Deltaexpresso abre loja no North Shopping Caruaru

Os moradores de Caruaru (PE) terão um motivo a mais para dar aquela pausa para o cafezinho a partir da primeira quinzena de outubro, quando será aberta a primeira operação da Deltaexpresso da Capital do Agreste. A loja funcionará no North Shopping Caruaru e irá exibir o novo conceito da marca, o de uma coffee convenience store. Ou seja, um ambiente no qual é possível degustar o cardápio Deltaexpresso, saborear os blends Delta Cafés e comprar produtos como acessórios, máquinas e toda a linha Delta Q para se deleitar em casa.

Criada em 2004, a rede Deltaexpresso foi consagrada por três anos seguidos com o prêmio de Melhor Café da Cidade pela revista Veja. As lojas dispõem de blends exclusivos, elaborados a partir de grãos brasileiros e de países como Jamaica, Quênia e Tanzânia.

Fiado dá lugar ao cartão em mercados

O velho hábito de comprar fiado está sendo substituído na periferia das capitais nordestinas pelo uso do cartão de crédito. Instituições financeiras da região criaram cartões “private label” (de marca própria) que estão sendo usados em pequenos mercados e em mercearias da região.

O público-alvo são pessoas de baixa renda, sem conta em banco ou sem cartões de grandes bandeiras. O Banco Gerador, o único privado com atuação nacional sediado no Nordeste, lançou em junho o cartão Banorte. A emissão é gratuita e não há cobrança de anuidade. Desde julho, ele é testado em três mercados da região metropolitana de Recife, onde dois terços dos clientes não tinham cartões de grandes bandeiras. “Nossa meta é atingir 4 mil mercados e mercearias em três anos”, afirma Pedro Dalla, presidente do Banco Gerador.

A estratégia é levar o cartão Banorte a comércios de loja única, que não integram redes, localizados no interior dos Estados ou na periferia das capitais e com faturamento anual entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. “As empresas precisam de capital para repor seus estoques e aproveitar o forte crescimento econômico do Nordeste. Quando o lojista vende fiado, fica sufocado. Com o cartão, ele pode antecipar o recebimento”, observa Dalla.

José Batista da Silva, dono do mercado Boa Opção, em Jaboatão dos Guararapes (PE), na região metropolitana de Recife, aderiu ao Banorte com a expectativa de fidelizar a clientela. Ele espera elevar em 20% seu faturamento de R$ 1,4 milhão por ano. Outra vantagem, diz Silva, é que não será mais preciso cobrar dívida de porta em porta. Dos cerca de 800 clientes, até agora 220 fizeram o cartão, usado em 6% das vendas do mercado.

Cliente do Boa Opção há seis anos, a dona de casa Josicleide Campos usa desde junho o cartão Banorte do marido, Uiraquitan Xavier, para pagar as compras. O limite é de R$ 200, um terço da renda da família. Ela já pagou três faturas, em dia e no próprio mercado. “O cartão facilita bastante. Nem sempre eu tinha dinheiro para comprar. Quero fazer o Hypercard, que é aceito em todas as lojas”, diz ela.

Há seis anos, o grupo Oboé emite o Oboé Card, usado em 46 mercados da periferia de Fortaleza e em 18 da de São Luís do Maranhão. O número de cartões deve passar de 160 mil hoje para 210 mil em 2011. Até 2012, a meta é levar o cartão para Salvador, Recife e Natal.

De cada quatro carros importados no Brasil, um é coreano

Os carros asiáticos caíram no gosto do brasileiro e de quatro modelos importados, pelo menos um é coreano. Segundo dados da Anfavea (associação das montadoras), a parcela dos países sul-americanos encolheu de 65,2% (2007) para 52,3% no montante de importações de veículos, considerando os oito primeiros meses do ano. Por outro lado, a fatia dos produtos asiáticos expandiu de 10,4% para 24,5%, principalmente por conta de duas marcas sul-coreanas Hyundai e Kia.

A participação dos chineses também vem crescendo: nos últimos três anos, passou de 0,5% para 2,7%. E na semana retrasada, a Chery Automobile, maior montadora independente da China, anunciou a assinatura de um acordo com o governo paulista para a instalação de uma fábrica orçada em US$ 400 milhões.

