Número de brasileiros que investem em fundos cresce quase 80% em cinco anos

O número de brasileiros das classes A, B e C que investem em fundos cresceu quase 80% nos últimos seis anos, de acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope Inteligência a pedido da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais). Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (18/05), em 2005, havia 2,4 milhões de brasileiros que investiam em fundos. Em 2010, esse número saltou para 4,3 milhões de pessoas, o que significa um crescimento de 79,17%.

Ainda de acordo com a pesquisa, a classe A foi a que registrou o maior crescimento entre as pessoas que aplicam em fundos de investimentos. Enquanto em 2005, 20% das pessoas pertencentes a esta classe possuíam algum fundo de investimento; em 2011, este número saltou para 31%.

Em segundo lugar, aparece a classe B. Há seis anos, 7% dos brasileiros que pertenciam a esta classe social investiam em fundos, número que subiu para 11% este ano. Já a classe C permaneceu estável: tanto em 2005 quanto agora, 2% dos investidores de fundos eram desta classe.

Entre as mulheres, o crescimento foi maior. Segundo a pesquisa, atualmente, 7,1% delas investem em fundos, 3,8 pontos percentuais acima do número apurado em 2005, quando 3,3% diziam ter fundos entre as aplicações. Já entre os homens, o crescimento foi menor. Enquanto em 2005 5,8% deles afirmavam que tinham algum valor aplicado em fundos de investimento, este ano o número passou para 7,8% (alta de 2 p.p.).

Ainda de acordo com a pesquisa, atualmente, 34% dos investidores de fundos possuem renda familiar mensal entre R$ 9,6 mil e R$ 19,2 mil. Em 2005, o número de investidores nesta faixa de renda era de 22%. Já aqueles com renda familiar entre R$ 4,8 mil e 9,6 mil diminuíram a participação nos fundos de investimentos, de 30% em 2005, para 22% este ano. Com 21%, aparecem os investidores com renda acima de R$ 19,2 mil.

Segundo o levantamento, 12% dos investidores possuem renda familiar entre R$ 1,2 mil e R$ 4,8 mil e apenas 2% têm renda de até R$ 1,2 mil. Ainda de acordo com os dados, a maioria dos investidores é casada (70%) e possui entre 30 e 49 anos (57%).