A MMartan, varejista especializada no segmento de cama, mesa e banho no Brasil, vai lançar lojas com a bandeira da sua marca premium Casa Moysés a partir de 2011. Segundo Josué Gomes da Silva, presidente da Springs Global e filho do presidente da República José Alencar, que detém cerca de 70% da marca, a iniciativa vem ao encontro dos vários lançamentos de shopping centers no Brasil, que necessitam de lojas exclusivas voltadas para classe A. A empresa prevê que há espaço para a inauguração de de 50 a 100 lojas no País nos próximos anos com a marca Casa Moysés.
O executivo reconhece que não é fácil criar uma loja de varejo exclusivo, principalmente porque não há economia de escala, ou seja, não é possível produção em massa para custos menores. Mas para o grupo, que detém parcerias e marcas americanas, como a Court of Versailles, Springsmaid e Wansutta, ficará mais tranquilo oferecer itens com exclusividade, “pois já dispomos desses produtos nos Estados Unidos”, afirma Silva.
As lojas Casa Moysés ainda não possuem endereços, mas certamente estarão instaladas em shoppings voltados para a classe alta brasileira, como os shoppings Iguatemi, o Cidade Jardim, em São Paulo, ou o Village Mall, no Rio de Janeiro. Assim como a classe C, a classe A brasileira também vem ganhando terreno. Segundo pesquisas, nos últimos anos, mais de 300 mil famílias entraram para o grupo dos abastados no Brasil, compostos por famílias com rendas superiores a 20 salários mínimos.
A MMartan conta atualmente com 121 lojas e planeja inaugurar no próximo ano cerca de 40 lojas. “A meta é chegarmos ao número de 250 lojas no País”, disse Silva. Segundo ele, as vendas domésticas do grupo cresceram 22,5% no terceiro trimestre de 2010 na comparação com o mesmo período de 2009. A participação de mercado da MMartan aumentou também cerca de dez pontos percentuais nos últimos três anos. A Springs Global, união da marca mineira Coteminas e da americana Springs, é dona também das marcas Artex e Santista no Brasil.
A receita líquida da Springs Global caiu 3,4% no terceiro trimestre, totalizando R$ 580,1 milhões. O volume comercializado pela fabricante de artigos de mesa, cama e banho foi 10% menor em igual trimestre de 2009, mas o preço médio dos artigos vendidos pela companhia foi 7,2% maior.
Entre janeiro a setembro, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,8 bilhão, o que representou uma queda de 4,2% sobre os nove primeiros meses do ano passado. Em volume, as vendas foram 2,7% menores. Segundo a empresa, o crescimento nas vendas no Brasil no segmento de “fashion bedding” (roupa de cama de maior valor agregado) não foi suficiente para compensar a queda da demanda no mercado norte-americano.

