Governo amplia rigor para transferência de pontos em CNH

Com a alegação de que é preciso fechar o cerco contra as fraudes da transferência de pontos de multas na carteira de motorista, o Denatran baixou normas mais rigorosas, que entrarão em vigor em outubro de 2011. A principal mudança é a obrigatoriedade de reconhecimento em cartório de documentos nos pedidos de transferência, feitos quando o infrator não é o dono do carro. Hoje, basta preencher declaração assinada para que a pontuação seja assumida por outra pessoa que diz que estava dirigindo o veículo na hora da infração.

Há, porém, casos de fraude com uso de carteira de pessoas mortas ou de pessoas que esquecem documentos em locadoras, por exemplo, e herdam as multas sem ficar sabendo. No Brasil, ao somar 20 pontos, o motorista perde a carteira. Quando a autenticação não for possível, é necessária a presença das duas pessoas envolvidas no órgão de trânsito, Detrans, Ciretrans, etc, para que o recurso seja encaminhado e aceito.

Nível das escolas no Brasil passa “de desastroso a muito ruim”, diz Economist

Brasil ficou em 53º lugar entre 65 países no último ranking do Pisa Em edição publicada nesta quinta-feira (09/12), a revista britânica The Economist diz que dados recém-divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a educação brasileira teve “ganhos sólidos” na última década. Ainda assim, a revista afirma que “o progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim”.

A Economist se referia à divulgação, na última terça-feira (07/12), do 4º Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mediu o nível da educação em 65 países. O Brasil ficou na 53º colocação, tendo obtido 412 pontos em leitura, 386 em matemática e 405 pontos em ciência. O desempenho do país em cada uma das três áreas foi, em média, 20 pontos superior ao registrado no último teste, em 2006. O resultado fez com que a OCDE considerasse que o caso brasileiro revelava “lições encorajadoras”.

Em entrevista à Economist, a pesquisadora Barbara Bruns, do Banco Mundial, cita entre os motivos para a melhoria o sistema brasileiro de avaliação escolar, criado há 15 anos. “De um ponto de partida em que não havia nenhuma informação sobre o aprendizado do estudante, as duas (últimas) presidências construíram um dos sistemas de medição de resultados educacionais mais impressionantes do mundo”, disse ela.

Apesar do avanço, a revista diz que dois terços dos jovens de 15 anos são incapazes de fazer qualquer coisa além de aritmética básica. “Mesmo escolas privadas e pagas são medíocres. Seus pupilos vêm das casas mais ricas, mas eles se tornam jovens de 15 anos que não se saem melhor que um adolescente médio da OCDE”, afirma a publicação.

Segundo a Economist, uma das razões para a má qualidade do ensino é o desperdício de dinheiro. “Como os professores se aposentam com salários integrais após 25 anos para mulheres e 30 para homens, até a metade dos orçamentos da escola vai para as aposentadorias”, diz a revista.

A publicação afirma ainda que, exceto em poucos locais, professores podem faltar em 40 dos 200 dias escolares sem ter o salário descontado. A Economist diz que o país estabeleceu a meta de alcançar a média da OCDE na próxima década, mas alerta que, “no ritmo atual, chegará só até a metade do caminho”.

A solução, aponta a revista, é propagar iniciativas como a da cidade do Rio (que combate a falta de professores dando pagando bônus às escolas que atingirem metas) e a do Estado de São Paulo (que criou plano de carreira a professores que vão bem em testes de conhecimento). “Se o Brasil alcançar a nota, será porque conseguiu espalhar essas práticas inovadoras por todos os cantos”, conclui a revista.

Cem dias pra pagar no Cartão Marisa e Marisa Itaucard

No mês do Natal, a rede de moda feminina Marisa dá uma forcinha para o bolso das suas clientes. Desde 1º de dezembro, as compras feitas com cartão Marisa e Marisa Itaucard podem ser divididas em até dez vezes, sem juros, com a primeira parcela para até cem dias.

A promoção é válida nas mais de 270 lojas da Marisa, distribuídas por todo o território nacional, exceto para a loja virtual. Para atrair as clientes para a promoção, as lojas ganham sinalização especial e um filme publicitário será exibido nos principais canais abertos.

