No início de novembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 31,7 milhões à Livraria Cultura. O dinheiro apoiará o plano de investimentos da rede varejista, que inclui a modernização e abertura de novas lojas em cidades como Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Curitiba, Campinas, São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre.
A expansão faz parte do projeto de profissionalização do negócio da família. Atualmente, Pedro Herz divide a administração com os filhos, Sergio e Fabio Herz. Mas o empreendedor garante que a gestão familiar acaba na terceira geração e confirma, inclusive, interesse em abrir o capital da Cultura, muito embora não estipule um prazo para isso efetivamente sair do papel.
A expansão da rede de livrarias começou em 2000, com a abertura de uma loja de 3 mil m² no Shopping VillaLobos, em São Paulo. Muito antes, porém, a empresa dava sinais de que pretendia não apenas crescer, mas também moderniza-se. Em 1995, quando a internet engatinhava no Brasil, a Livraria Cultura já tinha um site e vendia seus produtos online.
A rede ainda lançou no País um conceito inédito de varejo customizado com uma das principais editoras de livros do Brasil. O projeto, chamado Companhia das Letras por Livraria Cultura, começou no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista. Deu certo e, por isso mesmo, atualmente existem outras duas unidades semelhantes em atividade: a Instituto Moreira Salles por Livraria Cultura e a loja Record por Livraria Cultura.

