Os corredores da Fashion Business ficam lotados de lojistas do país inteiro. Para as grifes, oportunidade de aumentar os negócios e ter as produções em araras de multimarcas de pequenas e grandes cidades. Para os lojistas, a chance de encontrar peças desejadas por clientes, que querem vestir tendências que veem em revistas e na TV.
Neide Moura é dona de duas lojas em Teresina (PI) e visita feiras no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em São Paulo para abastecer duas lojas “Via Neide”, que atendem mulheres das classes A e B na capital nordestina. Ela planejava gastar R$ 400 mil no evento. “As clientes veem revistas e blogs de moda e vão à loja em busca das tendências e do que vestem as globais”, diz Moura diante de Letícia Birkheuer, ex-modelo, atriz e agora dona da grife LB, de roupas de festa. Birkheuer expôs sua coleção no estande da Lenny, para quem fez o primeiro desfile como modelo. “Sempre tive vontade de trabalhar com moda e escolhi roupa de festa porque é a que gosto mais. Minhas roupas estão em mais de 40 cidades.”
Patrícia Hess, de Concórdia (SC), inaugurou em junho a “Divine Boutique” e passeava pela feira disposta a investir R$ 40 mil. “A feira abre leque para conhecer outras marcas e comprar mais”, diz a lojista, que, assim como a maioria dos convidados, teve as despesas pagas pela produção.

