O mercado mundial dos chamados tablets cresceu 45,1% no terceiro trimestre de 2010, impulsionado quase que exclusivamente pela demanda global do iPad, da Apple. De acordo com a IDC (International Data Corporation), os varejistas de todo o mundo colocaram à disposição no mercado 4,8 milhões de unidades, ante os 3,3 milhões no segundo trimestre de 2010. Somente o iPad representou cerca de 90% de todos os aparelhos em formato tablets vendidos no mundo durante o período analisado pela empresa.
O crescimento, entretanto, não foi exclusividade das “mídias comprimidas”. Os leitores digitais, conhecidos como e-readers, também experimentaram forte crescimento nas vendas durante o trimestre em questão. No período, as comercializações cresceram 40% em relação aos três meses anteriores, o equivalente a mais 2,7 milhões de unidades nas mãos dos consumidores. “A evolução do mercado de tablet se dá de maneira rápida, por conta dos novos produtos e serviços que chegam até aos consumidores. Além desse fator, destacam-se a concorrência de preços e a experimentação com novas ideias”, afirma a diretora de pesquisa da IDC, Susan Kevorkian.
A IDC projeta que o mercado de tablets feche 2010 com cerca de 17 milhões de unidades vendidas. Para 2011, a expectativa é de que 44,6 milhões sejam lançadas no mercado global, com os Estados Unidos representando quase 40% do total. Já para o ano que vem, esperam-se vendas mundiais de 70,8 milhões de unidades. Segundo a empresa, o crescimento será impulsionado por fornecedores em busca de novos sistemas operacionais, bem como a concorrência de preço e funcionalidade e forte demanda de consumo.
Para o mercado de e-reader, a IDC prevê fechar 2010 em 10,8 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, novamente com os EUA representando 72,4% das exportações. Tratando-se de exportações, a IDC espera que 14,7 milhões de unidades, em 2011, e 16,6 milhões, em 2012, sejam vendidas para os quatro cantos do mundo.