Caxias Shopping vai levar 50 pessoas toda semana aos ensaios da Acadêmicos do Grande Rio

O Caxias Shopping, de Duque de Caxias (RJ), já começa a entrar no clima carnavalesco. Quem entrar no site do shopping poderá participar do concurso cultural “Ingresso que dá Samba”. Na promoção, em parceria com a Escola de Samba G.R.E.S Acadêmicos do Grande Rio, os primeiros 25 clientes que responderem a pergunta “Qual o melhor Samba-Enredo de todos os tempos da G.R.E.S Acadêmicos do Grande Rio?” ganharão dois ingressos para curtir um ensaio na quadra da escola.

A promoção acontece toda semana e vai até o final de janeiro. O Caxias Shopping fica na Rodovia Washington Luiz, 2895. Telefone: (21) 2430-5110.

Juros ao consumidor aumentam em todos os estados, diz Anefac

Após aumentar em todos os estados em novembro, na comparação com outubro, as taxas médias de juros ao consumidor ficaram acima de 90% ao ano, exceto em dois deles. Segundo dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgados na quarta-feira (08/12), no Rio Grande do Sul, por exemplo, onde são registradas as maiores taxas de juros, a média ficou em 97,38% a.a. no mês passado.

Já em São Paulo, onde a associação identificou a menor taxa de juros, a média era de 80,20% em novembro. Na média nacional, os juros do crediário do comércio estão entre os menores, na comparação com as demais modalidades de crédito analisadas pela associação.

Enquanto a cobrança do crediário é de 92,08% ao ano (5,59% ao mês), o juro do cartão de crédito ficou em novembro em 238,30% ao ano (10,69% ao mês), sendo a maior taxa desde junho de 2000. O juro do cheque especial subiu para 140,58% anuais (7,59% mensais) e o do empréstimo pessoal em financeiras ficou em 198,45% ao ano (9,54% mensais).

No fim da lista estão empréstimo pessoal em bancos (73,72% anuais e 4,71% a.m.) e as taxas do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) concedido por bancos para compra de veículos (31,53% ao ano e 2,31% mensais).

Gastos da classe C impulsionam turismo no final do ano

Bares, restaurantes, hotéis e agências de viagem projetam crescimento no faturamento embalados pelo aumento da confiança do consumidor no cenário econômico, do número de pessoas empregadas, elevação da renda e gastos da classe C.

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), prevê uma expansão de 10% na receita de 2010 e ainda maior (12%) nas festas de final de ano no confronto com 2009. “As pessoas estão muito otimistas e gastando com menos medo. Até as gorjetas aumentaram”, afirma. O executivo lembra que o aumento estimado supera a projeção para o PIB, em torno de 7%, e isso se deve ao fato de que o setor, historicamente, cresce mais do que a economia, assim como tem queda superior em tempos de crise. Solmucci destaca ainda a chegada do consumidor da classe C, que “gasta com menos frequência, mas gasta” e faz a diferença pela quantidade.

Já Enrico Fermi, presidente da ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), ressalta o aumento do turismo interno puxado por essa faixa da população. “Estamos crescendo com a classe C, que ainda não conhece o país e está viajando pela primeira vez.” Sobre a diferença entre as tarifas cobradas há um ano, o executivo afirma que os preços apenas acompanharam a inflação e a expectativa é que o faturamento real do setor seja “um pouco melhor” do que em 2009.

Como os brasileiros não têm o hábito de viajar no Natal, a ocupação fica em torno de metade dos leitos. Já no Ano-Novo chega a 90% em cidades litorâneas do Nordeste e no Rio de Janeiro, enquanto “São Paulo esvazia”, já que a movimentação é mais concentrada no turismo de negócios.

Leonel Rossi, diretor da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), contabiliza que um pacote em janeiro custa a metade daquele cobrado no Reveillon, por isso há quem prefira viajar no Natal porque ainda consegue preços menores, mesmo sendo também um feriadão. A previsão é obter um aumento de 20% na venda de pacotes dentro do Brasil e de 15% para o exterior, considerando todo o ano. Entre as cidades fora do país, Miami, Orlando e Nova York, nos Estados Unidos, e Buenos Aires, na Argentina, ainda têm a preferência. Rossi lembra que “há vários tipos de viagem para o mesmo destino”, referindo-se principalmente ao padrão de hotel e de restaurantes que serão frequentados.