Após sucesso de BlackBerry, RIM apresenta concorrente do iPad

A companhia Research In Motion (RIM), fabricante do telefone BlackBerry, realiza hoje (27/09) sua conferência anual para desenvolvedores, com a expectativa de que apresentará seu “tablet” para competir com o iPad da Apple. Apesar da empresa ainda não ter confirmado, a imprensa especializada já adiantou que a RIM poderia lançar um modelo similar ao iPad, embora menor, que poderia se chamar BlackPad.

Segundo “The Wall Street Journal”, o novo produto da RIM teria sete polegadas, menor que o iPad, e com câmara incorporada, algo do que carece o atual produto da Apple. Acredita-se que o “tablet” da RIM terá acesso a internet através da rede WiFi, ou conectando o aparelho ao BlackBerry através do bluetooth.

Com este novo produto, a RIM entra totalmente em um dos mercados de maior crescimento do momento, o dos computadores de mão, após haver colocado no mercado 50 milhões de telefones BlackBerry O jornal canadense “The Globe and Mail”, citando fontes ligadas à companhia, disse por sua vez que a RIM poderia estar preparando não um, mas dois “tablets”, de sete polegadas e outro maior, de dez polegadas, para competir com o iPad que tem uma tela de 11 polegadas. “The Wall Street Journal” também indicou que o BlackPad utilizará um novo sistema operacional em vez do BlackBerry 6 que equipam os últimos modelos de telefones celulares da empresa.

O tamanho do BlackPad será similar ao do terceiro concorrente em disputa do iPAd, o Galaxy Tab, que o gigante sul-coreano Samsung lançará em novembro, e que já foi apresentado.

Novidades na Zona Sul de Porto Alegre

O Shopping Paseo Zona Sul abre suas portas para o público nesta quinta-feira, e leva a assinatura da Sceno Environmental Graphic Design em sua sinalização. O shopping será o primeiro da capital gaúcha a possuir o conceito Lifestyle Center. A sinalização do shopping, do Paseo Office e do estacionamento foi projetada pela Sceno de forma a aproximar a linguagem arquitetônica do empreendimento com a sua comunicação visual.

Com 50 lojas, 40 salas comerciais e estacionamento para 170 carros, o Paseo Zona Sul foi inspirado nos charmosos comércios de rua da Europa. Para criar placas informativas e sofisticadas, a Sceno usou materiais nobres que lembram madeira e ficam em harmonia com a sensação de diversidade, liberdade e tranquilidade proporcionados por um shopping a céu aberto. A Sceno também projetou a arquitetura e a comunicação visual do OAK´s Califórnia Burritos, que vai inaugurar seu primeiro ponto-de-venda no Estado no Paseo Zona Sul.

Quem também marcou presença no empreendimento foi a Planobase Lubianca, que se responsabilizou por cinco das 31 operações do shopping: Divina Brasa Steak House, Boteco Natalício, Óptica Foernges, Definitá Clínica Estética e DNA Natural. A Planobase Lubianca é fruto da fusão de duas empresas no Rio Grande do Sul, a Planobase Branding com Design, referência em design de identidade visual, e a Lubianca Arquitetura, que há 30 anos desenvolve arquitetura de varejo e restaurantes com projetos diferenciados.

Redes de alimentos puxam setor de franquias no Brasil

O mercado de franquias passou ileso pela crise e segue em forte expansão no país, especialmente as redes ligadas a alimentos. O aumento da massa salarial e a ascensão da classe C vêm proporcionando crescimento acelerado, que chega a avançar acima de 30% em um ano.

A projeção é que as franquias tenham faturamento recorde neste ano, em torno de R$ 75 bilhões. Acessórios pessoais, vestuário e alimentos devem continuar apresentando os maiores aumentos, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising). “A crise, de certa forma, beneficiou o mercado de franquias. As empresas tiveram que adotar alternativas, voltar-se para canais eficientes. E o varejo sentiu menos os efeitos da crise”, afirma Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF.

Atualmente, pouco mais de 1,7 mil marcas utilizam o sistema de franquia. No ano passado, 240 empresas aderiram, e, em 2010, estima-se que mais 150 adotem o sistema. Segundo a ABF, o Brasil é o quinto maior mercado de franquias no mundo.

Uma das franquias que surfaram bem pelo mar revolto da crise foi a fluminense MegaMatte, que segue a linha de produtos naturais. Em 2009, o número de lojas da rede cresceu 30% em relação a 2008. No final deste ano, serão 80 ao todo, 54% a mais do que as 52 unidades de dezembro de 2009. Inaugurada em 1994, a MegaMatte passou a abrir franquias em 2005. Vanessa Medeiros, gerente de comunicação, explica que a estratégia prevê foco no Sudeste, especialmente em São Paulo.

