O otimismo das famílias brasileiras com relação à situação socioeconômica do País se manteve estável em março, na comparação com fevereiro. Segundo revela o IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta quinta-feira (07/04) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o otimismo dos brasileiros alcançou 65,3 pontos no terceiro mês do ano. No confronto com janeiro, quando o indicador registrou seu maior nível da série, a confiança dos brasileiros com a situação econômica do País registrou queda de 2,8%.
Os brasileiros também seguem otimistas com relação ao futuro da economia do País. Em março, o estudo apontou alta no nível de otimismo: 62,8% dos brasileiros acreditam em melhora nos próximos 12 meses. E os brasileiros de maior renda seguem como os mais otimistas.
Entre aqueles com ganhos de quatro a cinco salários mínimos, 69,71% acreditam em melhora; 68,64% daqueles que recebem de cinco a dez salários mínimos e 63,64% daqueles com ganhos acima de dez mínimos têm a mesma percepção. Os que recebem de dois a quatro mínimos também esperam melhora nos próximos 12 meses (67,18%), ao passo que 59,86% dos que ganham de um a dois mínimos e 53,57% daqueles com ganhos de até um mínimo pensam o mesmo.
Entre as regiões, o maior grau de otimismo foi registrado no Centro-Oeste: 83,51% das famílias esperam melhora na economia do País nos próximos 12 meses. Na região Sudeste, o otimismo atingiu 67,73% das famílias, seguida por Nordeste (59,34%), Norte (57%) e Sul (47,93%).
O Ipea também mensurou o otimismo das famílias para os próximos cinco anos e constatou que 58,9% acreditam que a economia do País passará por melhores momentos no período. O maior grau de otimismo encontra-se nas famílias que vivem no Centro-Oeste, onde 83,2% das famílias esperam melhora no período. Já as famílias que vivem na região Norte foram as que apresentaram o menor nível de otimismo, com 41,3% delas acreditando em melhora nos próximos cinco anos. No Nordeste, 62,8% esperam melhora, no Sudeste o percentual alcança os 56,5% e no Sul, os 55,1%.
No geral, 24,49% das famílias acreditam que o País passará por piores momentos na economia nos próximos 12 meses. Entre as regiões, o pessimismo é maior no Nordeste, atingindo 30,89%. Considerando as expectativas para os próximos cinco anos, 17,9% dos brasileiros estão descrentes. O maior grau de pessimismo também está na região Nordeste, onde 25,4% das famílias acreditam em piores momentos para o País.

