Parte de pilotos e comissários da TAM, maior companhia aérea do país, iniciou operação-padrão, atrasando mais de 50% dos voos da empresa nos últimos três dias. Os funcionários estão cumprindo todos os procedimentos de trabalho, o que significa que eles têm se recusado a alterar escalas de trabalho, abrir mão de folgas legais ou exceder a jornada diária (09h30 em voo e 11h00 à disposição da empresa).
O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma não comandar a operação e justifica a operação como atos voluntários de tripulantes insatisfeitos com o excesso de trabalho. O ânimo entre trabalhadores e empresas se acirrou nas últimas semanas, quando fracassaram tentativas de negociação de reajuste salarial. A categoria reivindica aumento de 15%, mas as empresas oferecem 8%. As negociações devem ser retomadas dia 7.
A TAM informou que “opera em segurança e com respeito à Lei do Aeronauta e desconhece qualquer movimento como o relatado”. A empresa atribuiu os atrasos “a um conjunto de fatores”, mas cita apenas o “fechamento de aeroportos devido à meteorologia”.