A classe C começa a elevar a participação nas vendas de pacotes nas agências de viagem, mas ainda concentra os passeios, na avaliação de Rossi, para a casa de familiares. “Mas é uma classe ascendente, que começa a gastar mais dinheiro em turismo.”

Accor vai abrir cem hoteis Formule 1 no Brasil

A francesa Accor já procura interessados em investir na construção de cem empreendimentos super econômicos no Brasil com a bandeira Formule 1. Todos os hotéis terão custos baixíssimos de construção e operação para que as diárias cobradas dos clientes fiquem próximas a R$ 75. A maior parte dos empreendimentos será erguida em cidades secundárias, de 100 a 500 mil habitantes.

Já foi criado um projeto padrão, que será apenas adaptado às características do terreno e às especificidades de cada localidade. Haverá financiamento subsidiado para a construção de alguns hotéis, que serão comercializados no modelo de franquia e operados pelos próprios investidores. Tudo isso para se chegar a um custo de construção por hotel de R$ 5 milhões e a despesas administrativas bastante baixas após a abertura.

Hoje a Accor administra 142 hotéis no país, a maioria nos segmentos de quatro e cinco estrelas. Mas essa realidade vai mudar nos próximos anos. Com o crescimento da renda e a ascensão da classe C, o foco sai da bandeira Mercure para as duas marcas econômicas da rede: Íbis e Formule 1. No caso do Ibis, a expansão já está em curso. Existem 53 hotéis em funcionamento sob a bandeira e outros 43 estão com contrato assinado para a construção. Dentro de dois ou três anos, a bandeira Ibis se tornará a principal do grupo hoteleiro no Brasil.

Os planos para a marca Formule 1 não estão em um estágio tão avançado no país, mas são igualmente ambiciosos. A bandeira engloba 11 hotéis em funcionamento e outros sete em construção. Na fase de desenvolvimento, a rede apostou em hotéis grandes, com 200 a 300 quartos, localizados em cidades com mais de 1 milhão de habitantes, em pontos bastante valorizados. Os projetos foram bem sucedidos. A bandeira trabalha com taxas de ocupação superiores a 80%.

Arenas viram novo modelo de negócios

A alta exigência de financiamento para a construção dos 12 estádios planejados para a Copa de 2014, um investimento próximo a R$ 6 bilhões, levou clubes e poder público a buscar fórmulas alternativas de contratação dos projetos. Algumas propostas envolvem a combinação de contratos de construção e concessão associados ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários nos arredores das arenas.

De olho nesse mercado não usual, grandes empreiteiras do país também estão mudando seu jeito de fazer negócios e criando áreas que tentam combinar construção, marketing esportivo e ações no ramo imobiliário. A OAS Empreendimentos Imobiliários resolveu abrir uma subsidiária, a OAS Arena, empresa que cuidará da construção e gestão de estádios de futebol.

A ideia é que a nova companhia faça a ponte entre os complexos esportivos e a incorporação imobiliária. Pretendem aproveitar os terrenos vizinhos para projetos e até aproveitar o terreno do estádio, em casos de transferência da sede. Em diversos lugares, os estádios foram construídos na periferia, mas acabaram engolidos pelas cidades e acabaram em lugares estratégicos e, geralmente, valorizados.

É o caso do Olímpico, estádio do Grêmio, em Porto Alegre. Foi justamente por causa desse projeto, que lhe garantiu o direito de operar o estádio por 20 anos, que a OAS resolveu criar a nova empresa. No local, construirá também prédios comerciais, residenciais, hotel, centro de convenções, edifício-garagem e torres comerciais. Em contrapartida, ficará com o terreno onde está o atual estádio do Grêmio, que abrigará um projeto residencial. O novo estádio, previsto para ser entregue em março de 2013, vai ser usado para treinos na Copa .

O estádio escolhido para sediar o evento é do concorrente, o Internacional. A construção do complexo custará R$ 475 milhões, 45% financiados pelo BNDES e 55% com recursos próprios.
Modelo de arenas esportivas terá restaurantes, lojas, buffet infantil e até eventos religiosos. O que era para ficar em um único projeto, ganhou escala maior depois que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 2014.

Além do Grêmio, a OAS vai dividir com a Odebrecht (50% cada) a construção e a gestão da Fonte Nova, em Salvador – este, sim, uma das sedes da Copa. Segundo Carlos Eduardo Paes Barreto Neto, diretor da OAS Empreendimentos, e novo responsável pela OAS Arenas, a companhia também está disputando todas as outras licitações que não foram definidas, como Natal e Cuiabá.

