A Diesel, grife italiana conhecida por seus jeans de luxo, vai fechar suas três lojas próprias no Brasil. Inaugurada em 2008 com a presença do dono da marca, o italiano Renzo Rosso, a loja da rua Haddock Lobo, nos Jardins (zona oeste de São Paulo) teve neste sábado seu último dia de expediente.
O investimento no ponto dos Jardins, que era o maior do grupo no mundo, com espaço de 1,7 mil m², divididos em quatro andares, foi de de US$ 7 milhões. As outras duas lojas da marca, a do Shopping Iguatemi, em São Paulo, e a do Fashion Mall, no Rio, encerrarão suas operações no próximo sábado (04/06). Segundo a Folha apurou, cerca de 50 funcionários serão demitidos.
De acordo com a assessoria de imprensa da Diesel, o fechamento das lojas faz parte de uma “reestruturação” da marca no país. “As lojas serão reabertas dentro de poucos meses e os funcionários, recontratados”, disse a assessoria. O empresário paulista Esber Hajli é o representante da marca no Brasil desde 2001.
Famosa também pelos preços altos, em sua despedida, a Diesel remarcou o valor de seus produtos, concedendo descontos de até 50% em todas as peças. Mesmo com os descontos, no caso dos jeans, carro-chefe da marca, os preços variavam de R$ 400 a R$ 800. Segundo a Diesel, a venda dos produtos nos cem pontos multimarcas espalhados pelo país não deve ser afetada. Em 2004, a unidade do Shopping Iguatemi chegou ser a mais lucrativa das 220 lojas da marca no mundo, levando-se em conta o total de vendas por metro quadrado.

