A JHSF encerrou o terceiro trimestre de 2010 com 30% do seu guidance para o ano concluído. A expectativa da empresa para 2010 é realizar lançamentos com valor geral de venda (VGV) potencial de R$ 1 bilhão.
O vice presidente e diretor de relações com investidores da JHSF, Eduardo Camara, está confiante que a empresa vai cumprir os 70% que faltam, com base nos lançamentos realizados desde o fim do terceiro trimestre e os programados para o final do ano. A perspectiva de lançamentos de incorporações no quarto trimestre é de “forte crescimento”, segundo o balanço da empresa. Os planos inluem o lançamento de uma nova fase da Fazenda Boa Vista (SP), o Parque Ponta Negra (AM), o Horto Bela Vista (BA) e o Vitra (SP).
Há três projetos de shoppings em desenvolvimento, o Shopping Metrô Tucuruvi, em São Paulo; o Shopping Bela Vista, em Salvador; e o Shopping Ponta Negra, em Manaus; que representam uma adição de 172 mil m² de área bruta locável (ABL). Mais de 80% do ABL da primeira fase desses projetos estão com o aluguel negociado, segundo a empresa.
A JHSF possui caixa para investir nos novos empreendimentos. No terceiro trimestre a empresa obteve caixa líquido de R$ 43,4 milhões, o único caixa líquido positivo de 2010. No segundo trimestre de 2010 o caixa foi negativo em R$ 75,8 milhões. No primeiro trimestre a dívida líquida foi de R$ 37,5 milhões. No terceiro trimestre de 2009, a dívida líquida também foi de R$ 75,8 milhões. A expectativa de Camara para esse ano é que o caixa líquido seja um pouco inferior aos R$ 43,4 milhões do terceiro trimestre. Em 2009 ele foi positivo em R$ 11,4 milhões de reais. Em 2008 o caixa total foi de R$ 179,4 milhões negativos.
O caixa do trimestre foi impactado positivamente pela vendas e recebimentos da empresa, segundo o vice-presidente. Na média, 83% dos empreendimentos lançados pela empresa já foram vendidos. No terceiro trimestre a dívida bancária e debêntures somavam 636,8 milhões de reais, sendo que o vencimento de 76% do total é a partir de 2012. “A empresa tem perfil de geração de caixa muito favorável, o nosso cliente paga muito e rápido, dá entrada grande e, se não liquida à vista quando recebe a unidade, ele liquida num período curto”, disse Camara. A geração de caixa foi de R$ 91 milhões nos nove primeiros meses de 2010. No mesmo período de 2009 ela foi de R$ 117 milhões.
Um evento que impulsionou a geração de caixa do terceiro trimestre de 2010 foi a venda das torres Metropolitan e Platinum, pelo valor de R$ 158,7 milhões para o CSHG JHSF Prime Offices – Fundo de Investimento Imobiliário. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 38,8 milhões no terceiro trimestre e de R$ 88,2 milhões no acumulado do ano, um crescimento de 70,6% e 56,4%, respectivamente, sobre o mesmo período de 2009.

