A taxa de desemprego nacional atingiu 6% no mês de agosto, conforme dados divulgados na última quinta-feira (22/09) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com Itaú BBA e MCM, esse número mostra que o mercado de trabalho continua aquecido, apesar de algumas regiões nacionais, como Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, mostrarem sinais de desaceleração.
De acordo com a MCM, há um enfraquecimento que pode ser comprovado nas admissões do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que antecipa movimento da taxa de desemprego. O setor industrial e o de serviços já demonstraram recuo na quantidade de empregados, o que deverá pressionar a taxa desemprego futuramente. “A retirada de estímulos de demanda do final de 2010 e começo de 2011, assim como a desaceleração da economia global, deverão reduzir a falta de balanço entre oferta e demanda no mercado de trabalho”, lembra Aurélio Bicalho, economista do Itaú BBA.
Outro ponto ressaltado nas analíses dos números é a queda do rendimento médio real, fator comprovado em Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. Isso não seria o suficiente para conter as pressões inflacionárias vividas pela economia brasileira.
Para a MCM, mesmo uma possível alta da taxa de desemprego deverá mante-la abaixo da Nairu (non-acelerating rate of unemployment), momento em que a baixa quantidade de desempregados não pressiona a alta de preços, que é estimada pela consultoria entre 7,0% e 7,5%. Dessa forma, o brasileiro deverá se acostumar com o preço pago pela alta quantidade de empregos: a inflação.

