Confiança do consumidor cai por piora na expectativa, diz FGV

A confiança do consumidor brasileiro diminuiu em dezembro, em razão de um menor otimismo sobre os próximos meses, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada nesta quarta-feira (22/12). O índice caiu 2,1% sobre novembro, para 122,5 pontos.

O componente de expectativas recuou 3,4% neste mês, atingindo 109,5 pontos, o menor nível desde maio. O de situação atual (ISA) teve leve baixa de 0,4%, para 146,8 pontos. “Os consumidores continuam avaliando de forma muito favorável a situação econômica geral mas, em dezembro de 2010, estão menos satisfeitos com a situação financeira familiar: a proporção de consumidores que avaliam a situação atual como boa diminuiu de 30,1% para 28,8% do total”, disse a FGV em nota.

O item que mais pesou para a queda da confiança em dezembro foi o de expectativas sobre o ambiente econômico nos seis meses à frente: o número de consumidores que projetam melhora caiu para 29,6%, ante 31,5% em novembro. A pesquisa foi feita com mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras entre os dias 1º e 18 de dezembro.

Receita paga restituições de lote do Imposto de Renda de 2006

A Receita Federal deposita nesta quarta-feira (22/12) nos bancos as restituições de um lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2006 que estava na malha fina. O dinheiro teve correção de 51,06%. O lote tem 14.621 declarações. Ficaram devendo ao Fisco 7.022 contribuintes. Com direito à restituição, são 3.784. Não tiveram imposto a pagar nem a restituir 3.815 contribuintes.

Amanhã (23/12), a Receita libera os valores da restituição de um lote de 2007, que também estava na malha fina. Do total de 23.231 contribuintes, 11.705 têm imposto a pagar, 5.233 receberão restituição e 6.293 não têm imposto a pagar nem a restituir. A correção é de 38,07%. Nos dois casos, a consulta poderá ser feita na internet ou pelo Receitafone – 146.

A Receita lembra que caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá entrar em contato com qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento pelo telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Gasto com publicidade no Brasil aumenta 20,6%

O gasto com publicidade no Brasil cresceu 20,6% nos dez primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2009. Juntos, os veículos de comunicação faturaram R$ 21,1 bilhões com publicidade até outubro de 2010, segundo dados do Projeto Inter-Meios.

A internet é a mídia de maior crescimento no país. Cresceu 28,85% no acumulado do ano até outubro, atingindo um faturamento de R$ 933 milhões. Com essa receita publicitária, que deve passar de R$ 1,1 bilhão até o final do ano, a internet se consolida como o quarto maior veículo, com 4,91% de participação. Mas a internet, que neste ano nos Estados Unidos deve ultrapassar os jornais em verba publicitária, ainda está distante dos principais veículos no Brasil.

Televisão detém 62,64% do mercado, jornais, 12% e revistas, 8%. Dentre os três maiores, apenas a televisão cresce acima da média do mercado (25,72%, alcançando um faturamento de R$ 13,36 bilhões). Jornais e revistas continuam crescendo, mas em ritmo menor, de 5,33% e 15,77% respectivamente. O faturamento de meio jornal com publicidade foi de R$ 2,66 bilhões nos primeiros dez meses do ano. Já as revistas faturaram R$ 1,54 bilhão no mesmo período.

A televisão por assinatura, que detém uma participação ligeiramente inferior à da internet (4,24%), também cresce de forma vigorosa nos últimos meses: 26% no acumulado do ano até outubro. A mídia exterior (outdoors e mobiliário urbano) cresceu 17,57%, para R$ 615 milhões. A publicidade em cinema, que detém menos de 0,5% do mercado, cresceu 14,26%, alcançando R$ 72,6 milhões. A única mídia que encolheu em 2010 foi a de guias e listas, com queda de 10%. Nos dez primeiros meses do ano, esse segmento atraiu R$ 272 milhões em publicidade.

