A nova pesquisa da consultoria Mercer mostra que os funcionários no Brasil estão satisfeitos com muitos aspectos de seu trabalho e carreira, mas comparando-se com a última edição da mesma pesquisa feita em 2004, estão menos comprometidos com suas empresas.
Realizada entre o quatro trimestre de 2010 e o segundo trimestre de 2011, com aproximadamente 30 mil empregados de 17 países, a Inside Employees Minds™ ouviu também as opiniões de cerca de 1,2 mil empregados brasileiros. Por outro lado, em 2004, 72% dos profissionais pretendiam deixar suas corporações. Em 2011 esse número passou para 56%, um número menor, mas ainda considerado elevado.
As organizações no Brasil cresceram economicamente, mas isso parece ser uma faca de dois gumes uma vez que o melhor ambiente econômico levou a uma maior rotatividade de pessoal em busca de salários mais altos. Por isso que, embora os empregados estejam satisfeitos com seus empregos atuais, seus gestores e sua remuneração, ainda assim, grande parte planeja deixar suas organizações.
Dados percentuais:
No Brasil 80% dos entrevistados estão satisfeitos com o emprego;
56% afirmaram a intenção de deixar as empresas nas quais trabalham no momento
Entre os que querem sair da empresa, 45% trabalham de um a quatro anos na organização; 40% têm entre 35 e 54 anos;
Na amostra, quem compõe os níveis administrativos e de alta administração, surpresa, tem ainda mais intenção de sair da empresa. O número sobre para 67%.
A pesquisa também confirma que o relacionamento interpessoal no emprego atualmente encontra-se em um ponto de inflexão crítico. Uma força de trabalho engajada é mais necessária do que nunca, mas, ao mesmo tempo, conseguir manter este comprometimento representa um grande desafio, para estabelecer um equilíbrio nestas relações. Apesar da propensão de deixar a empresa, quando perguntados sobre sua satisfação geral com suas organizações, os profissionais mais jovens registraram graus de satisfação maiores que os demais profissionais, na maioria dos países.
No Brasil, 82% dos empregados têm orgulho de trabalhar em sua organização entre aqueles que não consideram seriamente deixar sua empresa; e dos que pretendem deixar 73% tem orgulho de sua empresa. Interessante é que, para este mesmo grupo, o percentual aumenta quando a pergunta é se eles recomendariam sua organização para outros profissionais. Ficando em 84% e 79% respectivamente.
Nos últimos anos, as organizações no Brasil ampliaram substancialmente suas ofertas de desenvolvimento de carreira aos empregados e essas iniciativas ficam evidentes no aumento da pontuação nas questões relacionadas a este item. Entretanto, com a redução no comprometimento e o aumento na rotatividade, pode haver espaço para outras melhorias porque os empregados dizem se preocupar imensamente com as oportunidades de carreira.
Fica clara essa preocupação ao se analisar os dez valores principais para o empregado quando pensa em seu atual trabalho. Entre os três primeiros itens estão: avanço na carreira, remuneração básica e oportunidade de treinamento. Os dez itens em ordem de valor são:
Oportunidades de carreira
Remuneração fixa
Oportunidades de treinamento
Trabalhar para uma organização respeitável
Tipo de trabalho realizado
Bônus e outros incentivos
Plano de saúde privado
Plano de pensão para aposentadoria
Reembolso educacional
Programas de qualidade de vida