Mais de 800 ataques a bancos foram registrados no Brasil no primeiro semestre

Somente no primeiro semestre deste ano, foram registrados 838 ataques a bancos em todo o Brasil, sendo 537 arrobamentos e 301 assaltos. Segundo Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, realizada pela CNTV (Confederação Nacional dos Vigilantes) e Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), o estado de São Paulo foi o que mais sofreu ataques. Entre janeiro a junho deste ano, foram 282 ataques no estado. Desses, 179 foram arrombamentos e 104, assaltos ou tentativas de assalto.

O segundo estado a sofrer mais ataques a bancos foi a Bahia, com 27 arrombamentos e 34 assaltos. Roraima foi o que menos sofreu ataques, sendo apenas dois arrombamentos. Já o Amazonas foi o único a não registrar ataques a bancos no primeiro semestre.

Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, para que o número de ataques diminua, é necessário que os bancos invistam em segurança. “Os bancos precisam destinar recursos para a instalação de equipamentos, para evitar ações de quadrilhas cada vez mais ousadas, aparelhadas e explosivas”, afirmou Soares. Dentre os equipamentos, os trabalhadores em segurança sugerem vidros blindados nas fachadas, biombos ou tapumes entre a fila de espera e a bateria de caixas e divisórias entre os caixas.

Já para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, os bancos precisam investir em equipamentos e os estados precisam melhorar a segurança pública.

Os vigilantes e bancários pedem ainda a isenção de tarifas de transferência de recursos, como DOC, TED e ordem de pagamento, como forma de desestimular os saques. “Essa medida, se adotada, reduzirá a circulação de dinheiro na praça e evitará que clientes sejam alvos de assaltantes e vítimas de ´saidinhas de banco´”, afirmou o diretor da Fetec-CUT/PR, Carlos Copi. A proposta já foi levada pela Contraf-CUT para discussão com os bancos.