divertida e com a participação direta do público. Sem saber distinguir quem é integrante do coral e quem está na praça de alimentação, todos ficam surpresos e começam a participar da cantata de forma espontânea. A exibição produzida no exterior pode ser vista no vídeo pelo link: http://www.youtube.com/watch?v=SXh7JR9oKVE&feature=youtube_gdata_playe

Seletti encerra 2010 com chave de ouro

Há poucos dias do final do ano de 2010 já foi possível o Seletti – Culinária Saudável contabilizar os resultados conquistados ao longo do ano e receber a confirmação de que as expectativas projetadas foram totalmente alcançadas, com registro de faturamento na ordem de R$ 10 milhões.

De acordo com Luis Felipe Campos, idealizador e proprietário da rede, a previsão de receita para 2011 é de R$ 20 milhões e com 20 lojas em funcionamento. Neste ano a rede de fast food saudável Seletti fecha 2010 com 20 lojas, sendo dez unidades abertas e outras dez contratadas. Outros pontos já estão em negociação e fazem parte do projeto de expansão da empresa. A rede, focada em alimentação saudável, registrou crescimento de 100%, em comparação com o ano anterior.

O ano de 2010 foi marcado pela expansão da rede para outros estados com lojas próprias e as primeiras unidades de franquias. No último mês o Seletti inaugurou mais duas franquias da rede, localizadas nas cidades de Campinas, no interior paulista, e Belo Horizonte, somando a terceira unidade franqueada. Ainda em dezembro, a rede abrirá a segunda loja fora do estado de São Paulo. Desta vez o destino da bandeira Seletti será a cidade do Rio de Janeiro e a loja terá o Barra Shopping como endereço. Já para o primeiro trimestre de 2011 o Seletti abrirá unidades, através do sistema de franchising, nos shoppings paulistanos Eldorado, SP Market, além do Shopping Piracicaba, no interior do estado de São Paulo.

Para os próximos dois anos, Luis Felipe Campos, idealizador e diretor do Seletti, estima que a rede abra dez novas lojas por ano. “A meta é atingir 150 unidades Seletti no período de dez anos. Para o final de 2012 e inicio de 2013 acredito que estaremos ainda mais preparados e poderemos acelerar esse crescimento, com cerca de 15 novas lojas por ano”, afirma Campos, que adianta que o foco de expansão é levar o conceito da marca e seu cardápio variado e saboroso para outras regiões como o centro-oeste e nordeste do Brasil, além claro, de ampliar a atuação no sudeste. Luis Felipe Campos acredita que a comida saudável é uma tendência em todo o País e por isso enxerga que o Seletti tem condições de crescer em todas as regiões.

“Alimentação saudável não é modismo, mas sim uma tendência que veio para ficar e por isso temos condições para crescer em todo o Brasil”, acredita Campos. O mercado de alimentação saudável é promissor e cresce cerca de 20% ao ano. E é neste nicho que o Seletti – Culinária Saudável realiza expansão em ritmo acelerado. As pessoas buscam cada vez mais o bem-estar e isso inclui alimentação balanceada, que está inserida no grupo de economia do bem-estar. “É uma grande oportunidade de negócio, pois o mercado ainda é pouco explorado no Brasil”, avalia Campos.

O executivo conta que a entrada no franchising foi bastante estudada e a decisão final veio após o estudo minucioso do mercado e com a procura de investidores por abrir unidades do negócio.

Setor hoteleiro deve receber aporte de US$ 1 bi em dois anos

Estudo conduzido pelo time global da Ernst & Young com mais de 60 investidores internacionais, incluindo fundos de private equity, bancos de investimento e fundos especializados no segmento imobiliário mostrou que o Brasil deve receber recursos de US$ 1 bilhão no setor hoteleiro nos próximos dois anos, em função do bom momento econômico e das perspectivas de desenvolvimento dos negócios com a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

Segundo Rogério Basso, sócio-líder de transações para o setor imobiliário da Ernst & Young para a América Latina, os potenciais investidores planejam construção de hotéis e aquisição de redes já em operação, e há grande perspectiva para a implementação de empreendimentos de luxo. “Na América Latina, o Brasil tem, junto com o México, o maior volume de oportunidades potenciais, e o país tem um setor hoteleiro com recuperação robusta”, explica Basso.

O estudo ressalta uma relação das expectativas de investimentos com os dois eventos esportivos e também ao bom momento econômico. “Dois terços dos investidores estão com recursos comprometidos aos mercados emergentes, especialmente para o Brasil, nos próximos 24 meses. Trata-se de um volume substancial para o país, se levarmos em consideração que há uma década este era um destino considerado de alto risco, devido a instabilidade econômica, inflação, dívida e alta volatilidade da moeda”, disse o sócio da Ernst & Young.

A economia forte alavancada pela classe média e disponibilidade de crédito tem impulsionado também o mercado imobiliário brasileiro, incluindo tanto imóveis residenciais quanto comerciais e hotéis. O estudo revela que 50% dos investidores interessados no Brasil têm o setor hoteleiro como alvo principal.

Basso explicou que 60% dos investidores que estão entrando no mercado brasileiro têm buscado associação com parceiros locais por meio de joint-ventures. Entre os pesquisados, 85% se referem a fundos de investimento baseados nos EUA e 15% são fundos europeus. O estudo também demonstrou que a maioria dos investidores que pretendem destinar recursos ao segmento hoteleiro no Brasil busca alternativas para o alto custo de terrenos para a construção de novos hotéis, programando a implantação de empreendimentos de uso misto.

Investidores estrangeiros não aparentam estar interessados em construção ou aquisição de hotéis visando passar adiante seus negócios quando estiverem próximos os eventos esportivos. Quase 60% dos respondentes indicaram que pretendem manter seus negócios por seis anos ou mais.

A análise traz também a percepção sobre os tradicionais obstáculos do mercado brasileiro continuam. A alta carga tributária e a legislação trabalhista podem dificultar retorno dos investimentos, e embora a transparência no setor financeiro tenha crescido nos últimos anos, ainda permanece uma relativa falta de informações para investidores.

Basso alertou que apesar do quadro favorável no Brasil, há preocupações dos fundos quanto à dois aspectos relevantes. Apesar da estabilidade política e econômica, há entre alguns um temor quanto a uma desvalorização do real como ocorreu no início da década. Além disso, investidores apontaram a carência de infraestrutura no país, sobretudo relacionada a aeroportos e rodovias. Site: http://www.ey.com.br.