O número de planejadores financeiros com a certificação CFP (Certified Financial Planner), emitida pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), registrou aumento de quase 50% no ano passado.
De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), no final de 2011, 714 profissionais possuíam a CFP, 47% a mais do que os 485 profissionais certificados no final de 2010. No mundo, o número de planejadores financeiros pessoais com a certificação CFP registrou um crescimento de 4,5%, de 133,7 mi para 139,8 mil no ano passado.
Além do Brasil, países emergentes como Índia, China e Indonésia registraram crescimento bem acima da média. Isso porque o número de profissionais certificados é menor. A Índia aumentou sua marca em 22% (de 1,3 mil para 1,6 mil profissionais certificados), enquanto a China cresceu 20% (de 9 mil para 10,8 mil) e a Indonésia, 14% (de 703 para 802). “Nas economias emergentes, o conceito de planejamento financeiro pessoal começou a ganhar força nos últimos anos. A tendência é continuarmos vendo crescimentos percentuais expressivos nesses países, a medida em que a profissão se consolida e os investidores passam a entender a importância de administrar bem seu orçamento e saber investir”, afirma o presidente do IBCPF, Ulf Mannhardt.
De acordo com o especialista em finanças pessoais da MoneyFit, André Massaro, a função do planejador financeiro é ajudar o cliente a resolver situações pontuais (como negociar uma dívida ou planejar a aposentadoria) ou então fazer um planejamento financeiro completo, que pode envolver toda a família do indivíduo.
Massaro lembra que o planejador financeiro não pode exercer atividades reservadas aos profissionais registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a não ser que ele mesmo seja um deles. “O planejador financeiro pode, em muitos casos, trabalhar em conjunto com um consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira”, afirma.
De acordo com o especialista, a certificação emitida pelo IBCPF é uma boa garantia de que aquele profissional tem as qualificações necessárias para exercer a função. “A certificação não é obrigatória, mas, como o processo para obtê-la é bastante rigoroso, escolher um profissional certificado dá alguma segurança de que ele está alinhado com altos padrões técnicos e éticos”, aponta.