Baseada especialmente no Rio, onde estão 59 das 66 lojas, a rede chegou a São Paulo no ano passado e terá, até o final deste ano, oito unidades. Será aberta também uma loja em Salvador. Para investir na MegaMatte, é preciso ter de R$ 130 mil a R$ 250 mil. A expectativa é de faturamento mensal de R$ 60 mil.

Outra franquia emergente no ramo de alimentação é a Yogoberry, especializada na fabricação de frozen yogurt. Inaugurada em 2007, trouxe como novidade os produtos que lembram sorvetes e têm menos calorias, desde que o consumidor resista à tentação de incrementá-los com as várias coberturas e guloseimas oferecidas.

A rede já tem 60 lojas franqueadas e duas próprias, espalhadas por dez Estados. Nesta semana, inaugura a segunda loja no Nordeste, em Fortaleza; a outra unidade fica em São Luís (MA). O diretor de expansão da Yogoberry, Marcelo Bai, lembra que a ideia inicial era ter apenas lojas próprias. Mas a multiplicação do negócio acirrou a concorrência e alterou a estratégia da empresa.

A rede também surgiu no Rio de Janeiro e chegou a São Paulo no ano passado. No mercado paulista, já conta com 20 lojas. O investimento para abrir uma loja da Yogoberry chega a R$ 300 mil, e o faturamento estimado é de R$ 90 mil mensais. “Naturalmente, o maior espaço para crescer será em São Paulo, temos muito espaço lá, ainda estamos começando”, ressalta Bai.

Quase 11% de brasileiros ocupados buscam emprego melhor

Dez milhões de brasileiros que tinham emprego em 2009 estavam em busca de um trabalho melhor. Esse número é recorde em termos absolutos e equivalia a 10,8% do total da população ocupada no ano passado, o maior percentual também já registrado.

Desde 2007, esse batalhão de ocupados dedicados a encontrar outro trabalho tem ultrapassado o total dos próprios desempregados à procura de uma vaga. Em 2001, início da série histórica, eram 7,86 milhões de desempregados e 6,45 milhões de ocupados buscando um trabalho. No ano passado, a relação era de 8,42 milhões de desocupados para 10 milhões de empregados.

Essa mudança estrutural no mercado de trabalho se reflete em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, levantados pela Folha. Segundo analistas, a tendência é explicada principalmente pelo forte aquecimento do mercado de trabalho nos últimos anos. “Com o mercado de trabalho mais aquecido, as pessoas estão mais motivadas a procurar emprego, mesmo já tendo um”, diz Sérgio Mendonça, economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Naercio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, diz que a busca por emprego, mesmo entre a população ocupada, está crescendo na esteira do aumento da taxa de contratações na economia. Possibilidade de deixar a informalidade e de ganhar um salário mais alto são outros fatores citados por analistas para explicar o boom de trabalhadores ocupados em busca de outra vaga.

O estoque de vagas formais na economia alcançou 41,2 milhões em 2009, eram 26,2 milhões em 2000. Segundo dados da Pnad, o rendimento médio real (descontada a inflação) da população ocupada cresce há cinco anos no Brasil. “As pessoas comparam seus salários com oportunidades que estão surgindo e oferecem rendimento mais alto”, afirma Menezes.

Mesmo em 2009, ano em que a crise financeira sacudiu o mundo e fez a economia brasileira ter uma leve contração, o número de trabalhadores ocupados em busca de outro emprego deu um salto de 21,4% em relação a 2008. Esse foi o maior aumento percentual anual registrado desde 2001.

Para Cimar Azeredo, do IBGE, a maior busca por emprego no ano passado pode ter sido motivada justamente pela crise. “Trabalhadores que se sentiam inseguros em relação à estabilidade de seus empregos podiam estar à procura de uma posição mais segura”, afirmou Azeredo.

Mendonça e Menezes têm, no entanto, outra opinião. Os dados da Pnad são levantados em setembro de cada ano. Para os dois economistas, em setembro de 2009, o pior da crise já havia ficado para trás. Portanto, os trabalhadores ocupados em busca de outro emprego estariam mais movidos pelo otimismo de conseguir uma colocação melhor do que pelo medo de ficar sem vaga.

Há consenso, no entanto, de que, com a forte recuperação da economia e do mercado de trabalho em 2010, que deve se sustentar ainda que em ritmo mais lento no próximo ano, a busca por emprego deverá continuar aquecida.

