Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil

A Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil, mas ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a Livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico, e é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle (AZW e AZW1).

A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. “Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas.

Ranking com seis capitais mostra Fortaleza com melhor banda larga

Um estudo realizado pela empresa americana de tecnologia Cisco, pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e pela de Oviedo, na Espanha, revela que Fortaleza é, entre seis capitais brasileiras pesquisadas, a que tem a melhor internet de banda larga. Em seguida, vêm Brasília, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. A eficiência do serviço nas outras capitais não foi aferida.

Divulgado nesta segunda-feira (18/10), o estudo mediu a qualidade da banda larga em 239 cidades de 72 países, que também foram avaliados de acordo com a penetração do serviço. Para aferir a qualidade, a pesquisa levou em conta as velocidades de download e upload de arquivos e o tempo de latência, ou seja, de transmissão e recepção de sinais (na prática, o tempo entre dizer algo e ser ouvido por outra pessoa numa conversa pela internet, por exemplo).

No ranking geral, o Brasil ficou na 42ª posição, caindo sete posições em relação a um mesmo estudo, feito em 2008. Na ocasião, porém, havia 13 nações a menos na lista. Líder do ranking no último estudo, a Coreia do Sul manteve a posição e aumentou a vantagem em relação aos demais países. Atrás dela vêm Hong Kong, Japão, Islândia, Suíça, Luxemburgo e Cingapura. Entre os países onde a penetração da banda larga mais aumentou se destacaram Emirados Árabes Unidos, Malta, Chipre, Irlanda e Grécia.

Segundo Fernando Gil de Bernabé, diretor-sênior da Cisco, a pesquisa mostrou que 21% dos lares brasileiros têm banda larga. Em 2008, eram 16%. Ele diz que, apesar do progresso, que segue a média dos outros países, o Brasil não deu um grande salto no número de pessoas com acesso a serviços de banda larga, como aconteceu nações do Oriente Médio, nem na qualidade do serviço.

O Brasil tampouco está no grupo nos 14 países que, de acordo com a pesquisa, estão preparados para aplicativos que necessitarão de uma banda larga de maior qualidade nos próximos cinco anos.

O estudo prevê que, nesse período, e-mails, redes sociais, sites de vídeos e programas de conversa exigirão maior velocidade na recepção e transmissão de dados. Na pesquisa feita em 2008, somente o Japão estava preparado para os avanços que ocorreriam nos anos seguintes. Associando o desempenho dos países aos seus níveis de desenvolvimento econômico, o estudo diz que os investimentos em banda larga se refletem em maior competitividade e inovação.

A pesquisa também cita países do leste europeu (entre os quais Bulgária, Hungria, Romênia e República Tcheca), destacando que, ao concentrar seus investimentos na instalação de redes de cabos e fibra óptica em suas principais cidades, ultrapassaram países mais ricos no quesito qualidade da banda larga. Isso porque, nas nações desenvolvidas, a política mais comum tem sido aumentar o número de usuários do serviço, ampliando sistemas mais antigos e menos eficientes, como o DSL.

A pesquisa ainda aponta que 10% das pessoas com acesso à banda larga pelo celular já obtêm qualidade semelhante à de redes fixas, um avanço significativo em relação às últimas pesquisas. Nesse campo, a Suécia, a Dinamarca, os Estados Unidos e a Espanha tiveram os melhores desempenhos.

Lojas que comercializam produtos sazonais exigem maior planejamento

Na área comercial de muitas cidades é comum se deparar com lojas que vendem produtos para determinadas épocas do ano. Esse é um segmento que vem crescendo no mercado, graças ao planejamento e à organização, que são feitos antes de se abrir um negócio desse tipo, já que ele exige mais cuidado do que outros segmentos do varejo.

As lojas temáticas que trabalham com mercadorias de acordo com as datas comemorativas têm picos muitos altos de vendas próximos às festividades previstas no calendário, mas também há períodos de baixa significativa. Segundo a vice-presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), Tânia Fukusen, esse é um dos motivos pelo qual um negócio dessa modalidade deve ser bem planejado.

Tânia explica que o segmento deu certo porque todas as possibilidades são previstas de forma antecipada, principalmente as questões de fluxo de caixa: “Esse item é fundamental e deve ser bem organizado, porque na época em que as vendas são boas, o caixa deve ser administrado de forma a se pensar na baixa”. Outro ponto analisado por Tânia são os produtos escolhidos para ficar em exposição fora das épocas festivas. As compras das mercadorias que atendam a determinado dia comemorativo também devem ser controladas para que não haja sobra. “O estoque tem de ter um controle rigoroso para que a mercadoria não fique encalhada”, avalia.