A consultoria ZenithOptimedia, do grupo Publicis, estima que o mercado de publicidade brasileiro deverá crescer 31% entre 2010 a 2013. Com esse crescimento, o Brasil deve acrescentar US$ 4,41 bilhões ao total de gastos com publicidade no mundo nos próximos três anos. Será, segundo a consultoria, a quarta maior contribuição de crescimento, atrás de EUA, China e Rússia. Esses países vão incrementar o mercado com uma verba adicional de US$ 13,3 bilhões, US$ 11,6 bilhões e US$ 4,43 bilhões, respectivamente.

De acordo com a consultoria, nos próximos três anos o mercado publicitário global deve crescer, anualmente, entre 4,6% e 5,2%. Apenas em 2012 o mercado deverá superar o nível de gastos com publicidade registrado em 2008. A maior categoria de incremento no mundo é a internet, que cresce três vezes mais rápido do que o mercado como um todo.

Consumidor não deve ser responsável por débitos de cartões roubados, prevê PL

O consumidor que comunicar o roubo, furto ou extravio do cartão de crédito ou débito no mesmo dia do fato não poderá ser responsabilizado por débitos realizados com a moeda de plástico.

A proposta é do deputado Colbert Martins (PMDB-BA) e está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. A ideia do projeto (PL 7121/2010) é eximir o consumidor dos danos gerados em sua conta, devido ao roubo, furto ou extravio do cartão. “Cabe à administradora verificar a suficiência de saldo, bem como bloquear a utilização do cartão, quando informada sobre o extravio, furto ou roubo, impedindo fraudes”, disse Martins, de acordo com a Agência Câmara. O parlamentar ainda reforça que cabe aos estabelecimentos comerciais credenciados a obrigação de confirmar a assinatura e identidade do portador do cartão.

De acordo com a proposta, os valores contestados pelos consumidores, de despesas e saques efetuados por clonagem de cartões, serão devolvidos aos titulares das contas. Outro ponto mencionado no texto é o que se refere à inscrição do nome do consumidor em serviços de proteção ao crédito, por não pagamento de débitos contestados. Se isso ocorrer, o consumidor terá direito à indenização por dano moral. O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, para depois, ir para Plenário.

Indústria de calçados nacional faz frente ao produto chinês

A indústria brasileira de calçados tem revertido a fraca performance de anos anteriores e ensaia uma recuperação para fazer frente aos produtos importados e até mesmo ganhar mercado no cenário internacional. A alta das exportações atingiu este ano 14,2%. Empresas como a Vulcabrás, controlada pelo Grupo Grendene, e Calçados Pegada estão entre as companhias que estão no encalço dos produtos chineses, ambas organizações registraram forte crescimento em suas balanças comerciais e seguem com investimentos para atender tanto a demanda interna quanto a externa.

A Vulcabrás, detentora de marcas de sandálias como Azaléia de Dijean e de tênis como Olympikus e Reebok, cuja produção anual é de 95 milhões de pares e que exporta para mais de 60 países, cresceu 37,9% no terceiro trimestre do ano, alavancada principalmente pelo consumo interno. Já no mercado externo, seu desempenho em dólares registrou uma evolução de 42,2% no mesmo período em comparação ao ano anterior. Até setembro, a companhia avançou 43,2%.

A perspectiva para o último trimestre do ano é otimista. “O Natal promete ser o melhor já visto no Brasil em termos de vendas de varejo. Estamos muito otimistas e continuaremos a investir, gerar emprego e renda não só no Brasil, mas em todos os países onde a empresa atua”, disse o presidente da empresa, Milton Cardoso.

Esse otimismo do executivo tem como base a evolução apresentada em 2010 ante 2009. De acordo com os dados do último balanço da Vulcabrás, referentes ao terceiro trimestre, a receita líquida alcançou R$ 560,4 milhões, crescimento de 37,9%. A receita bruta somou mais de R$ 1 bilhão. O faturamento aumentou 46% e o número de pares vendidos avançou 23,2%, na mesma base de comparação. Desse total, o mercado interno respondeu por 85,5% da receita total.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), até outubro, foram embarcados 119,3 milhões de pares, que levaram a um faturamento de US$ 1,2 bilhão. No ano passado foram vendidos 104,4 milhões de pares no mercado externo, com receita de US$ 1,1 bilhão.