Novos shoppings vão atrair R$ 260 milhões para São José do Rio Preto

Dois novos shoppings vão gerar pelo menos R$ 260 milhões em investimentos para São José do Rio Preto, no interior paulista, nos próximos três anos. Serão R$ 200 milhões investidos no Shopping Iguatemi, que será construído na zona sul, e outros R$ 60 milhões no Cidade Norte, que começou a ser construído na última quarta-feira (22/09) na zona norte do município.

O presidente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, Carlos Jereissatti, fez na última quinta-feira (23/09) o anuncio oficial do empreendimento na Prefeitura de Rio Preto. Além da construção de um prédio avaliado R$ 135,1 milhões, a empresa vai investir em paisagismo e na infraestrutura do entorno do shopping, como a construção de vias de acesso. O total deve ultrapassar R$ 200 milhões. “O mercado de Rio Preto e região tem público para suprir a capacidade do shopping”, disse Jereissati. Será o 11º shopping paulista da rede Iguatemi e o quarto no Interior.

Direcionado a consumidores das classes A e B, o shopping vai contar com pelo menos 30% de lojas exclusivas. “São marcas que ainda não atuam na região”, disse Jereissati. A expectativa é de que o centro de compras gere pelo menos 3,5 mil empregos entre diretos e indiretos.

A Lumine, administradora paulistana de shoppings, iniciou também na quinta-feira passada as obras do Cidade Norte, shopping que vai atender os consumidores da região norte de Rio Preto. O centro de compras vai ocupar 20,6 mil m² em uma área de 70,1 mil m² no cruzamento das avenidas Alfredo Antônio de Oliveira e Antônio Antunes Júnior, no Jardim Planalto. Serão quatro salas de cinema, 110 lojas, praça de alimentação com 14 lojas, entre restaurantes e fast food, além de um hipermercado. O Cidade Norte vai contar ainda com duas lojas âncoras (maiores) e 750 vagas de estacionamento.

De acordo com a assessoria da Lumine, as reservas de lojas já estão sendo registradas na sede do grupo Fanata Empreendimentos Imobiliários de Rio Preto. A obra vai custar R$ 60 milhões.

Consumidor final ganha força em lojas de atacado

A transformação das lojas de atacado em braços de varejo fez a modalidade ganhar espaço nas compras de consumidores finais. Segundo o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda, esses clientes já representam cerca de 60% das pessoas que vão às lojas de atacado. “A gente percebe que eles não têm mais o foco no transformador (pequeno comerciante)”, aponta Honda.

O maior atrativo para a compra no atacado de autosserviço, também chamado de atacarejo, é o preço. Os produtos atingem valores até 30% menores do que custariam no varejo. A competitividade é resultado de lojas mais simples, com menos serviços e atendimento, além de variedade de produtos, um atacarejo tem 9 mil itens, ante os 50 mil de um varejo. “Muitos clientes de varejo estão buscando nossas lojas de atacado”, afirma o diretor da bandeira Assaí, do Grupo Pão de Açúcar, Maurício Cerrutti, em que os clientes de varejo já representam 70% do total.

As vendas para pessoa física surgiram como uma demanda natural de pasteleiros e donos de pequenos negócios, que começaram a pedir produtos avulsos para a casa enquanto repunham o estoque para o comércio.

As lojas perceberam o potencial e adaptaram o ambiente para receber os clientes individuais, com maior exposição de produtos avulsos, adoção de um preço para venda unitária e a liberação a consumidores sem cadastro.

O modelo de atacarejo virou prioridade para as grandes redes do varejo e passou a receber a maior fatia de investimentos. Em três anos, o Carrefour abriu 41 unidades do Atacadão, o Walmart expandiu em 40 lojas a bandeira Maxxi, e o Pão de Açúcar inaugurou 33 endereços do Assaí. Com forte crescimento orgânico, as bandeiras ajudam a engordar o faturamento dos grupos. O Assaí subiu de 1,3% das vendas do grupo em 2007 para 8,4% (R$ 2,2 bilhões) em 2009.

O Atacadão recebeu destaque no resultado financeiro global do grupo Carrefour por conta da crescente contribuição à receita de vendas no Brasil. “Fizemos uma pesquisa anos atrás e vimos que o segmento de atacado cresce mais do que o varejo. O atacarejo vai ganhar representatividade nesse sentido [faturamento]”, sugere Cerrutti, do Assaí.