Em Mogi existem muitas lojas que são focadas nesse segmento. Tânia revela que os comerciantes, apesar da atuação segmentada, conseguem se adequar e vender bem o ano todo: “Um exemplo são as lojas de biquíni, que durante o inverno vendem agasalhos, ou as de fantasia, que atendem às festas do calendário, e ao mesmo tempo, têm itens para outros tipos de eventos”.

Para quem deseja investir nesse tipo de loja deve seguir algumas regras, que irão determinar o sucesso do negócio. Tânia ressalta que, em primeiro lugar, vem o planejamento, seguido de uma programação que orienta quais datas comemorativas ou segmento a loja vai atender. Depois é essencial fazer um estudo do mercado, que vai mostrar o que ele exige e, por fim, ver quais os produtos alternativos que vão garantir os lucros, independentemente da época.

Inflação na cidade de São Paulo acentua-se e vai a 0,96% na segunda prévia

A inflação na cidade de São Paulo avançou para 0,96% na segunda prévia do mês, puxada, principalmente, pelos custos maiores dos alimentos. Os dados fazem parte do levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado nesta terça-feira (19/10). Na abertura do mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,76%.

Das sete classes de despesas analisadas, Alimentação passou de 2,24% de alta na leitura inicial do mês para 2,79% na medição seguinte. Os demais grupos investigados pela Fipe também registraram movimento de aceleração, como Habitação (0,40% para 0,44%), Transporte (0,24% para 0,51%), Saúde (0,19% para 0,30%) e Vestuário (0,31% para 0,42%).

Na mesma trajetória, mas com variação menos pronunciada, apareceram Despesas Pessoais, que foram de 0,44% para 0,46% de elevação, e Educação, que partiu de 0,06% para 0,07%

Grand Plaza Shopping em campanha de prevenção contra o câncer de mama

O Grand Plaza Shopping, em Santo André, no ABC paulista, promove até 22 de outubro, a Campanha de Prevenção do Câncer de Mama, em parceria com a Associação Viva Melhor. À disposição do público, uma equipe de voluntárias da Viva Melhor, juntamente com uma médica mastologista do Hospital Mário Covas, de Santo André, esclarecerão dúvidas sobre a prevenção do câncer de mama, além de distribuir folhetos com informações sobre o auto-exame de mama e os serviços de apoio que a instituição oferece.

“Nessa campanha, orientamos e apoiamos as mulheres que tem dúvidas ou que sofrem com a doença, além de conscientizá-las sobre a importância de fazer o auto-exame”, diz Terezinha Pontes, idealizadora e voluntária do projeto. “Já realizamos esse trabalho no Grand Plaza outras vezes e muitas mulheres foram beneficiadas. Por isso, dar continuidade a essa parceria é ajudá-las a se prevenir e reerguer emocionalmente”, diz Terezinha.

O auto-exame de mama é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma para verificar a espessura dos seios e a presença de nódulos, protuberância ou ondulações na mama.

A Associação Viva Melhor é uma instituição sem fins lucrativos e com finalidade assistencial e preventiva que desenvolve trabalhos de reabilitação emocional, física e estética voltados para mulheres atingidas pelo câncer de mama. Com sede em Santo André, a associação é mantida por doações e oferece, gratuitamente, às mulheres doentes, próteses mamárias, perucas, orientação, entre outros serviços.

O câncer de mama é uma doença que atinge, sobretudo, mulheres acima dos 35 anos de idade e pode ser detectado precocemente. Segundo pesquisa bienal da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC)/OMS, afetou 1,29 milhões de mulheres no mundo todo. Além da mamografia, sua descoberta pode ser feita por meio do auto-exame.

Vendas de imóveis residenciais novos em SP cedem 48,4% em agosto

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo recuaram 48,4% em agosto sobre o mês anterior, totalizando 1.638 unidades, informou nesta terça-feira (19/10) o sindicato que representa o setor imobiliário na capital paulista, Secovi-SP.

Entre os aspectos negativos que influenciaram os resultados em agosto, o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, destaca os entraves para viabilização de projetos, o que levou a uma redução da participação da cidade de São Paulo no total de lançamentos de imóveis para 34,1% do total. “Vale lembrar que a capital representava fatia superior a 83% no início de 2004”, afirmou Petrucci em nota. Já no acumulado do ano, as vendas somam 21.820 unidades, número 8,9% superior ao comercializado no mesmo período em 2009. Em termos financeiros, as vendas de janeiro a agosto alcançaram R$ 8,3 bilhões, o que significa alta de 29,2% sobre o mesmo intervalo em 2009.

A velocidade de vendas, medida pela relação de imóveis comercializados sobre aqueles ofertados, também diminuiu no oitavo mês do ano para 17,4%, ante 28,6% em julho. No ano, contudo, a velocidade de vendas está em 21,9%, superior aos 14,3% vistos nos oito primeiros meses de 2009. Em agosto, os imóveis com dois dormitórios lideraram as vendas, respondendo por 49,1% do total, seguidos por aqueles com três dormitórios, que responderam por 26,6% do total vendido.