No topo da lista entre os destinos da produção brasileira para o exterior estão os Estados Unidos, com receita de US$ 296,7 milhões, resultado do acréscimo de 18,8% na quantidade de pares vendidos em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Reino Unido ocupa a segunda posição nas transações externas de calçados brasileiros, em faturamento, com US$ 155,3 milhões, decorrente do incremento de 5,1% no número de pares exportados. A Argentina, maior destino dos produtos Vulcabrás no exterior, segue no terceiro lugar, com a aquisição de 11,9 milhões de calçados e faturamento de US$ 142 milhões ao longo de dez meses.

De olho no estado da Bahia, que ocupa a quarta posição em volume e faturamento das exportações nacionais, com receita de US$ 79,3 milhões, está a fabricante gaúcha Calçados Pegada, que em 2011 vai ampliar sua capacidade de produção, tanto no Rio Grande do Sul quanto no estado da região Nordeste. “Para acompanhar o ritmo de crescimento da indústria, a direção decidiu investir na expansão da unidade baiana, que terá mais um pavilhão de quatro mil metros, aumentando a capacidade de produção para 10 mil pares ao dia” afirma o diretor Comercial da empresa, Astor Ranft.

A construção do novo prédio, em Dois Irmãos, começa em janeiro com a previsão de início das operações no segundo semestre de 2011. Com a nova planta, a empresa somará quatro unidades fabris e crescimento projetado de 20% para o ano que vem. O aporte programado, segundo o diretor comercial da companhia, ficará abaixo dos R$ 10 milhões.

Especializada em calçados masculinos em couro, a empresa conta com cerca de dois mil funcionários. Os resultados da companhia em 2010 revelaram um incremento de 30%, com a produção de 11 mil pares por dia. A empresa possui três linhas: sapatos casuais (com 20% do total de modelos), sapatênis (com 40% de participação) e sandálias (40%).

Bazar da Aspaan no Goiânia Shopping

A Associação Protetora e Amiga dos Animais (Aspaan) realiza bazar de Natal até o dia 24 de dezembro no piso 1 do Goiânia Shopping, das 10h00 às 23h00. Toda a verba arrecadada irá para a reforma da sede da associação, que abriga cerca de cem animais, entre gatos e cachorros.

Este ano, a Aspaan levou para o bazar opções de presentes artesanais, como caixas de madeira com kits perfumados, sabonetes e toalhas pintadas à mão, quadros do Espírito Santo, oratórios, kits de sachê, painéis para cozinha, jogos americano, panos de prato e flores aromáticas. O visitante pode se informar sobre os animais disponíveis para adoção e eventos realizados pela Aspaan. O site é www.aspaan.org.br.

Regulamentação deve ser o próximo passo dos cartões

Depois da abertura do mercado de credenciamento e da regra para as tarifas dos cartões, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) avalia que o próximo passo para o setor pode ser a regulamentação. “Não temos nenhuma resistência para que o mercado seja regulado. Se o setor de telefonia é regulado, por que o de cartões não pode ser?”, diz o presidente da entidade, Paulo Rogério Caffarelli.

Caffarelli diz que 2010 foi um “marco divisório” para o setor de cartões. O ano foi marcado pela abertura do mercado de credenciamento, em julho, e a regulamentação das tarifas do setor pelo Banco Central em novembro. As taxas se reduziram de uma casa de 45 para apenas cinco.

Para o executivo, a evolução dos fatos pode levar a criação de uma lei para o setor. “Podemos passar da autorregulação para a regulação, ou uma convivência das duas formas”, diz o presidente da Abecs. “Há cerca de 140 projetos parlamentares pedindo mudanças no setor de cartões.” Um dos que pedem mudanças mais profundas é o 4804/01, de autoria do deputado Edinho Bez (PMDB-SC). O texto trata da regulamentação, proíbe a diferenciação de preços para quem paga com plástico e dinheiro e estabelece punições para crimes eletrônicos com cartões. O projeto aguarda inclusão na pauta de votação.

