O volume de vendas das principais redes do varejo no país acumulou forte alta de 6,7% nos oito primeiros meses do ano em comparação com o ano passado. Segundo o Índice Antecedente de Vendas (IAV), apurado mensalmente pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), as grandes varejistas registraram vendas 3,9% maiores em agosto deste ano frente a igual mês de 2009 e a sondagem do IDV aponta para resultados mais expressivos até o fim do ano – elevação média de 7% entre setembro e novembro, na comparação anual.
“As condições estruturais deixam os varejistas muito confiantes. O desemprego está em patamares mínimos e os salários estão em alta. As classes emergentes vão aos supermercados, compram roupas e também materiais de construção”, afirma Fernando de Castro, conselheiro do IDV e também diretor corporativo do grupo Saint-Gobain, um dos 35 sócios do instituto.
Segundo o levantamento, os varejistas do segmento de bens não duráveis, como supermercados, estão menos otimistas que os empresários dos segmentos de semiduráveis, como livrarias e vestuário, e duráveis, como materiais de construção. Nos três meses entre setembro e novembro, a expectativa de vendas dos varejistas é de 5,2% para os que comercializam bens não duráveis, 9% para as empresas do setor de semiduráveis, e 13% para o segmento de bens duráveis. “O varejo está mais otimista, porque o consumidor também está”, diz Castro.
Entre janeiro e julho de 2010, os associados do IDV criaram quase dez mil empregos com carteira assinada, uma elevação de 5,5% em comparação a igual período do ano passado.