A desaceleração também foi vista entre os lançamentos, que tiveram queda de 36,8% em agosto na comparação com julho, atingindo 1.633 unidades. Nos oito meses até agosto, foram lançadas 17.781 unidades residenciais, alta de 25,5% sobre um ano antes.

Riopreto Shopping Fashion apresenta tendências e novidades da primavera/verão

As tendências e novidades da Primavera/Verão 2011 serão apresentadas em grande estilo pelo Riopreto Shopping, em São José do Rio Preto, no interior paulista, que promove de 20 e 23 de outubro o Riopreto Shopping Fashion, evento que coloca a moda em evidência por meio de desfiles, palestras, oficinas, worshops e exposições.

A coordenação geral é do departamento de marketing do Riopreto Shopping. A organização dos desfiles está a cargo de Paula Giarola Ramos, da Allure Models, de Rio Preto, e a produção de moda é de Kurlan Rogo, de Campinas. O evento tem como patrocinador master a Claro. A programação de palestras e oficinas está a cargo do Senac São José do Rio Preto, que também conta com alunos dos cursos técnico em estilismo e coordenação de moda, produção de moda e de maquiagem ajudando na produção dos desfiles.

Do projeto arquitetônico às atrações, o evento coloca em pauta a diversidade da moda. O objetivo é mostrar que só está na moda hoje quem consegue enxergar na diversidade as possibilidades de se encaixar no seu próprio estilo. O tema central do Riopreto Shopping Fashion está presente em cada detalhe da ambientação do evento, assinada pelo party designer Roni Vieira.

Inspirado em referências de grandes nomes da arquitetura e da arte contemporânea, ele concebeu uma cenografia que remete à realização de um desfile dentro de uma grande maison. “O espaço do evento será composto de pequenos lounges, cuja decoração traz elementos clássicos e contemporâneos. Em um desses ambientes, por exemplo, teremos poltronas Luis XV e Luiz Felipe em cores bastante vibrantes. A cenografia é bastante exuberante, mas sem rebuscamentos, apresentando linhas bastante definidas e explorando o tema diversidade de inúmeras formas”, destaca.

A busca pelo movimento é outro elemento presente na decoração do Riopreto Shopping Fashion. Segundo Roni Vieira, essa é uma tendência de vanguarda em eventos do interior. “Inúmeros detalhe da ambientação oferecem possibilidades de movimentação. As paredes e colunas, por exemplo, serão vazadas e repletas de efeitos de luz de led. Os lustres poderão descer até o chão para dar um toque especial a algum desfile e haverá pequenos palcos onde os modelos poderão girar em 360 graus.”

Show de samba no West Shopping

A praça de alimentação do West Shopping, no Rio de Janeiro, recebe nesta quarta (20/10), o show do cantor Roberto Chama. O artista sobe o palco do mall de Campo Grande para apresentar seus sucessos, além de clássicos de compositores consagrados como Noel Rosa, Cartola, Beth Carvalho e Jorge Aragão.

O show faz parte do projeto Passarela Musical, que reúne grandes nomes da MPB, samba e choro durante todas as terças e quartas do mês.

Meirelles diz que governo está atento à valorização do real

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (18/10) que o governo tem acompanhado com atenção o fluxo cambial e afirmou que, sempre que necessário, tomará medidas para evitar danos à economia brasileira. “O risco seria grande se não existisse uma ação prudencial a respeito”, disse Meirelles logo após participar de encontro da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), em um hotel da zona sul de São Paulo.

“Compete às autoridades de cada país prevenir a formação de bolhas (de ativos)”, ponderou Meirelles, referindo-se aos efeitos da política norte-americana de manutenção de juros em baixa, o que tem provocado maior ingresso de dólares com o movimento de investidores estrangeiros no mercado financeiro brasileiro.

Uma das ações citadas por ele é o enxugamento da liquidez, que tem levado ao acúmulo de reservas internacionais, que já atingem US$ 280,096 bilhões. Ele lembrou que o ganho obtido pelo Brasil no período da crise financeira de 2008 ultrapassou o custo de carregamento das reservas. No início do mês, o governo também reforçou a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como forma de evitar a entrada excessiva de dólares. O presidente do BC observou que essa não é uma preocupação exclusiva do Brasil. A desvalorização do dólar também preocupa outros países emergentes e até nações ricas como a Suíça e o Japão.

Meirelles reiterou a importância de um acordo multilateral para que haja maior garantia contra situações de crise que possam implicar em riscos sistêmicos, mas disse que “isso será discutido no devido tempo”.