Carrefour lança site para os clientes acompanharem a rastreabilidade dos produtos garantia de origem

O Grupo Carrefour apresenta mais uma importante iniciativa pioneira no que se refere à sustentabilidade no varejo brasileiro. Desde o último dia 17 de dezembro, por meio do site (www.garantiadeorigem.com.br) o consumidor que adquire produtos Garantia de Origem com o Selo de Rastreabilidade pode acompanhar todo o processo de produção do alimento e a garantia de levar para a casa produtos que tiveram, em todas as etapas de produção e criação, conceitos rigorosos de qualidade, responsabilidade ambiental e social.

Os benefícios são muitos e atingem toda a cadeia de produção. Isso porque todas essas fases de elaboração do produto, que hoje já são auditadas por empresas externas parceiras do programa Garantia de Origem e certificam a qualidade e segurança dos alimentos, estão disponíveis para consulta.

O selo permite, por meio de senha impressa na etiqueta destes produtos, visualizar uma série de dados: do processo de criação e alimentação até o dia de abate do animal, veterinário responsável e fazenda em que foi criado, e identificação do frigorífico. “Ao disponibilizar aos clientes informações detalhadas sobre a origem de um produto, o Carrefour reafirma seu compromisso de promover o consumo consciente de alimentos no País”, explica Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour.

Em princípio, o Selo Rastreabilidade está em produtos como carne bovina, camarão e frango caipira, comercializados em unidades da rede de todo o País. Produtos suínos com o selo estão sendo vendidos, inicialmente, em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com previsão de ampliação para todo o País, a partir do primeiro semestre de 2011.

Assim, até meados de 2011, o portfólio de produtos com Selo Rastreabilidade será ampliado, com itens como peixe congelado e produtos do setor de frutas, legumes e verduras, como laranjas, legumes embalados e saladas higienizadas, além de ovos. A expectativa da empresa é 23 fornecedores de produtos Garantia de Origem, que fornecem 149 itens diferentes, estejam adaptados com a nova tecnologia até o primeiro semestre de 2011.

Segundo o Gerente Nacional do Programa Garantia de Origem do Carrefour, Gerard Antonius Eysink, outro grande diferencial do produto é o preço. “O consumidor não irá pagar mais para ter um produto com Selo de Rastreabilidade, pois os atributos de sustentabilidade e qualidade destes produtos sempre estiveram integrados à linha”, afirma o executivo. As condições especiais foram viabilizadas pelo entrosamento entre pecuaristas, frigoríficos e a rede – parceria mantida há mais de dez anos entre os três principais pilares dessa cadeia produtiva.

Para garantir os critérios estabelecidos para o Selo Rastreabilidade, o programa Garantia de Origem conta com a tecnologia desenvolvida pela Safe Trace, especializada na rastreabilidade da cadeia produtiva. A tecnologia pioneira e proprietária desenvolvida pela Safe Trace coloca o Brasil no mesmo nível que os países mais desenvolvidos na gestão da cadeia dos alimentos. Utilizando o que há de mais moderno e avançado em termos tecnológicos, os serviços permitem o acompanhamento rigoroso até que os alimentos cheguem ao consumidor final..

“A Safe Trace soma ao programa Garantia de Origem a independência, transparência e tecnologia de seus processos de rastreabilidade. Assim, cumpre seu papel de levar ao consumidor a capacidade de escolher a origem e os diferenciais dos alimentos que deseja comprar, além de beneficiar os produtores e as indústrias com ganhos de eficiência e produtividade”, declara o diretor de Negócios da Safe Trace, Vasco Varanda Picchi.

Alinhado ao trabalho da Safe Trace, o Carrefour também dispõe de veterinários do Grupo que acompanham pessoalmente o trabalho nas fazendas, profissionais treinados pela empresa com os critérios de segurança do Programa Garantia de Origem.

