Internet é capaz de dar ao consumidor poder sobre o mercado, diz especialista

A perspectiva de expansão do comércio on-line tem como um dos seus principais focos a interpretação e otimização do desejo dos consumidores. Para isso, devem surgir nos próximos anos ferramentas capazes de transformar os compradores virtuais nos grandes “CEOs do comércio varejista”, conforme aponta o especialista em soluções de internet, Flávio Antônio da Costa Filho.

Apesar de o papel do consumidor ter evoluído, por conta da sua necessidade de pesquisar e se manifestar, as mídias tradicionais ainda estão limitadas e não oferecem a ele de forma eficiente uma interação com o mercado. “É por isso que a adoção de um posicionamento on-line requer um longo caminho de preparo e amadurecimento”, aponta Costa Filho.

Ele lembra que “uma necessidade urgente para um negócio virtual ser promissor é aprimorar a experiência do usuário quando em contato com um produto ou serviço on-line”.

Inovações como prova de roupas em modelos virtuais, visualização de produtos em 360 graus, compartilhamento de informações de forma instantânea pelas mídias sociais, capacidade de personalizar a loja virtual e criação de layouts inteligentes, que trazem as principais novidades e tendências, são algumas ferramentas que, hoje, não são mais meros diferenciais. “Investir em um negócio virtual é explorar cada vez mais o potencial da rede, para que o cliente seja estimulado ao consumo via ferramentas interativas e informações que agregam valor ao produto”, destaca Costa Filho. “A grande tendência é a capacidade que a internet tem de dar ao consumidor poder sobre o mercado”.

Hoje, qualquer pessoa tem capacidade de vender pela internet, seja através de um blog, e-mail, mídias sociais ou mesmo uma loja virtual. “Acreditar que a internet faz milagres é dar um tiro no escuro”, alerta Costa Filho. Por isso, para explorar comercialmente esse meio é preciso incluir, entre outras coisas:

•Bom atendimento ao cliente;
•Estrutura de logística eficiente;
•Respeito a prazos;
•Mapeamento de público-alvo;
•Acompanhamento das ações dos concorrentes;
•Formação de preço adequada;
•Necessidade de pagamentos mais acessíveis.
Apesar de parecerem ações óbvias, muitos empresários já fracassaram porque não deram atenção à estratégia, ao planejamento e também à interação.

Atualmente, os negócios virtuais são muitas vezes encarados como uma virtualização de um processo físico, destaca o especialista, quando deveriam estar além desse horizonte. “Com a crescente presença dos celulares na vida dos consumidores, esses aparelhos se tornarão uma das principais ferramentas de acesso para transações comerciais”, aponta Costa Filho.

Mesmo que de forma incipiente, ele lembra que o celular já é usado no Brasil como facilitador de compras. “A tecnologia está aí, quase atropelando os empreendedores, que não compreendem que investir na sincronização do negócio com o que há de mais moderno é o caminho para o sucesso”.

Exemplo disso são os leitores de cartão de crédito e tecnologia de reconhecimento de dados por aproximação de aparelhos. “Eles permitirão aos consumidores compras rápidas e seguras”, analisa o especialista em soluções de internet. Para ele, a web como meio de geração de negócios já está consolidada. “Porém, poucos são os empresários que encaram o empreendimento virtual como tal. O que ainda se observa é que se faz necessária uma mudança na forma como os empreendedores alinham negócios específicos para os ambientes virtuais”, conclui.