Na Bahia, por exemplo, o objetivo é criar uma casa de shows. “O princípio, como em outros lugares do mundo, é ter uma casa de eventos, lastreada em futebol, que tem prioridade na agenda”, diz Barreto Neto. Além dos shows e dos jogos, o objetivo é ter uma ampla área de serviços, como restaurantes, lojas, espaços para festas infantis, museu, feirão de automóveis e até eventos religiosos. “Queremos otimizar ao máximo esses espaços”, afirma. “Dá para dobrar a receita dos estádios com facilidade.”

Com aproximação dos projetos para receber a Copa, a Odebrecht criou uma área específica para o assunto dentro da Odebrecht Participações e Investimentos, a incubadora de negócios do grupo – de onde saíram a empresas do grupo na área de saneamento, transportes e energia. O objetivo era se capacitar para gerir o negócio e disputar contratos que combinam a construção e gestão dos estádios.

Este ano, a empresa arrematou duas Parcerias Público Privadas (PPPs) para construir e operar por 30 anos os estádios de Salvador, em sociedade com a OAS, e Pernambuco. Cada obra custará cerca de R$ 500 milhões cada uma. Para viabilizar o negócio, está contratando empresas do ramo de marketing esportivo e eventos dos EUA e Europa.

Segundo Jeans, nos contratos de PPP, o governo para ao consórcio uma renda mínima em troca da gestão do estádio, e aquilo que o consórcio conseguir arrecadar a mais com suas ações de marketing é dividido entre as empresas e o governo.

Riqueza migra dos grandes centros para cidades médias, revela IBGE

A riqueza brasileira está, pouco a pouco, saindo dos grandes centros urbanos e migrando para as cidades médias. É o que revela estudo sobre o PIB dos municípios divulgado nesta sexta-feira (10/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são de 2008, mas foram divulgados só agora pelo IBGE.

Na comparação entre 1999 e 2008, o grupo das 37 cidades brasileiras com população superior a 500 mil habitantes perde três pontos percentuais na composição do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Já os municípios com população entre 100 mil e 500 mil habitantes elevam em 2,5 pontos percentuais sua participação. O grupo com cidades onde residem entre 20 mil e 100 mil pessoas aumenta seu peso em 0,4 pontos percentuais e aquelas cuja população não chega a 20 mil habitantes ganha 0,1 ponto percentual no período.

No entanto, a centralização da riqueza ainda é grande. De acordo com o PIB dos municípios, em 2008, a renda gerada por seis municípios equivalia a 25% de toda a riqueza produzida no país. São Paulo-SP é o primeiro da lista (com participação de 11,8% no PIB), seguido de Rio de Janeiro-RJ (5,1%), Brasília-DF (3,9%), Curitiba-PR (1,4%), Belo Horizonte-MG (1,4%) e Manaus-AM (1,3%).

Juntos, os 51 municípios de maior renda representavam a metade do PIB e 30,6% de toda população brasileira. Do outro lado da moeda, somados os 1.313 municípios com menor participação relativa chegava-se a 1% do PIB e 3,4% da população; 76% dos municípios do Piauí e 60% dos da Paraíba estavam nessa faixa.

O estudo indica que, de maneira geral, as regiões Norte e Nordeste são mais dependentes de suas capitais do que as demais regiões do país. No Estado do Amazonas, por exemplo, a capital Manaus respondia, em 2008, por 81,4% da renda estadual. O Amazonas revela-se ainda detentor da maior concentração espacial de renda do país, já que Manaus e as outras quatro maiores cidades do Estado participavam com 88,1% do capital de todo o Estado.

Considerando as cinco maiores cidades de cada Estado, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são os que possuem as menores concentrações espaciais de renda, com 35,5%, 36% e 36,7%, respectivamente.

No Rio de Janeiro, a capital vem diminuindo seu peso no PIB do Estado em função do desenvolvimento de outras regiões, como o norte fluminense. Entre 2004 e 2008, a participação relativa da capital fluminense na economia estadual caiu de 50,5% para 45,1%. Consequentemente, a participação relativa do município do Rio no PIB nacional também recuou. De 5,8% em 2004, o índice foi para 5,1% em 2008.