Setor de consumo será destaque em 2011

A elevação do poder de compra dos brasileiros trouxe um ar otimista para o presidente da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa), Edemir Pinto. Para ele, esse fator deverá impulsionar o número de empresas do setor de consumo em Ofertas Iniciais de Ações (IPO, na sigla em inglês) para o próximo ano. “O poder de compra da população influencia muito as decisões que são tomadas na Bolsa. Acredito que grande parte dos IPOs para 2011 virão de companhias do setor de consumo”, afirmou o presidente da BM&F Bovespa durante evento de lançamento das ações da Droga Raia.

A operação da Droga Raia foi a 11ª oferta pública inicial de ações do ano de 2010, com um volume captado até o momento de R$ 11 bilhões. Levando-se em consideração também as outras 11 ofertas de empresas já listadas, a captação total do ano chega a R$ 149 bilhões, a maior da história da Bolsa, com destaque para a mega oferta da Petrobras. Em 2009 foram captados R$ 46 bilhões, com a realização de 24 ofertas públicas, das quais seis eram IPOs. “Não temos como fugir do assunto da oferta de ações da Petrobras. Com certeza esta foi a operação mais importante para o mercado de capitais brasileiro, mostrando o poder de compra dos investidores”, acrescenta o presidente da Bolsa de Valores.

Com a oferta da Raia S.A., os segmentos diferenciados de governança corporativa da BM&F Bovespa passam a contar com 166 empresas, assim distribuídas: 113 no Novo Mercado, 18 no Nível 2 e 35 no Nível 1.

As ações ordinárias da Droga Raia encerraram o primeiro dia de negociação com forte valorização de 8,75%, saindo do preço inicial de R$ 24 e finalizando o dia a R$ 26,10 para venda. O Ibovespa encerrou em queda de 1,06%, aos 67.263 pontos. O volume financeiro foi de R$ 10,665 bilhões. Com uma forte demanda, o IPO da Droga Raia movimentou até R$ 654,697 milhões. O preço por ação foi definido em R$ 24, no teto da faixa indicativa, que variava de R$ 19 a R$ 24 por ação.

A última abertura de capital do ano provocou grande euforia no mercado. Até pouco antes do encerramento do período de reserva das ações, a procura pelos papéis da companhia já superava a oferta em seis vezes. Segundo agentes do mercado acionário, apenas os pedidos de investidores institucionais locais, como fundos de investimento e de pensão, já garantiam a operação.

A Raia é a quinta maior rede de drogarias do País em faturamento e a terceira em número de lojas, de acordo com ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

O principal atrativo do IPO foi o desconto relativo dos papéis na comparação com os da concorrente Drogasil, já listada em bolsa.Pelos cálculos de uma fonte de mercado, os papéis da Raia estreariam na bolsa valendo até 30% menos que os da concorrente. O desempenho recente de Drogasil no mercado, com alta acumulada de 8% no mês, só aumentou a atratividade do IPO.Um gestor de fundos pondera que o potencial de valorização dos papéis da Raia na bolsa e a redução do desconto em relação à Drogasil dependerá da capacidade da companhia de executar, de forma bem sucedida, a estratégia de abertura de novas lojas.

A empresa destinará 55% dos recursos captados no IPO para expansão da rede. A seu favor, a companhia conta com as perspectivas de crescimento econômico e da renda das classes C e D, além da tendência de envelhecimento da população, que deve aumentar a demanda por medicamentos nos próximos anos.

A oferta da Raia era de inicialmente 23,7 milhões de ações. Além do lote principal, foram registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 3,558 milhões de papéis do lote suplementar, que se não for exercido em até 30 dias reduzirá o valor do IPO para R$ 569,302 milhões. Já o lote adicional, colocado quando há excesso de demanda, não foi registrado, um indício de que a demanda pelas ações estaria mais concentrada nas faixas mais baixas de preço, segundo uma fonte de mercado.